Crônica diária
Borracha de PVC
Enquanto ouço no rádio do carro, aliás único lugar que ouvimos rádio
hoje em dia, que a música que irão tocar é da banda mais subvalorizada
do mundo. Uma pena que perdi o nome da banda. A música era muito boa.
Quem apresentou foi Marina Izaura Jeha Person
. Filha do cineasta Luiz Sérgio Person que fazia cinema quando eu era
assistente de direção do Ozualdo Candeias. Fizemos um filme chamado
"Trilogia do terror" com Candeias, Person e Zé do Caixão. Essa é uma
parte da minha biografia que nunca lembro de citar. Dias atrás fui
instado a fazer uma brevíssima bio para o amigo escritor Roberto Klotz.
Coloquei tudo em duas linhas. Ele dobrou, por conta dele. Mas por certo
não sabia das minhas juvenis incursões pelo cinema. Mas não era nada
disso que eu iria contar. Estava no carro indo a uma papelaria. Já
escrevi, em crônicas, nunca em biografia, que adoro loja de ferramenta e
papelaria. Dessa vez a procura de uma borracha M A R A V I L H O S A !
Essas maiúsculas espaçadas deveriam valer um cache do fabricante. Pentel
é a marca. "Apaga sem esforço e sem borrar". É o que dizem na
embalagem. E como já estou usando uma, posso afirmar que realmente é
muito boa. A principal característica, para mim, é que não fica suja com
o grafite que apaga. Esta sempre com cara de limpa e nova. As de
borracha tradicionais vão acumulando grafite a ponto de sujarem mais do
que apagarem os traços indesejados. Para meus leitores, que são do ramo,
dou as especificações técnicas: HI-POLYMER Eraser Soft, Composição PVC e
papel reciclado.

Um comentário:
Não conheço essa maravilha de borracha que apaga e continua purinha.
Mas, actualmente, só raramente teria serventia para mim.
Já me habituei a escrever no computador, Eduardo.
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