Crônica diária
O conto das alfaiates
Sonhei que havia escrito um conto. O contrário é que é comum. Escrever
um conto sobre um sonho. Aqui no caso da na mesma. Era um conto sobre
três moças muito humildes que resolveram aprender o ofício da
alfaiataria. O tio de uma delas era alfaiate numa cidade do interior, e
as ensinou. Mudaram para São Paulo, e em pouco tempo uma revista de
circulação nacional fez uma reportagem com elas. A freguesia aumentou
rapidamente. Não é comum mulher alfaiate. Mas os homens adoraram. No
sonho o conto descrevia situações hilárias dos senhores carecas,
barrigudos, de perna ligeiramente afastadas com uma das alfaiates
tirando a medida do cós da calça até o fim da perna. Um empresário
brasileiro encomendou três ternos. Um mês depois as convidou para irem
para NY, onde fariam grande sucesso. Na alfaiataria só trabalhavam
mulheres. Estabelecidas no 35º andar na 5º avenida, em pouco tempo, eram
as alfaiates dos magnatas e atores de cinema. O negócio cresceu com a
loja de tecidos para ternos, que abriram no mesmo andar. Tudo muito
exclusivo, caro e de bom gosto. Acordei feliz com o sucesso das três, e
louco para por no papel. Sonhos são fugazes.




Um comentário:
Se se tornasse realidade, íamos ter pobretanas tornadas famosas e ricas.
Postar um comentário