Crônica diária
João Teixeira de Deus
Quando escrevi sobre a norte da dona Rosa, cartomante em Brasília, e o
Roberto Klotz comentou que foi por conta dela que nos conhecemos e
ficamos amigos, lembrei de escrever sobre o rumoroso caso do João
Teixeira de Deus. Tenho amigos queridos, e casos de gente acima de
qualquer suspeita, que se consultaram com o charlatão de Abadiânia, e
narraram coisas extraordinárias. Inclusive cura. Mas o charlatão esta
preso e provavelmente será condenado há muitos anos de cadeia. Seus
crimes não se limitaram ao abuso sexual de centena de mulheres. Há
notícias de trafico de droga, lavagem de dinheiro, e verdadeiro
gangsterismo na região onde era idolatrado. Um verdadeiro miliciano.
Contra ele testemunham filhos e filhas. No entanto, por mais de quarenta
anos, imperou o silêncio, e os crimes praticados eram segredo de suas
crentes e fragilizadas vítimas. Ele como o Lula não lembra e não
reconhece nenhuma acusação. No princípio negou como de é de praxe todo
criminoso morrer negando. Depois as evidências eram tão robustas que
resolveu debitar a culpa aos espíritos. Eu nunca tive dúvida que essa
seria sua desculpa. Acontece que a nossa justiça pode ter falhas e
cometer, ideologicamente, erros grosseiros, mas não cai no conto dos
espíritos. Pelo menos até agora.

Um comentário:
Só não falo da Justiça por ter amigos que são juízes e ter tido um primo que foi Ministro da Justiça e, posteriormente, durante oito anos, Provedor de Justiça.
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