30.6.19
Crônica diária
Novas formas de protesto
No
Cazaquistão um jovem foi preso ao protestar com um cartaz em branco. Esse é a
meu ver o máximo do minimalismo. E da estupidez política e policial.
A
história dos protestos esta repleta de objetos e coisas que foram usadas contra
seus alvos. Ovos, tomates, água com corantes de diversas cores, sapatos, tortas
de diversos sabores na cara, farinha, bolinha de papel (no caso do José Serra,
candidato à Presidência). Ultimamente na Inglaterra estão jogando Milk-shake
nas autoridades, contra a saída do Reino Unido da União Europeia. Apurou-se
depois que era sabor de banana e caramelo. A moda pegou e outros políticos
britânicos estão sendo atingidos por Milk-shake de diversos sabores. Como
explicar essa novidade? Simples mister Watson: a polícia britânica é tida como
muito competente. Os protestadores para driblar sua eficiência encontraram nos copos de papel encerado, com logo marca da
lanchonete mais próxima, a maneira discreta de se aproximar das vítimas.
Esta a salvo dos detentores de metal, não é embalagem de vidro, normalmente
proibidos nesses eventos, e não tão frágil e incômodo de carregar como tomates
e ovos.
29.6.19
Crônica diária
A elegância e o conforto
Falo por mim, e pelos meus conceitos e observações.
A elegância nos trajes masculinos esta diretamente ligada ao conforto de quem
os veste. Um colarinho apertado onde o usuário parece enforcado, e a todo o
momento coloca a mão embaixo do queixo, e com o dedo indicador tenta afrouxar o
colarinho, gesto muito comum, por exemplo, do Ministro do Supremo Luiz Fux,
tira toda a sua preocupação notória com elegância. Ternos apertados geram a
mesma aparência de desconforto e falta de elegância. E por fim, o homem elegante
o é, muito mais pela sua postura, do que pelo traje que veste.
28.6.19
Crônica diária
A Natureza é brincalhona

*Detalhe de foto de Carol Abreu, Amora comendo na mão de seu dono Alvaro Abreu.
27.6.19
Crônica diária
Raphael Montes, " Uma mulher no escuro"
Neste seu ultimo romance policial, onde prevaleceu antes de tudo o
suspense: quem será o assassino? Raphael construiu uma história no
mínimo inverossímil. Em ficção tudo é permitido, mas no policial, aquilo
que beira o fantástico, o impossível, torna o romance pouco crível e
desinteressante. Como é um escritor com experiência, apesar da pouca
idade, consegue contornar as deficiências do enredo, mas não prende o
leitor como em seus dois livros anteriores. Todas as tentativas de
desnortear o leitor fracassam, e talvez a menos provável se concretiza.
Esse velho e manjado truque do romance policial não cola mais.
26.6.19
Crônica diária
Para falar dos amigos
Entre os dias 12 e 13 deste mês, em 24 horas, meu blog 1.blog.a+ teve
100 visualizações. Isso porque postei minha crônica diária no Facebook
falando dele. Explicando que criei esse blog para escrever sobre meus
amigos, e dizer em vida, o que penso deles. Em geral as pessoas só se
manifestam depois da morte do amigo. Aí é tarde. E o amigo "só tem qualidades e fará muita falta".
A reação positiva dos meus leitores ficou clara. Dezena de comentários
elogiando a iniciativa. 100 visitas ao blog, de gente que nunca tinha
aparecido por lá. Como tenho perto de sessenta blogs, poderia ficar dois
meses falando, todo dia, de um blog novo. Não vou massacrar meus
leitores com auto promoção, mesmo porque um dia, há muito tempo, o
blogueiro insuspeito, Fernando Diederichsen Stickel, me disse que apesar
da quantidade de blogs que eu tinha, eram todos iguais. O Fernando é
uma pérola de franqueza. Ele ainda não esta no 1.blog.a+ .
O blog esta aqui:https://1bloga.blogspot.com/25.6.19
A sabotagem da liberdade
Se ainda não leu, LEIAAA! É longo, mas importantíssimo.
José Roberto Guzzo
A SABOTAGEM DA LIBERDADE
Veja 14/06/2019 -
Há um novo totalitarismo crescendo pelo mundo afora — mais nocivo, talvez, do que foi na maioria das suas variadas encarnações anteriores.
Essa praga antiga se apresenta, em sua versão moderna, como o contrário daquilo que realmente é.
Engana melhor do que nunca as almas ansiosas em praticar o bem. Acaba tendo mais chance, no fim das contas, de ser mais eficaz do que jamais foi.
Trata-se, para ir logo ao centro da questão, de impor às pessoas uma coleção de regras de pensamento e de conduta que devem ser obedecidas como um muçulmano obedece ao Alcorão; ou o sujeito se submete a isso, ou é excomungado como inapto para levar uma vida aceitável pelo conjunto da humanidade.
E que regras são essas? O cidadão é bombardeado por elas o dia inteiro.
Tem de aceitar como verdades absolutas, por exemplo, que todos têm o direito de terem tudo, independente do que façam ou deixem de fazer, que a ciência deve se subordinar "à sociedade", ou que existe apenas uma maneira, e nenhuma outra, de pensar sobre democracia, raça, sexo, natureza, religião, animais, alimentação, agricultura, dinheiro, mérito individual, liberdade de expressão e mais uns 5.000 outros assuntos.
Alguma coisa existe? Então é preciso criar uma lei sobre ela, dizendo o que é certo e o que é errado a seu respeito. É proibido discordar do que foi decidido.
Faz parte das suas obrigações sociais, por exemplo, aceitar que as crianças não nascem com um sexo definido pelos seus órgãos genitais, masculinos ou femininos, mas decidem depois se querem ser homem ou mulher.
É recomendado, também, achar que a vida de um animal selvagem tem prioridade em relação à vida de um ser humano.
É preciso concordar com a ideia de que o homem não tem o direito de alterar a natureza em seu benefício, ou que a vegetação natural não pode ceder espaço para a produção de alimentos.
Deve ser vetado ao mundo pobre, ou mais pobre, ter qualquer aspiração realista a ser menos pobre — sua função no planeta é permanecer como está hoje, pois se quiser ficar mais parecido com o mundo rico vai consumir muita água, emitir carbono, usar fertilizantes e praticar sabe-se lá quantas desgraças a mais.
Agricultura moderna?
Trata-se de algo privativo do Primeiro Mundo — "fazendas aqui, florestas lá", reza o grande credo atual dos ambientalistas, agricultores e milionários americanos.
Há leis cada vez mais autoritárias sobre toda e qualquer questão que envolva a cor da pele das pessoas — não só a cor, apenas, mas também a tonalidade dessa cor.
Tudo o que é considerado branco, em princípio, é culpado de alguma transgressão, ou pelo menos suspeito; só à essa porção da humanidade se aplica a ideia do pecado original, e só a ela se impõe a obrigação de passar a vida purgando suas culpas de nascença através de uma série crescente de obrigações.
Ser considerado negro, na nova forma totalitária de organizar a vida, é, ao contrário, uma virtude em si.
Além disso, confere-se às pessoas definidas como negras direitos especiais, não previstos em nenhuma constituição civilizada — crédito permanente por virtudes não comprovadas, ressarcimento por injustiças sofridas até 500 anos atrás, vantagens sobre os não-negros decididas pelo poder público, como as "quotas", e por aí se vai.
Qualquer tentativa de debater o assunto é considerada automaticamente como racismo.
O novo totalitarismo, até agora, não resolveu o que se deve pensar sobre as etnias que não são nem brancas e nem negras — os considerados "índios" desfrutam mais ou menos do mesmo status conferido aos negros, mas ainda não há definição sobre as raças orientais, por exemplo, o que deixa num limbo, só na China, Japão e Coréia, cerca de 1 bilhão e 600 milhões de pessoas.
Pecadores ou justos? Há pontos obscuros, também, quanto aos próprios negros — quando vivem na África parecem ser considerados inferiores, de alguma forma, aos que não vivem lá.
Como apontado acima, há restrições sérias quanto aos seus direitos de escapar da miséria, por causa dos possíveis danos que trariam à vegetação nativa — e, talvez mais grave ainda, aos animais selvagens.
Se um leão, por exemplo, sair pelas ruas de Londres querendo comer gente, será abatido pela polícia. Na África, porém, pode comer quantos negros quiser.
Na visão de praticamente todos os ambientalistas, o ser humano, ali, ameaça o território do bicho e, portanto, não tem direito a se defender — que se vire para escapar, é tudo o que lhe recomendam.
Jamais passa pela cabeça de alguém que talvez aconteça o contrário — é o leão quem ameaça a vida do homem e sua família.
Nessas horas a questão racial muda de qualidade. Ser branco na Europa urbana é muito melhor, e mais seguro, do que ser negro no meio do mato na África.
Um episódio recente, aqui no Brasil, serve de maneira exemplar para trazer à luz do sol outros despropósitos causados pelo novo totalitarismo na "questão racial".
Uma atriz negra foi proibida, na prática, de receber o papel de uma espécie de heroína social negra (figura que depois, na vida real, acabaria se revelando uma fraude), por não ter uma pele considerada suficientemente negra para representar a personagem.
Pior: não só apoiou o veto a si própria, como pediu desculpas por ter aceito inicialmente o papel sem ter a quantidade de cromossomos suficiente para tal.
Quantos seriam necessários, então? Qual a porcentagem aceitável de sangue negro que alguém precisa ter para representar o papel de um negro?
Fica-se com a impressão que o próximo passo será a exigência de testes de laboratório, com cálculos de DNA e o veredito de uma junta de biólogos.
O contrassenso explícito, no caso, é pregar ações contra a discriminação racial e, ao mesmo tempo, praticar racismo da pior espécie — ou seja, permitir ou proibir uma pessoa de fazer um trabalho não em função dos seus méritos, mas pela cor da sua pele, ou do tom da sua pele.
A agressão às liberdades, nessa nova maneira de ver o mundo, pode ser particularmente venenosa na área cultural — na verdade, a cultura tem sido uma das vítimas preferidas dos novos totalitários.
Ainda há pouco, em janeiro deste ano, a universidade católica de Notre Dame, uma das mais prestigiadas dos Estados Unidos, mandou cobrir (até a sua remoção definitiva) uma coleção de doze murais, descrevendo cenas de Cristóvão Colombo na América; desde 1880 as obras enfeitavam a entrada do seu prédio principal.
O reitor da universidade, atendendo a um antigo abaixo-assinado de 300 estudantes (entre os 8.500 que estudam ali) e funcionários, decidiu que as pinturas significariam a cumplicidade da escola diante da "exploração e repressão dos americanos nativos" pelos europeus; esse "lado escuro" da história, disse ele, não poderia mais ser exibido ao público. Stalin não faria melhor na velha União Soviética.
É em casos como esse, e em tantos outros, que aparece a semente do mal — a constante imposição de uma visão do "bem" através da prática de atos que, historicamente, só são cometidos em tiranias.
Há cada vez mais restrições, por exemplo, à liberdade de premiar.
Do Nobel ao Oscar, tornou-se comum dar os prêmios não mais a aquele que foi considerado o melhor trabalho, mas à pessoa que foi considerada a mais representativa de alguma virtude — pertencer à "minorias", ser "perseguido", levar este ou aquele estilo de vida etc. É uma espécie de imposição, em escala mundial, do Prêmio Lenin.
A liberdade de palavra, cada vez mais, vai para o espaço — o ministro brasileiro do Ambiente, Ricardo Salles, viu-se impedido semanas atrás de falar em diversas cidades da Europa depois que 600 cientistas assinaram um manifesto denunciando o Brasil por crimes ambientais. Que crimes, especificamente?
Algum deles verificou as acusações, com rigor técnico, antes de assinar a condenação?
Nenhum — e isso, tanto quanto se saiba, é o contrário de ciência, atividade que se obriga a lidar com fatos, e não com crenças.
Trata-se cada vez menos, na verdade, de defender a sua opinião; o que importa é não permitir que seja ouvida a opinião do outro. Não apenas estão censuradas as respostas diferentes. Não se admite, sequer, que sejam feitas as perguntas.
O novo totalitarismo, naturalmente, reserva para política um contêiner de mandamentos tão extremos como os aplicados para as questões descritas acima.
Sua principal preocupação, hoje em dia, parece ser aquilo que descreve como o "perigo das maiorias". Que raio seria isso? É algo tão simples quanto parece.
Deixar que eleições livres decidam por maioria de votos as questões importantes é um risco cada vez mais contestado, pois o ponto de vista contrário ao seu pode ganhar — e aí vai ser preciso aceitar "gente errada" no governo.
Jair Bolsonaro, por exemplo: eis aí, na visão do novo totalitarismo, um caso aberrante de erro cometido pela maioria.
Donald Trump, então, é citado praticamente como uma prova científica de que "é preciso fazer alguma coisa" para que o eleitorado não tenha mais o poder de escolher um sujeito como ele para a Presidência — e causar, com isso, prejuízos, mudanças e retrocessos no processo civilizatório mundial, tal como ele é entendido por quem não aprova a conduta do presidente americano. E se os dois, Bolsonaro e Trump, forem reeleitos, então? Aonde vai parar este mundo?
O mesmo se aplica a Matteo Salvini, hoje o maior líder político da Itália, a Benjamin Netanyahu, que há 11 anos seguidos ganha todas as eleições em Israel, ou a Narendra Modi, visto como um pesadelo de direita na Índia — onde acaba de ser reeleito para a chefia do governo numa eleição em que votaram 600 milhões de pessoas.
Isso mesmo, 600 milhões — um número que ajuda, definitivamente, a entender por que o universo que chama a si próprio de progressista fica tão incomodado com o "perigo das maiorias".
Há também, no atual time de assombrações, os ingleses que querem sair da Comunidade Europeia.
Há os escândalos mundiais detectados na mera existência do líder das Filipinas, ou do chefe direitista que comanda a Hungria ganhando todas as eleições desde 2010 — como se a Hungria pudesse ameaçar alguém num mundo com 7 bilhões de habitantes.
Nenhum deles — realmente nenhum — chegou ao governo por golpe de Estado; é tudo resultado de eleição livre. Problemaço.
Na falta de algum projeto coerente para lidar com essas adversidades, o novo totalitarismo se dedica a tentativas variadas de sabotar os governos eleitos, ou a expor a relação completa dos delitos que atribui a seus eleitores — ignorância, despreparo, cegueira política, fascismo, estupidez e por aí afora.
Na melhor das hipóteses, são inocentes úteis que se deixam enganar pela demagogia ou, como se diz na moda atual, pelo "populismo".
A ferramenta básica é classificar como autoritária, reacionária ou totalitária toda a opinião que não seja a sua.
Mais que tudo, talvez, se chama de "discurso do ódio" qualquer posição divergente — algo que, naturalmente, deveria ser proibido por lei.
Na verdade, de maneira aberta ou disfarçada por palavras em favor da moderação e contra o extremismo, busca-se bloquear, como numa espécie de prisão preventiva, a manifestação do ponto de vista alheio.
Foi o que se viu nas últimas manifestações de rua em apoio a Bolsonaro e aos seus programas — as pessoas não deveriam se meter numa coisa dessas, porque era perigoso para "as instituições", seria um incentivo ao mal, iria fortalecer o radicalismo e sabe lá Deus quanta coisa mais.
Resumo da ópera: temos de salvar a democracia proibindo a manifestação das opiniões que achamos antidemocráticas.
Não vai ser fácil para ninguém sair fora dessa charada.”
José Roberto Guzzo
A SABOTAGEM DA LIBERDADE
Veja 14/06/2019 -
Há um novo totalitarismo crescendo pelo mundo afora — mais nocivo, talvez, do que foi na maioria das suas variadas encarnações anteriores.
Essa praga antiga se apresenta, em sua versão moderna, como o contrário daquilo que realmente é.
Engana melhor do que nunca as almas ansiosas em praticar o bem. Acaba tendo mais chance, no fim das contas, de ser mais eficaz do que jamais foi.
Trata-se, para ir logo ao centro da questão, de impor às pessoas uma coleção de regras de pensamento e de conduta que devem ser obedecidas como um muçulmano obedece ao Alcorão; ou o sujeito se submete a isso, ou é excomungado como inapto para levar uma vida aceitável pelo conjunto da humanidade.
E que regras são essas? O cidadão é bombardeado por elas o dia inteiro.
Tem de aceitar como verdades absolutas, por exemplo, que todos têm o direito de terem tudo, independente do que façam ou deixem de fazer, que a ciência deve se subordinar "à sociedade", ou que existe apenas uma maneira, e nenhuma outra, de pensar sobre democracia, raça, sexo, natureza, religião, animais, alimentação, agricultura, dinheiro, mérito individual, liberdade de expressão e mais uns 5.000 outros assuntos.
Alguma coisa existe? Então é preciso criar uma lei sobre ela, dizendo o que é certo e o que é errado a seu respeito. É proibido discordar do que foi decidido.
Faz parte das suas obrigações sociais, por exemplo, aceitar que as crianças não nascem com um sexo definido pelos seus órgãos genitais, masculinos ou femininos, mas decidem depois se querem ser homem ou mulher.
É recomendado, também, achar que a vida de um animal selvagem tem prioridade em relação à vida de um ser humano.
É preciso concordar com a ideia de que o homem não tem o direito de alterar a natureza em seu benefício, ou que a vegetação natural não pode ceder espaço para a produção de alimentos.
Deve ser vetado ao mundo pobre, ou mais pobre, ter qualquer aspiração realista a ser menos pobre — sua função no planeta é permanecer como está hoje, pois se quiser ficar mais parecido com o mundo rico vai consumir muita água, emitir carbono, usar fertilizantes e praticar sabe-se lá quantas desgraças a mais.
Agricultura moderna?
Trata-se de algo privativo do Primeiro Mundo — "fazendas aqui, florestas lá", reza o grande credo atual dos ambientalistas, agricultores e milionários americanos.
Há leis cada vez mais autoritárias sobre toda e qualquer questão que envolva a cor da pele das pessoas — não só a cor, apenas, mas também a tonalidade dessa cor.
Tudo o que é considerado branco, em princípio, é culpado de alguma transgressão, ou pelo menos suspeito; só à essa porção da humanidade se aplica a ideia do pecado original, e só a ela se impõe a obrigação de passar a vida purgando suas culpas de nascença através de uma série crescente de obrigações.
Ser considerado negro, na nova forma totalitária de organizar a vida, é, ao contrário, uma virtude em si.
Além disso, confere-se às pessoas definidas como negras direitos especiais, não previstos em nenhuma constituição civilizada — crédito permanente por virtudes não comprovadas, ressarcimento por injustiças sofridas até 500 anos atrás, vantagens sobre os não-negros decididas pelo poder público, como as "quotas", e por aí se vai.
Qualquer tentativa de debater o assunto é considerada automaticamente como racismo.
O novo totalitarismo, até agora, não resolveu o que se deve pensar sobre as etnias que não são nem brancas e nem negras — os considerados "índios" desfrutam mais ou menos do mesmo status conferido aos negros, mas ainda não há definição sobre as raças orientais, por exemplo, o que deixa num limbo, só na China, Japão e Coréia, cerca de 1 bilhão e 600 milhões de pessoas.
Pecadores ou justos? Há pontos obscuros, também, quanto aos próprios negros — quando vivem na África parecem ser considerados inferiores, de alguma forma, aos que não vivem lá.
Como apontado acima, há restrições sérias quanto aos seus direitos de escapar da miséria, por causa dos possíveis danos que trariam à vegetação nativa — e, talvez mais grave ainda, aos animais selvagens.
Se um leão, por exemplo, sair pelas ruas de Londres querendo comer gente, será abatido pela polícia. Na África, porém, pode comer quantos negros quiser.
Na visão de praticamente todos os ambientalistas, o ser humano, ali, ameaça o território do bicho e, portanto, não tem direito a se defender — que se vire para escapar, é tudo o que lhe recomendam.
Jamais passa pela cabeça de alguém que talvez aconteça o contrário — é o leão quem ameaça a vida do homem e sua família.
Nessas horas a questão racial muda de qualidade. Ser branco na Europa urbana é muito melhor, e mais seguro, do que ser negro no meio do mato na África.
Um episódio recente, aqui no Brasil, serve de maneira exemplar para trazer à luz do sol outros despropósitos causados pelo novo totalitarismo na "questão racial".
Uma atriz negra foi proibida, na prática, de receber o papel de uma espécie de heroína social negra (figura que depois, na vida real, acabaria se revelando uma fraude), por não ter uma pele considerada suficientemente negra para representar a personagem.
Pior: não só apoiou o veto a si própria, como pediu desculpas por ter aceito inicialmente o papel sem ter a quantidade de cromossomos suficiente para tal.
Quantos seriam necessários, então? Qual a porcentagem aceitável de sangue negro que alguém precisa ter para representar o papel de um negro?
Fica-se com a impressão que o próximo passo será a exigência de testes de laboratório, com cálculos de DNA e o veredito de uma junta de biólogos.
O contrassenso explícito, no caso, é pregar ações contra a discriminação racial e, ao mesmo tempo, praticar racismo da pior espécie — ou seja, permitir ou proibir uma pessoa de fazer um trabalho não em função dos seus méritos, mas pela cor da sua pele, ou do tom da sua pele.
A agressão às liberdades, nessa nova maneira de ver o mundo, pode ser particularmente venenosa na área cultural — na verdade, a cultura tem sido uma das vítimas preferidas dos novos totalitários.
Ainda há pouco, em janeiro deste ano, a universidade católica de Notre Dame, uma das mais prestigiadas dos Estados Unidos, mandou cobrir (até a sua remoção definitiva) uma coleção de doze murais, descrevendo cenas de Cristóvão Colombo na América; desde 1880 as obras enfeitavam a entrada do seu prédio principal.
O reitor da universidade, atendendo a um antigo abaixo-assinado de 300 estudantes (entre os 8.500 que estudam ali) e funcionários, decidiu que as pinturas significariam a cumplicidade da escola diante da "exploração e repressão dos americanos nativos" pelos europeus; esse "lado escuro" da história, disse ele, não poderia mais ser exibido ao público. Stalin não faria melhor na velha União Soviética.
É em casos como esse, e em tantos outros, que aparece a semente do mal — a constante imposição de uma visão do "bem" através da prática de atos que, historicamente, só são cometidos em tiranias.
Há cada vez mais restrições, por exemplo, à liberdade de premiar.
Do Nobel ao Oscar, tornou-se comum dar os prêmios não mais a aquele que foi considerado o melhor trabalho, mas à pessoa que foi considerada a mais representativa de alguma virtude — pertencer à "minorias", ser "perseguido", levar este ou aquele estilo de vida etc. É uma espécie de imposição, em escala mundial, do Prêmio Lenin.
A liberdade de palavra, cada vez mais, vai para o espaço — o ministro brasileiro do Ambiente, Ricardo Salles, viu-se impedido semanas atrás de falar em diversas cidades da Europa depois que 600 cientistas assinaram um manifesto denunciando o Brasil por crimes ambientais. Que crimes, especificamente?
Algum deles verificou as acusações, com rigor técnico, antes de assinar a condenação?
Nenhum — e isso, tanto quanto se saiba, é o contrário de ciência, atividade que se obriga a lidar com fatos, e não com crenças.
Trata-se cada vez menos, na verdade, de defender a sua opinião; o que importa é não permitir que seja ouvida a opinião do outro. Não apenas estão censuradas as respostas diferentes. Não se admite, sequer, que sejam feitas as perguntas.
O novo totalitarismo, naturalmente, reserva para política um contêiner de mandamentos tão extremos como os aplicados para as questões descritas acima.
Sua principal preocupação, hoje em dia, parece ser aquilo que descreve como o "perigo das maiorias". Que raio seria isso? É algo tão simples quanto parece.
Deixar que eleições livres decidam por maioria de votos as questões importantes é um risco cada vez mais contestado, pois o ponto de vista contrário ao seu pode ganhar — e aí vai ser preciso aceitar "gente errada" no governo.
Jair Bolsonaro, por exemplo: eis aí, na visão do novo totalitarismo, um caso aberrante de erro cometido pela maioria.
Donald Trump, então, é citado praticamente como uma prova científica de que "é preciso fazer alguma coisa" para que o eleitorado não tenha mais o poder de escolher um sujeito como ele para a Presidência — e causar, com isso, prejuízos, mudanças e retrocessos no processo civilizatório mundial, tal como ele é entendido por quem não aprova a conduta do presidente americano. E se os dois, Bolsonaro e Trump, forem reeleitos, então? Aonde vai parar este mundo?
O mesmo se aplica a Matteo Salvini, hoje o maior líder político da Itália, a Benjamin Netanyahu, que há 11 anos seguidos ganha todas as eleições em Israel, ou a Narendra Modi, visto como um pesadelo de direita na Índia — onde acaba de ser reeleito para a chefia do governo numa eleição em que votaram 600 milhões de pessoas.
Isso mesmo, 600 milhões — um número que ajuda, definitivamente, a entender por que o universo que chama a si próprio de progressista fica tão incomodado com o "perigo das maiorias".
Há também, no atual time de assombrações, os ingleses que querem sair da Comunidade Europeia.
Há os escândalos mundiais detectados na mera existência do líder das Filipinas, ou do chefe direitista que comanda a Hungria ganhando todas as eleições desde 2010 — como se a Hungria pudesse ameaçar alguém num mundo com 7 bilhões de habitantes.
Nenhum deles — realmente nenhum — chegou ao governo por golpe de Estado; é tudo resultado de eleição livre. Problemaço.
Na falta de algum projeto coerente para lidar com essas adversidades, o novo totalitarismo se dedica a tentativas variadas de sabotar os governos eleitos, ou a expor a relação completa dos delitos que atribui a seus eleitores — ignorância, despreparo, cegueira política, fascismo, estupidez e por aí afora.
Na melhor das hipóteses, são inocentes úteis que se deixam enganar pela demagogia ou, como se diz na moda atual, pelo "populismo".
A ferramenta básica é classificar como autoritária, reacionária ou totalitária toda a opinião que não seja a sua.
Mais que tudo, talvez, se chama de "discurso do ódio" qualquer posição divergente — algo que, naturalmente, deveria ser proibido por lei.
Na verdade, de maneira aberta ou disfarçada por palavras em favor da moderação e contra o extremismo, busca-se bloquear, como numa espécie de prisão preventiva, a manifestação do ponto de vista alheio.
Foi o que se viu nas últimas manifestações de rua em apoio a Bolsonaro e aos seus programas — as pessoas não deveriam se meter numa coisa dessas, porque era perigoso para "as instituições", seria um incentivo ao mal, iria fortalecer o radicalismo e sabe lá Deus quanta coisa mais.
Resumo da ópera: temos de salvar a democracia proibindo a manifestação das opiniões que achamos antidemocráticas.
Não vai ser fácil para ninguém sair fora dessa charada.”
Crônica diária
Dna Rosa morreu
Há duas semanas repetiu-se um fato que deixa o escritor ficcionista
feliz. A construção de um personagem tão bem elaborado, faz com que o
leitor, e aqui no caso foram três leitoras, acreditem em sua existência.
Pela terceira vez recebo e-mails solicitando informações de como
contatar Dna Rosa, uma cartomante de Brasília, que criei para um conto
do concurso do Roberto Klotz. Não querendo desapontar minhas leitoras,
tenho respondido: "Dna Rosa morreu." A ficção é tão triste como a
realidade.
24.6.19
Crônica diária
O
ultimo nó da gravata
Escrevi
"sobre nós" dia desses, numa explicita provocação. O título era
enganoso. Falava de nós de corda, barbante, cadarço, nós cegos, nó de
marinheiro, e nó de gravata. Sou obrigado a cometer, mais uma vez, o
pecado do segundo mandamento, que o escritor e agitador cultural Roberto
Klotz escreveu que cometi contra ele. Agora cometo contra Geraldo Facó
Vidigal meu mais recente amigo e leitor.
Sobre
um nó da gravata nunca tinha lido nada tão triste e profundo, tão
simples e emocionante. Esse foi o comentário que transcrevo na integra:
"Acho
que o dia mais triste da minha vida foi aquele em que meu
extraordinariamente brilhante Pai, que me ensinou, me pediu para dar o
nó na gravata dele.
Houve
dramáticos. Houve daqueles em que a alma triturada, pede para se ir
junto. Houve alegrias. Das mais levadas, das elevadas, enlevadas, e das
tolas em que se ri a toa.
Mas extrato de Tristeza...".
Poesia pura. E da boa. Falou pouco, mas para o fundo da alma.
Não
fui eu quem ajudou a vestir, pela ultima vez, meu pai. Foi ele também
quem me ensinou a dar o laço na gravata. Lembro-me de ter participado do
doloroso, mas necessário ato, de vestir meu avô paterno. Não me lembro
de quem deu o nó na gravata. Mas nunca é igual ao de um filho, ou
parecido com o que o falecido usava durante a vida. Os nós acabam
semelhantes à personalidade do usuário.
Geraldo Facó Vidigal
23.6.19
Crônica diária
A história do velcro
O
velcro foi inventado
em 1941 pelo engenheiro suíço George de Mestral. Certo dia, voltando de
uma caminhada no bosque, ele ficou irritado ao encontrar carrapichos
agarrados à roupa e no pêlo do seu cão. ... O nome "velcro" é a
combinação de duas palavras francesas: "velours" (veludo) e "crochet"
(gancho).
Percebendo o potencial da adaptação
daquela característica natural à vida humana quotidiana, demorou 10 anos
até conseguir desenvolver um processo que funcionasse da mesma forma
àquele que tinha verificado nas sementes. Concebeu duas partes que se
complementavam: A primeira parte é composta por pequenos pinos,
enquanto a segunda tem minúsculos laços. Quando se juntam formam uma
zona bastante aderente e adesiva.
Ciente do que havia inventado, Mestral
submeteu uma patente da sua descoberta, em 1951, que lhe foi concedida
quatro anos depois.
O produto tornou-se mais famoso quando
foi utilizado no desenvolvimento de trajes espaciais pela indústria
aeroespacial. Mais tarde foi usado em engrenagens marinhas, bem como em
equipamentos de mergulho.
A indústria automobilística usa-o para
segurar micros, bem como os tapetes no chão nos carros. O produto é
muito utilizado pelo exército dos Estados Unidos.
Finalmente, a NASA usa-o para evitar a
flutuação de equipamentos portáteis nos veículos espaciais atingem áreas
da órbita sem gravidade.
22.6.19
Crônica diária
História do ziper
Nos
bastidores da crônica, para usar um termo da moda, vou lhes contar como
surgem ideias para o cronista diário. Ao colocar minha calça pela
manhã, e fechar a braguilha com zíper, ou fecho-éclair,
tinha nas mãos o tema de hoje. Faz muitos anos que não uso calça com
botão. E lembro que as primeiras calças a fazerem a substituição do
botão para o ziper foram os jeans americanos Levi´s e Lee. Mas a
história do ziper é pouco conhecida e interessante. A ideia de um
dispositivo deslizante para fechar roupas ou
objetos foi apresentada pela primeira vez em 1893, na Exposição Mundial
de Chicago, nos Estados Unidos. Quem patenteou o projeto desse zíper
primitivo, que tinha pequenos ganchos e argolas para ser fechado, foi o
engenheiro americano Whitcomb Judson. O mecanismo que conhecemos hoje,
com o uso de dentes que se engancham, surgiu apenas em 1912,
desenvolvido por Gideon Sundback, um engenheiro elétrico sueco que
trabalhava nos Estados Unidos. No mesmo ano, a patente para um sistema
semelhante foi concedida na Europa em nome de uma mulher chamada
Catharina Kuhn-Moos. A indústria de confecção foi a mais beneficiada
com essa invenção, que facilitou enormemente o abrir e fechar de roupas.
Antes do zíper, as roupas tinham fileiras intermináveis de botões, o
que dificultava sua fabricação e uso. O zíper se difundiu por todo o
mundo quando os aviadores americanos na Primeira Guerra Mundial
usaram-no para fechar seus uniformes, bem como quando foi introduzido na
alta costura da moda mundial pela modista parisiense Elsa Schiaparelli,
que começou a usá-lo nas suas criações nos salões franceses. O curioso é
que a palavra “zíper” só surgiria em
1923. Ela foi criada por um funcionário da empresa americana B.F.
Goodrich, que usou o termo para dar nome ao fecho deslizante que acabava
de ser lançado numa linha de galochas de borracha, as chamadas Zipper
Boots (“Botas Zipper”).
Amanhã conto a história do velcro, que veio concorrer com o ziper.
21.6.19
Crônica diária
Moro no Senado
Não acompanhei às dez horas de questionamentos dos senadores da CCJ, ao
Ministro da Justiça e Segurança Sergio Moro. Bastaram umas três ou
quatro horas para me causar náuseas. Vamos em primeiro lugar falar das
boas coisas, e que em geral são poucas nos dias correntes. A presidente
da comissão que interrogou o Moro, Simone Tebet saiu-se muito bem. Uma
jovem e promissora senadora, certamente futura presidente do Senado. E a
segunda boa notícia é que o jovem político, juiz com vinte e dois anos
de carreira, demonstrou capacidade de enfrentar o covil que é uma
comissão no congresso. Se bem que no senado ainda se comportam um pouco,
mas só um pouco, melhor do que na câmara dos deputados. Ainda assim há
senadores, ex governadores, com muitos anos de carreira exclusivamente
política que se comportam como guerrilheiros.São uns cafajestes,
canalhas, totalmente ideologizados, investigados pela Lava Jatos,
corruptos notórios, e que tinham como único objetivo desmoralizar o ex
juiz, e hoje ministro. Queriam como parece conseguiram evitar que num
futuro próximo ele seja indicado para o STF. No entanto não lograram
êxito em empareda-lo. Calmo, frio, não aceitou nenhuma provocação e
levou para a longa oitiva números e fatos incontestes que provam sua
lisura nos julgamentos de Curitiba. Não foi preciso tropa de defensores,
e senadores para blindar o ministro. Os safados dos seus inquiridores
acham até que a sessão prejudicou o resultado do STF que nos próximos
dias deverá julgar a liberdade dos condenados em segunda instância. O
Moro continua acima de qualquer suspeita, e não serão criminosos
cibernéticos que desestabilizarão este governo. O povo não se engana
mais com os velhos e batidos chavões da esquerda petista e tediosa.
20.6.19
Crônica diária
Metrópole nudista, ou zoológico
Nunca se espera encontra um homem completamente nu andando pela Alameda
Santos, ou uma mulher nua na Rua da Consolação. Mas eu vi. Como vi uma
senhora passeando um porco na coleira na Alameda Tietê. Dias depois foi
matéria de revista e notícia nos jornais. Agora vi na Rua Canadá, na
altura da Rua Honduras e Praça das Guianas, dois rapazes passeadores de
cachorro, que é cada vez mais comum em São Paulo, e nas grandes cidades,
um passeando um bode e duas cabras, e o outro três pôneis da altura do
bode. Não falta ver mais nada.
19.6.19
Crônica diária
Nó de gravata, e outros detalhes
Em pouco tempo gravata vai ser tão usada e
popular quanto uma galocha. Eu sou do tempo que se usavam as duas. Galocha em
dias de chuva, para não estragar os sapatos da casa Toddy (na rua Augusta até
hoje), e grava desde os primeiros anos de curso primário. O uniforme do Dante
Alighieri constava de meia branca três quartos, para quem ainda usava calça
curta azul marinho, camisa branca e grava azul. A gravatinha já vinha com o nó
feito e tinha um elástico que prendia atrás do pescoço, sob o colarinho. No fim
do ano letivo estava mais ensebada que a de motorneiro de bonde, que na época,
subia e descia a Rua Pamplona, e seus motorneiros usavam quepe e gravata preta.
Hoje em dia nem em solenidades menos formais políticos e empresários usam gravata.
Bancos e empresas mais sisudas ainda obrigam o uso delas. Repartições publicas
e da justiça também. Mas aos poucos estão liberando calça comprida para as
mulheres, e abolindo a exigência de adorno. Não são elas, definitivamente, quem
faz o grande executivo ou a grande empresa. A maior prova de que não é o
traje quem faz o monge, é a do fundador
do Bradesco, Amador Aguiar, que nem meia usava.
Tenho fotos do meu irmão Paulo e eu, com seis ou
sete anos, de camisa, suspensório, calça curta e gravata borboleta. Todo filho
é uma "vítima do conceito de elegância das mães". Dias de chuva ela
obrigava a sairmos de capa, galocha e guarda-chuva. Eu detestava essa
parafernália protetora.
Os outros detalhes a que me referi no título são: suspensório,
abotoaduras e prendedor de grava. Este porque ficou terrivelmente
"cafona" e desnecessário. Abotoadura ficou só cafona, a camisa tendo
botões A não ser em trajes a rigor. Aliás, nem lá, o rigor anda tão exigente. E
suspensórios ainda são usados por pessoas obesas. Uma porque os cintos não
vencem as circunferências, ou por magros cujas calças eran de defuntos maiores.
E para finalizar, tenho dito que se conhece um
homem pelos sapatos que usa. Eduardo Bolsonaro, filho do Presidente, casou
usando sapato azul. Tenho que acrescentar que pela gravata, e seu nó,
também se podia fazer um juízo do seu portador. Sapato, ainda, continuam
usando. Pensava até a alguns dias, que atrás de um grande homem, sempre havia
uma mulher. Ledo engano. Me provaram que o que existe é uma etiqueta GG.
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Falaram do Varal:
"...o Varal de Ideias é uma referência de como um blog deve ser ." Agnnes
(Caminhos e Atalhos, no mundo dos blogs)..."parabéns pelo teu exemplo de como realmente se faz um blog...ou melhor tantos e sempre outstandings...".
(Vi Leardi )
















