Crônica diária
Criticar agora não ajuda. Só alimenta a oposição
Não
costumo polemizar com meus leitores. Quero continuar a manter uma
coluna de crônica diária e não página de debate político ideológico. Mas
às vezes leitores de nível intelectual e formação cultural muito acima
da minha, honram-me com críticas ou comentários, que respondo procurando
manter o alto nível da conversa. E só faço aos bem intencionados.
Quatro dias atrás o Alcides F. Vidigal fez um comentário que mereceu
minha réplica, e acabou virando minha crônica de hoje:
"Primeiro quero agradecer seus lúcidos e consistentes comentários.
Concordo plenamente com as linhas básicas de seu discurso. Concordo
também que ninguém é obrigado a gostar de ninguém incondicionalmente. As
pessoas podem ser úteis e receberem
nosso apoio dependendo das circunstâncias. Foi assim no caso do Eduardo
Cunha. Foi assim, pelo menos no meu caso, com relação ao atual
presidente, que também concordo teve "vida profissional absolutamente
pífia". Nas circunstâncias em que se deram as ultimas eleições o Alckmin
não tinha, como não teve nenhuma chance. Aqui discordo que tenha sido
uma "besteira eleitoral". As opções da esquerda, essas sim, seriam
desastrosas. Ciro, Haddad e caterva. Vinte dias de governo não são
suficientes para nenhuma avaliação de governo nenhum. Só as profundas e
impopulares reformas, que na verdade dependem só do congresso, que ainda
não voltou do recesso, irão produzir os resultados, que você, e o
empresariado, esperam. E isso levará muito mais tempo que a vã esperança
aguarda. Não se faz milagre em gestão pública e em economia. A máquina é
colossal e seus movimentos lentos e pesados. Por ora temos que nos
contentar com expectativas positivas. E elas são muito promissoras. Um
ministério de gente séria e bem intencionada. Goste-se ou não dos
militares eles são melhor preparados que os representantes dos partidos
de fachada. Políticos, em geral, muito despreparados intelectualmente. E
por fim, recrimino os que reconhecem que os governos passados (leia-se
PT e outros) são os únicos responsáveis pelo estado atual da economia e
desemprego brasileiro, e não dão apoio total ao atual presidente. Isso
só não ajuda, como atrapalha o esforço de convencimento de um congresso
ainda muito contaminado pelas velhas políticas. Com inteligência e bom
senso sairemos vitoriosos desta realidade que tem solução. Basta não
ajudar a oposição."
Amanhã publico a tréplica do Alcides que é uma verdadeira aula sobre o nó atual.
Amanhã publico a tréplica do Alcides que é uma verdadeira aula sobre o nó atual.

Um comentário:
Ficarei atento à crónica de amanhã, Eduardo.
Mas só pela tardinha poderei pronunciar-me.
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