Crônica diária
Os canalhas nunca se aposentam
Um dos segredos do bom escritor é reservar ao leitor descobertas de
tesouros linguísticos que o deixe mais rico, feliz, e alegre. Claro que
essas preciosidades são colocadas esparsas no texto, e não podem se
atropelar. Tesouro não se acha em qualquer lugar, nem exposto ao sol em
lugar óbvio. Soltei um desses, numa crônica dias passados, e não fez
nenhum efeito. Ou me digam se esta frase: " As lendas se aposentam", não
é um tesouro linguístico? Estou exagerando? Mas o fato é que ninguém
deu valor. Deve ser um "tesouro" fora de moda. Porque em literatura, e
na prosa, as expressões entram e saem de moda. De uso. Li esta semana, e
fiquei orgulhoso de ter sido um dos responsáveis por relançar o termo
"canalha", que desde Nelson Rodrigues, não era tão usado. Quer dizer, o
mérito não é nosso que passamos a usa-lo, mas dos canalhas que nos
impuseram. E vou criar outro "tesouro": "Os canalhas nunca se
aposentam".

2 comentários:
Eu dei conta, obviamente.
Mas este mês em sido terrível porque o tempo aposentou-se e para parte incerta...
Em cima, até o t em "tem sido" fugiu !
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