Crônica diária
Brumadinho
Uma tragédia. Não há como não ficar chocado, consternado e pesaroso com
um desastre que provoque tantas mortes, e abale um município e seus
vizinhos como o rompimento da barragem de Brumadinho. Há perdas
irreparáveis que são as vidas humanas. Há perdas incomensuráveis na
natureza. Há perdas financeiras e econômicas para a empresa
proprietária, para o município, e para o Estado de Minas. Há perigo de
contaminação de outros rios, e graves prejuízos com a contaminação das
águas e do meio ambiente. Posto isso, quero focar na maneira
preconceituosa, mesquinha, com que alguns (muitos) jornalistas, e outras
pessoas se manifestaram no calor do acidente. A forma como questionaram
o presidente da Vale, recém desembarcado de Davos. Quem mais do que ele
poderia, como de fato estava, abalado? Quem mais poderia se sentir
responsável do que o presidente da empresa proprietária da mina? Mas os
jornalistas e muita gente nas redes sociais queriam explicações que
obviamente ele não tinha como dar. E foi franco, humilde, e modesto
dizendo: "não sabemos o que aconteceu". É evidente que nenhuma empresa
do porte da Vale iria negligenciar a ponto de permitir uma tragédia
dessa proporção. Metade das vítimas fatais eram diretores e funcionários
da empresa ou terceirizados. Uma empresa do porte e importância da Vale
não dá um tiro no pé. E gente minimamente educada, civilizada, não
agride uma pessoa, como o presidente da Vale, naquelas circunstâncias.
Queriam lincha-lo pelo ocorrido. E isso me revoltou.

Um comentário:
Os jornalistas ( quase todos ) adoram é ver sangue ou fazê-lo !
Miseráveis !!!
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