9.3.19

Crônica diária

O delicioso silêncio de outrora

Até o som da palavra outrora nos remete ao passado. Não muito distante, aqui no meu caso. Aquele silêncio que desfrutava em minha casa na praia. Na época (do silêncio) há vinte anos não tínhamos vizinhos. Não havia sempre uma roçadeira Stell aparando grama. Não havia sopradores e ou aspiradores de folha fazendo o mesmo ruído desagradável das roçadeiras. Juntavam-se as folhas com vassouras e rastelos. Os ultraleves e seus barulhentos motores não ficavam fazendo voos panorâmicos o dia todo. Competem com o jet-ski no inferno sonoro. Saudade do tempo que os únicos sons perceptíveis eram o grito do aracuã, latido de cachorro, uma moto ou outra de pescadores e o ronco do caminhão de lixo. Ah, havia também, lá muito no alto, um jato cruzando o azul do céu. E também, raramente, a buzina de um transatlântico chegando no Porto de Imbituba. Mas já foi esse tempo.

Um comentário:

João Menéres disse...

Eu sou das pessoas que por vezes careço absolutamente do SILÊNCIO.
Até para fotografar, Eduardo.
Compreendo-o muito bem.

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