Crônica diária
Uma aula sobre o nó brasileiro
Alcides F. Vidigal " Meu caro Eduardo;
As variáveis estão postas e nem são, em tese, desesperadoras - a "oposição por mera oposição" no Parlamento eleito não chega a 7% no Senado e 19% na Câmara.
O primeiro problema se dá na oposição crítica, já que Guedes professa o liberalismo da Escola de Chicago, vários passos além do renhido keynesianismo que impera no Brasil desde 1937 com crescente intervenção do Estado sobre o domínio econômico e que interessa aos principais órgãos do alto funcionalismo público e isso ataca diretamente qualquer reforma previdenciária.
Nessa situação, dada a fragmentação partidária eleita, para a reforma previdenciária rapidamente pincelada por Guedes, na minha contagem partirão sempre de oposição em torno 47% da Câmara e 49% do Senado. O que equivale dizer, que a reforma será desfigurada e o risco é ficar pior a emenda do que o soneto.
O segundo, é que em questões de reforma tributária nem há que se falar em oposição ideológica, a questão é que os governadores estaduais acabam por dominar suas bancadas em um jogo interminável de “cabo de guerra” por recursos tributários. E as soluções são dificílimas, já que tem sido impossível há décadas exatamente por este motivo.
Assim, se nunca conseguimos chegar nem perto do liberalismo da Escola de Friebourg, que impera na Alemanha desde Adenauer (1949) e nem ao menos arranhamos o Wellfare State dos sociais democratas, me aprece um sonho tão distantes que nem cabe o debate se nos serve ou não o liberalismo empalmado por Guedes.
As variáveis estão postas e nem são, em tese, desesperadoras - a "oposição por mera oposição" no Parlamento eleito não chega a 7% no Senado e 19% na Câmara.
O primeiro problema se dá na oposição crítica, já que Guedes professa o liberalismo da Escola de Chicago, vários passos além do renhido keynesianismo que impera no Brasil desde 1937 com crescente intervenção do Estado sobre o domínio econômico e que interessa aos principais órgãos do alto funcionalismo público e isso ataca diretamente qualquer reforma previdenciária.
Nessa situação, dada a fragmentação partidária eleita, para a reforma previdenciária rapidamente pincelada por Guedes, na minha contagem partirão sempre de oposição em torno 47% da Câmara e 49% do Senado. O que equivale dizer, que a reforma será desfigurada e o risco é ficar pior a emenda do que o soneto.
O segundo, é que em questões de reforma tributária nem há que se falar em oposição ideológica, a questão é que os governadores estaduais acabam por dominar suas bancadas em um jogo interminável de “cabo de guerra” por recursos tributários. E as soluções são dificílimas, já que tem sido impossível há décadas exatamente por este motivo.
Assim, se nunca conseguimos chegar nem perto do liberalismo da Escola de Friebourg, que impera na Alemanha desde Adenauer (1949) e nem ao menos arranhamos o Wellfare State dos sociais democratas, me aprece um sonho tão distantes que nem cabe o debate se nos serve ou não o liberalismo empalmado por Guedes.

Um comentário:
Está lido.
Espero que o Eduardo rebata.
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