Crônica diária
Dona Rosa morreu
Ao
receber um e-mail de uma leitora, logo de início gelei. Começava com o
título: "Informação sobre postagem". Logo pensei tratar-se de alguma
reclamação. A pessoa se identifica com nome e sobrenome, além de e-mail
para resposta. Dizia ter visitado meu blog e lido "matéria" datada de
09/06/17, intitulada "Cartomante em Brasília". A "matéria" era um conto.
Fui excluído de um concurso literário, mas como desafio, escrevi um
conto a cada etapa, sem concorrer, evidentemente. Aí ela escreve
textualmente:
"No texto você cita a Dona Rosa, vidente que atende em Brasília.
Tomei a liberdade de escrever pra pedir o contato da cartomante. Vc faria esta gentileza?
Desde já muito obrigada!!
E parabéns pelas matérias. Continue a nos informar com seus textos leves e interessantes." JS
Ufa! Que alívio!
Acontece,
porém, que todos os contos, e muitas das minhas crônicas, são absoluta
ficção. Como dizer isso para minha cara JS? Resolvi responder
agradecendo as generosas palavras, e comunicar que infelizmente a Dona
Rosa morreu.

2 comentários:
Fez muito bem Eduardo. Assim ficou a senhora mais descansada. "matar" alguém que nunca existiu tem até alguma piada.
VOTOS DE FELIZ ANO NOVO.
Isso mesmo Gaspar. O escritor que cria personagens tem o direito de mata-los. -É o lado divino da arte.
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