Crônica diária
Nomes longos
É a primeira vez que escrevo sobre esse assunto,
embora tenha sido recorrente ao longo dos meus 75 anos. Sempre impliquei com
nomes longos. Nomes duplos, mais os sobrenomes da mãe e para finalizar os do
pai. Nada parecido com o exagero do nome do Picasso que publiquei dia desses.
Basta um único nome duplo, como gostam os cariocas, o sobrenome da mãe e do pai
para que eu considere muito longo. Como é o meu, não por acaso. Invejo nomes
minimalistas como da minha leitora assídua Ira Foz. Que delícia de nome. Sob
todos os aspectos. Foi com esse sentimento que registrei meus dois filhos só
com o meu sobrenome. E tive a sorte deles serem filhos de mãe inteligente e
compreensiva, apesar de ter nome duplo, Ana Elisa. Mas como não se escolhe para
casar as pessoas pelo tamanho ou número de nomes, os filhos arcam com o peso
que as famílias lhes impõe. Felizes os Ruy Sá, Lia Huy, Kay Lam, Eme Rei, Mac
Noe, Ney Paes, Kon Fé. Infelizes os filhos de pais brincalhões, gozadores, que
lhes criaram problema para o resto da vida, como foi o caso do Rudá
Poronominare Galvão de Andrade, cujos pais Oswald de Andrade e Patrícia Galvão
(mais conhecida como Pagu) batizaram-no com o nome do deus do amor Rudá,
e Poronominare que é o nome indígena para um ser malicioso, humorístico,
tirados da mitologia Tupiniquim. Dois outros filhos do Oswald tiveram ainda
menos sorte: Lançaperfume Rodometálico de Andrade e Rolando Pela Escada Abaixo
de Andrade. Ninguém merece.

2 comentários:
A propósito de nomes, vou contar aqui uma velha anedota :
Um homem foi à Conservatória do Registo Civil com a intenção de mudar o seu nome.
Então, lá chegado, o funcionário pergunta-lhe :
Qual a razão de querer alterar o seu nome ?
-É que eu chamo-me Joaquim MERDA !..
- Realmente, diz o funcionário bem compreensivo.
E que nome quer então adoptar ?
- Manuel MERDA !
Srsrsr. Vai entender!!!
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