8.10.19

Crônica diária

 O discurso na ONU

Não se iludam os que pensam que ser amigo pessoal de um presidente de país amigo é muita coisa. Refiro-me à relação do Bolsonaro com o Trump. Esse tipo de relação. De adoração. Não como nos casos de amizade de Fidel, com Lula, de Maduro com Dilma, e com outros obscuros presidentes e ditadores da África. Nestes casos, quem saíram ganhando foram eles, com o dinheiro do BNDES e outros negócios  escusos. A relação dos países devem ser de estado, não baseadas em pessoas eleitas ou ditadores permanentes. Ambos são passageiros. Os estados, em geral, permanecem. Tomar partido como o Bolsonaro faz constantemente, como exemplo contra a China, ou contra o peronismo na Argentina, ou contra Macron na França, não fazem bem para as nossas relações. Apesar de que é uma falácia dizer que nossos produtos vão ser boicotados por conta dessas troca de farpas. Mas não facilita as negociações entre empresas privadas ou com os países envolvidos. Sei das dificuldades de se despetizar o país. O Itamarati sempre foi um reduto da esquerda. Girar esse transatlântico, ainda que alguns graus requer muita força e perseverança. E medidas radicais como as que vem sendo tomadas pelo chanceler atual, podemos considera-las excessivas. Quanto à ONU, é um órgão internacional  de burocratas acostumados a discursos bizarros, cínicos, falsos, e inúteis. O do Bolsonaro pela sua autenticidade reforçou a ideia de que todos os presentes já tinham dele. A única ressalva que faço, é que passamos a ter nossa imagem ainda mais ligada ao atraso, ao subdesenvolvimento,  e aos índios. Contrariando o Ricardo Rangel que esperava do Bolsonaro "um discurso que mostrasse o Brasil como um país moderno, tolerante e includente, antenado com as grandes questões de seu tempo, e com uma visão de futuro ampla, generosa, conciliadora"  o que teria sido uma enorme inverdade. Mostrou nosso atraso, e uma índia de Mato-Grosso como testemunha contra Raoni. Ele não precisava ter chegado a tanto. Na Espanha e nos Estados Unidos virou piada. No resto do mundo chacota. O Ricardo Rangel me respondeu ao ser por mim questionado a que presidente se referia ao criticar a fala do Bolsonaro: "Ricardo Rangel Eduardo, quem tem que compreender as limitações dos outros é namorada e psicanalista, eu apenas analiso o discurso (que foi péssimo para os interesses do Brasil)."

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