Crônica diária
Para
imitar o Millôr, faltou humor
Ontem falei do traço do Millôr, hoje comento meu
fracasso em copiar seu humor. Lá de Cataguases meu querido amigo escritor e
poeta Ronaldo Werneck enviou um e-mail comentado uma foto antiga onde apareciam
entre outros escritores e intelectuais da cidade Joaquim Branco ao lado do
nosso querido professor Gradim. Respondi comentando que o Gradim foi meu melhor
professor de português. Seus ensinamentos valem-me até hoje. A foto é curiosa
porque de 1968, e portanto, dez anos depois que vi o Gradim pela ultima vez. E
nunca imaginei ele de cabelos brancos. Lembro dele de cabelo tinto de preto,
cajú, mas nunca BRANCO. E me desculpei pelo pleonasmo. O Ronaldo não entendeu,
e voltou a perguntar: "Não entendi o pleonasmo." Expliquei,
frustrado, que era por estar ao lado do Joaquim Branco". Ele não
gostou, e fez a tréplica, de poeta que é:
"JoaQUIM,
GraDIM, agora SIM: entendi tuDIM." Meu humor não funcionou. Vou me
vingar com a caricatura do Ronaldo.

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