Crônica diária
Bolsonaro, o extraordinário, em capítulos:
I - Nunca acreditei que o deputado do baixo clero durante tantos anos no parlamento sem aprovar nenhum projeto importante, e em muitas votações tenha votado contra matérias de grande relevância como a Reforma Previdenciária, pudesse ser um candidato com mínimas chances de se eleger Presidente do Brasil.
II - Votei no Capitão contra o perigo real de se eleger o Ciro Gomes ou o Haddad.
III - Defendi com certa vergonha, é verdade, e sorriso no canto da boca, as bobagens ditas e feitas nos primeiros 100 dias de governo.
IV - Tenho absoluta convicção que foi o atentado o fator decisivo de sua vitória. Não fosse o período em que esteve hospitalizado, e que não participou dos debates, não teria sido eleito.
V - Posto isso, podem perceber que tenho pelo Capitão sérias reservas.
VI - Como escrevi há dias, sobre a inacreditável indicação do seu filho Eduardo para embaixador nos Estados Unidos, não duvido de mais nada que parta do Capitão.
VII - Observando sua maneira de falar e agir fui constatando que apesar de não ser um bom orador, tem seu jeito característico de se expressar. Direto, curto e bem humorado. Risonho e brincalhão quebra todos os protocolos possíveis. E parece se divertir com isso.
VIII - Em quase todas as fotos, em quase todos os eventos, nacionais e internacionais, há um enorme e sério negro às suas costas. Trata-se do deputado federal pelo Rio de Janeiro Helio Lopes (Negão), amigo que já aparecia nas imagens feitas da casa do candidato, na campanha a presidência. Lembra-me muito a triste figura do guarda-costas do Getúlio Vargas, Gregório Fortunato.
IX - O jeito informal do Bolsonaro contrasta com a dos seus pares em cerimônias internacionais. E aqui outra comparação que não posso deixar de fazer, as avessas. Depois de um formalíssimo Presidente Temer, deparam com o descontraído e brincalhão Jair.
X - Basta observar seu comportamento na recente posse como Presidente do MERCOASUL, por seis meses. Durante a cerimônia era evidente a postura protocolar de seus pares da Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile, Perú, e outros presentes, e como ouviam a fala do Presidente do Brasil, com certa displicência. Ao mesmo tempo que Bolsonaro atacava o populismo, a ditadura da Venezuela, pregando absoluto respeito às liberdade, democracia, e temor a Deus, parecia não ser levado a sério.
XI - Já o comparei, nos primeiros trinta dias, o seu jeito de governar com o do Jânio Quadros. Hoje lembro o Getúlio Vargas, por conta do Helio Negão. Bolsonaro ataca o populismo mas fala e age como um deles. Essa sua ambivalência me preocupa. Espero estar mais uma vez enganado em relação ao surpreendente Capitão.
I - Nunca acreditei que o deputado do baixo clero durante tantos anos no parlamento sem aprovar nenhum projeto importante, e em muitas votações tenha votado contra matérias de grande relevância como a Reforma Previdenciária, pudesse ser um candidato com mínimas chances de se eleger Presidente do Brasil.
II - Votei no Capitão contra o perigo real de se eleger o Ciro Gomes ou o Haddad.
III - Defendi com certa vergonha, é verdade, e sorriso no canto da boca, as bobagens ditas e feitas nos primeiros 100 dias de governo.
IV - Tenho absoluta convicção que foi o atentado o fator decisivo de sua vitória. Não fosse o período em que esteve hospitalizado, e que não participou dos debates, não teria sido eleito.
V - Posto isso, podem perceber que tenho pelo Capitão sérias reservas.
VI - Como escrevi há dias, sobre a inacreditável indicação do seu filho Eduardo para embaixador nos Estados Unidos, não duvido de mais nada que parta do Capitão.
VII - Observando sua maneira de falar e agir fui constatando que apesar de não ser um bom orador, tem seu jeito característico de se expressar. Direto, curto e bem humorado. Risonho e brincalhão quebra todos os protocolos possíveis. E parece se divertir com isso.
VIII - Em quase todas as fotos, em quase todos os eventos, nacionais e internacionais, há um enorme e sério negro às suas costas. Trata-se do deputado federal pelo Rio de Janeiro Helio Lopes (Negão), amigo que já aparecia nas imagens feitas da casa do candidato, na campanha a presidência. Lembra-me muito a triste figura do guarda-costas do Getúlio Vargas, Gregório Fortunato.
IX - O jeito informal do Bolsonaro contrasta com a dos seus pares em cerimônias internacionais. E aqui outra comparação que não posso deixar de fazer, as avessas. Depois de um formalíssimo Presidente Temer, deparam com o descontraído e brincalhão Jair.
X - Basta observar seu comportamento na recente posse como Presidente do MERCOASUL, por seis meses. Durante a cerimônia era evidente a postura protocolar de seus pares da Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile, Perú, e outros presentes, e como ouviam a fala do Presidente do Brasil, com certa displicência. Ao mesmo tempo que Bolsonaro atacava o populismo, a ditadura da Venezuela, pregando absoluto respeito às liberdade, democracia, e temor a Deus, parecia não ser levado a sério.
XI - Já o comparei, nos primeiros trinta dias, o seu jeito de governar com o do Jânio Quadros. Hoje lembro o Getúlio Vargas, por conta do Helio Negão. Bolsonaro ataca o populismo mas fala e age como um deles. Essa sua ambivalência me preocupa. Espero estar mais uma vez enganado em relação ao surpreendente Capitão.


2 comentários:
O futuro ( em breve ) dará as respostas.
Parabéns Eduardo pela sua honestidade.
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