Crônica diária
"Movimento acredito", e seu primeiro grande fruto
O que se pode comemorar como uma das primeiras e importantes vitórias no
cenário putrefato dos partidos políticos brasileiros é o processo do
PDT, e a grita do cacique e cangaceiro Ciro Gomes, contra os deputados
que desobedeceram a orientação partidária e votaram a favor da Reforma
da Previdência. Aqui não se trata de festejar a desobediência, mas as
razões cívicas e morais que estão embutidas no fato. Para facilitar o
entendimento vamos nos focar só no caso exemplar da deputada Tábata
Amaral (São Paulo, 14 de novembro de 1993), em sua primeira eleição, ficando em sexto lugar entre os deputados mais votados no estado de São Paulo. Ela que é cofundadora do Movimento Mapa Educação, e do Movimento Acredito, criado
para preparar novos e jovens políticos é certamente uma estrela em
ascensão no parlamento. Sua independência em relação as orientações
partidárias estão levando o Ciro a loucura. Ele com sua linguagem
habitual, clama contra o que chama de "partidos clandestinos". Esses
movimentos a que se refere não são partidos, e muito menos clandestinos.
São escolas e cursos para ensinar os candidatos a renovarem a maneira
de fazer política neste país. São movimentos nascidos nas ruas,
interpretando o desejo popular expresso nas passeatas de 2013. O Ciro e
seu partido, como todos os outros existentes à época, não perceberam o
recado do eleitor. Hoje colhem os primeiros dissabores dessa nova era. Tábata e os outros seis deputados não tem nada a temer com o processo
interno do PDT. Todos os outros partidos estarão de portas abertas para
recebe-los. O exemplo que a Tábata e seus colegas deram, reafirma a
necessidade de centena de novos militantes oriundos desses providenciais
movimentos, participem da política, e contestem suas velhas e nocivas
práticas. É a reforma partidária sendo feita de fora para dentro,
depois de dezena de anos esperando que os velhos políticos legislassem
contra si.

Um comentário:
É de muitas SABATAS que também nós em Portugal precisamos !
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