Crônica diária
E o romantismo?
Dia desses o leitor Fabio Pace comentou, a título de um texto meu sobre o
desenvolvimento da indústria automobilística e o fim do rádio AM, que
com isso o romantismo "se esgota". É verdade, com a modernidade e o
avanço das novas tecnologias em todas as áreas, além das novidades nos
costumes, e campanhas do "politicamente correto", o romantismo se foi.
Antigamente tínhamos mais tempo para tudo. Tudo tinha um outro tempo.
Namorar, por exemplo, era uma prática para quem já tivesse na puberdade.
E as fases do namoro eram lentas, sucessivas, e muito prazerosas. O
carro, para nos atermos ao texto que deu origem ao comentário do Fabio,
era grande e espaçoso o suficiente para os namorados ao som das rádios
AM namorarem. O banco do motorista e da moça ao seu lado era um grande
sofá, sem nenhum cambio ou empecilho entre eles. E haviam os cinemas ao
ar livre, onde assistia-se os filmes de dentro do carro. Cine drive-in.
Comendo hambúrguer e bebendo Coca-cola. A bandeja pendurada na porta do
carro. O que menos interessava, naquele tempo. era o filme. E tudo isso
era muito romântico.

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