27.7.19

Crônica diária

"A literatura nazista na América" - Roberto Bolaño
Roberto Bolaño                     Olavo de Carvalho                                                                                                                            
Poucos livros me surpreenderam ou impressionaram tanto quanto este de que vou lhes falar. Publicado pela primeira vez em 1996 só foi editado no Brasil em 2019 pela Companhia das Letras. Isso apesar de ter sido o terceiro livro de Bolaño, e que o colocou no lugar que merecidamente ocupa na literatura mundial. Morreu em 2003, e nestas 237 páginas que gostaria que fossem lidas como um romance, mais parece uma enciclopédia de escritores fictícios inventados pelo autor, e muitos deles com biografias concluídas nos anos de suas mortes: 2010, 2014, 2016, 2029. Trinta e um escritores biografados à perfeição. Sessenta e does personagens listados num "Epigrafo para monstros". Duzentos e sete livros citados com a respectivas datas de suas publicações. Ninguém duvida da erudição do autor, mas o que o meio literário e a  crítica especializada exaltaram foi a criatividade na construção das biografias dos escritores fictícios. Como curiosidade só há um autor brasileiro entre os trinta e um. Amado Couto, nascido em Juiz de Fora em 1948, morreu em Paris em 1989. Por ser um admirador  do Rubem Fonseca, e fazer severas restrições a Osman Lins ("que considera ilegível") dizia ser "necessário vanguarda, letras experimentais, dinamite, mas não como os irmãos Campos, uma dupla de professoraços desnatados", tenham concorrido para a tardia edição brasileira. Mas pode ser mais uma lenda dentro da ficção. O livro é imperdível. O número de escritores de esquerda e comunistas, na América, existentes no período tratado pela obra (1930 a 2010) era certamente  muito maior do que os trinta e um citados, como de direita e nazistas, embora nos últimos tempos a direita tenha crescido no mundo todo. No Brasil Olavo de Carvalho é uma referência inimaginável por Bolaño. 

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