30.11.18
Crônica diária
As frases do momento
Meus leitores já perceberam como gosto das palavras, que são as
principais ferramentas do escritor, e presto especial atenção às frases
do momento. A todo instante mudam. Em outubro passado, mês das ultimas
eleições, e do final do campeonato brasileiro de futebol duas expressões
dominaram os noticiários no rádio, na TV e mídia impressa. "Dois ou
três pontos percentuais para mais ou para menos" nas pesquisas
eleitorais. Não aguentava mais ouvir isso. E "lutando contra o
rebaixamento", no caso do futebol. Outra frase que infestou as noticias
esportivas. Passada essa fase eleitoral e do campeonato de futebol, as
expressões também mudam. E serão repetidas à exaustão. E como disse o
Luis Fernando Veríssimo: "O mundo da muitas voltas. Pode me citar" eu
vou parodia-lo escrevendo a minha frase: "Assim caminha a humanidade. Pode me citar". Essa frase era o título de um dos melhor filme que assisti na vida. Um rancheiro milionário do Texas, Bick Benedict (Rock Hudson)),volta para casa de uma viagem com sua nova namorada, a refinada
Leslie Lynnton (Elizabeth Taylor). Bick e Leslie se casam, mas ela não
se entende muito bem com a irmã de seu novo marido e ao mesmo tempo,
ganha a admiração do jovem ambicioso Jett Rink
(James Dean). Ao longo dos anos, cresce a rivalidade entre Bick e Jett e
a sorte de todos está prestes a mudar. Lançado em 1956 com direção de George Stevens.
29.11.18
Crônica diária
Cuidado com os exageros
Esta crônica foi escrita em 18 de Outubro, dez dias antes do pleito
que elegeu o Bolsonaro Presidente do Brasil. Resolvi só publica-la hoje,
passados trinta dias da eleição, para que não tivesse conotação
eleitoral. Como eleitor do candidato vitorioso, tenho tranquilidade para
fazer os comentários que se seguem. É bem verdade que só aderi à
campanha para derrotar o PT. Mas vamos ao que interessa. No dia 17 de
Outubro lancei um novo livro intitulado "Intimidades crônicas", em cuja
capa aparece um desenho do artista plástico americano Ryan Michael, que
usei pela primeira vez no meu blog Varal de Ideias em 2012. No desenho
aparece u´a moça segurando a saia acima da cabeça. Um desenho
plasticamente bonito, ingênuo e puro. Muito menos sensual do que a
famosa cena da Marilyn Monroe no filme "O pecado mora ao lado" (1955),
quando um vento dos exaustores do metrô levanta sua saia. Mas enfim, o
desenho nada tem de pornográfico ou coisa parecida. Uma eleitora do
Bolsonaro faz o seguinte comentário sobre a capa: "AM ´Faz
parte do futuro Kit Gay ?" Referia-se aos livros que o PT pretendia
distribuir nas escolas infantis. Motivo de grande polêmica na campanha, e
alvo de críticas do Bolsonaro. É por essa razão que a esquerda chama a
direita de conservadora, retrógrada, e se auto denomina progressista. É
por visões absurdas como as da minha leitora, que os intelectuais e
artistas, em sua maioria, apoiam os socialistas. É preciso não exagerar
no reacionarismo caipira e atrasado, para não contaminar um projeto de
governo democrático e liberal. Espero que agora, depois de eleito, o
Presidente Bolsonaro modere seu discurso, que daqui para frente,
vencidas as eleições, só servirá para inflamar os radicais de direita.
Eles confundem arte com libertinagem. E a esquerda, na oposição, deve
por cautela, não provocar os conservadores e adeptos dessas seitas e
religiões que apoiam o presidente eleito. A esquerda através dos
governos do PT esticou a corda muito para a estrema. É saudável que se
reverta essa posição para o centro, de onde nunca deveria ter saído. Mas
é importante não descambar para uma direita radical, tão inconveniente
quanto a estrema esquerda. É preciso ter cuidado com os exageros.
PS- Esta semana outro leitor chamou meu livro, sem ter lido, só pela foto da capa, de "lixo".
28.11.18
Samuel Beckett, duas versões
Samuel Beckett
Em 2010 postei aqui no Varal matéria ilustrada com fotos e caricaturas do Beckett inclusive uma de minha autoria (reproduzo abaixo) Não lembrava absolutamente dela, e fiquei espantado como as duas se parecem, pelo menos na forma abordada. Vejam o post aqui: https://cimitan.blogspot.com/search?q=Samuel+Beckett
2010
Em 2010 postei aqui no Varal matéria ilustrada com fotos e caricaturas do Beckett inclusive uma de minha autoria (reproduzo abaixo) Não lembrava absolutamente dela, e fiquei espantado como as duas se parecem, pelo menos na forma abordada. Vejam o post aqui: https://cimitan.blogspot.com/search?q=Samuel+Beckett
2010
Crônica diária
Esta dando certo
Quando eu comecei a escrever aqui as 2130
crônicas, que correspondem a 2130 dias, ou sete anos, um mês e alguns
dias, as pessoas teimavam em chama-las de coluna, artigo, ou coisa
assemelhada. Concordo que também não sejam crônicas no formato clássico,
tradicional. São muita vezes mini ou micro crônicas. Não importa, as
pessoas já as chamam de crônicas. Vezemquando escrevo tudo junto e tinha
que explicar que era uma "brincadeira" com o Caio F. Hoje o Ricardo Blauth
e Fernando Cals usam vezemquando para brincar comigo. Essas pequenas
particularidades e jogos entre quem escreve e quem lê é muito divertido.
Estabelece-se uma cumplicidade entre as duas pontas. E para completar, o
testemunho de leitores que confessam viciados na leitura matinal me dá
grande alegria. Há ainda os que fingem que não me leem e eu finjo que
não sei.
27.11.18
Crônica diária
Figos cristalizados
Tenho um amigo dos velhos tempos de internato no Colégio de Cataguases,
MG que me escreveu dia desses. Lembrou uma passagem de nossa estada no
colégio que eu nem lembrava mais. Dormíamos num apartamento que era
exclusivo para os internos que cursavam o Científico ou Clássico. Ele e
eu ainda estávamos no ginásio mas usufruímos, por um tempo, dessa
regalia, por bom desempenho escolar. O quarto tinha três camas, três
armários e uma grande escrivaninha sob a janela, além de um banheiro
privativo dos três ocupantes. Era o máximo poder estar num desses poucos
apartamentos. Todos os outros internos se dividiam em dois amplos
ambientes com camas, armários e banheiros coletivos. Nosso companheiro
de quarto era o Chico Buarque. Como estudar interno sempre era uma
experiência traumática para a maioria dos alunos de outros estados,
minha mãe sempre enviava pelo correio umas latas de doce e quitais. Eram
muito bem vindas. A ração do colégio não era ruim, mas nada parecida
com a comida a que estávamos acostumados em casa. E conta o Geraldo
Briglia que o Chico comia meus figos cristalizados. Sinceramente não
lembro desses assaltos ao meu tesouro, mas em se tratando de quem é, é
bem possível.
26.11.18
Crônica diária
Uma demonstração perigosa
Foi há mais de vinte anos que eu comprei um aspirador de pó com filtro de
água. Era novidade no mercado. Caríssimo, custava o preço de um carro.
Importado. Só era vendido sob encomenda e o demonstrador, de terno e
gravata preta, ia à sua casa e fazia a demonstração. Você não deixava de
comprar, apesar da fortuna que custava. A demonstração final e
definitiva era a da aspiração do colchão da sua cama. Ninguém imagina a
sujeira que sai dele. Escrevi e falei muito do meu aspirador naquela
ocasião. Tenho ele até hoje funcionando em sistema de rodízio entre meus
filhos, escritório, e eventuais amigos. A semana passada meu irmão
liga de Araçatuba onde mora. Queria saber detalhes do meu aspirador. Ele
estava com um grave problema de pia da cozinha entupida. Eu não entendi
a relação entre o meu aspirador de pó e a pia entupida. Ele continuou a
explicar: tem uma vizinha de apartamento, que possui um desses
aspiradores e se dispôs a resolver o problema do entupimento. O Paulo,
meu irmão que já havia recorrido a vários encanadores e desentupidores
sem sucesso, ficou maravilhado com o resultado do aspirador. Essa
vizinha tinha um sem uso e se dispôs a vender por um preço menor.
Fabricado no México por um ex-sócio do Raimbow, o Robot é exatamente
igual, mas mais barato. O Paulo meu irmão comprou. Ao abrir a caixa que
aparentava ter dois anos de muitas mudanças, o aparelho parecia sem uso.
A primeira coisa que fez foi ler o manual. E lá havia uma observação
importante: "Não usar para limpar esgoto, porque há perigo de explosão
por conta do gás metano, e os resíduos sólidos podem danificar o
aparelho". Foi o suficiente para ele devolver o aspirador, e sustar o
pagamento. Sentiu-se enganado pela vizinha. Coitada, ela nunca tinha
lido o manual. O Paulo resolveu alugar os serviços de empresas que já
fazem esse serviço com esses aspiradores. Hoje existe uma dezena de
similares. Alemães, mexicanos, e o velho e pioneiro Rainbow, que é
americano, além do coirmão Robot. O preço é quase a metade do que era
quando comprei, assim mesmo é caros. Mas não deixem um vendedor entrar
em suas casas. Você vai cometer uma imprudência financeira, ou nunca
mais deitar em seu coxão. Só não pensem em desentupir pias.
25.11.18
Crônica diária
"3,4 Graus Na Escala Richter" de Éder Rodrigues
Uma resenha deliciosamente escrita pelo Roberto Klotz levou-me a comprar
o livro do Éder Rodrigues. É sobre ele que falarei logo em seguida,
antes porém preciso registrar que as relações comerciais honestas,
sinceras e francas ainda existem. Comprei pela internet, como faço
habitualmente, direto da Telucazu editora. Sabia também, pelo texto do
Klotz que o André Kondo, seu amigo e escritor era o editor do livro do
Éder. Dois dias depois da compra recebo uma ligação do André se
desculpando por não ter retirado do site o livro "Três Vírgula Quatro Na
Escala Richter" cuja edição estava esgotada. O único exemplar restante
tinha algum problema na capa e ele me oferecia além das desculpas três
opções: devolução do pagamento, ou esperar trinta dias pela nova edição,
ou receber o livro com a capa danificada, e um outro do catálogo da
editora, à minha escolha, como brinde. Fiquei emocionado com a gentileza
e forma como o André se colocou. Como já havia visto a lista de livros
do catálogo, não tive dúvida, optei por receber o livro comprado, mesmo
com alguma avaria na capa, e o de "Contos do Sol Renascente" do próprio
André Kondo. Quatro dias depois estava com os dois, sendo que não
consegui ver nenhum problema na capa. Que bom lidar com gente dessa
qualidade moral e profissional. Dito isso vou lhes falar que todas as
maravilhas que o Roberto Klotz escreveu sobre a literatura do Éder
Rodrigues, e em especial dessa peça teatral, ficou ainda a dever. O
texto é simplesmente maravilhoso. Emocionante. Inesperado.
Surpreendente, embora comum a todos nós. A mãe de uma família de três
filhos que resolve, um belo dia, contratar uma "especialista em
despedida", e sair de casa. Não deixem de ler, se emocionem e façam o
livro circular. A peça esta em cartaz desde 2016, atualmente em sua
quarta temporada. Imperdível.
24.11.18
Crônica diária
CQD
"Chover no molhado" significa que a chuva voltou a molhar onde já havia
chovido. Mais complicado é "Tirar o cavalo da chuva". Aqui há
necessidade de se ter um cavalo e de estar chovendo. Há ainda que se ter
um lugar coberto onde se possa colocar o cavalo molhado. Isso significa
que é muito pouco provável que tudo isso possa acontecer, isto é, estar
chovendo, você ter um cavalo e um lugar para abriga-lo. Enquanto que
"chover no molhado" só depende da chuva, como queríamos demonstrar.
Alguns leitores do Intimidades crônicas
De cima para baixo, da esquerda para a direita: Li Ferreira Nhan, Elisa Novaes, Regina Rocha, Marcelo Rocca, e Rubens Lessa Vergueiro Filho que enviou a foto ao lado e o texto:
Rubens Lessa Vergueiro Filho
Eduardo Penteado
Lunardelli desnudou-se em seu livro, possibilitando a seus leitores ter
intimidades com suas últimas crônicas, já li 1/3. (13-11-2018)), estão lendo e recomendando o INTIMIDADES CRÔNICAS.
23.11.18
Crônica diária
Nomes longos
É a primeira vez que escrevo sobre esse assunto,
embora tenha sido recorrente ao longo dos meus 75 anos. Sempre impliquei com
nomes longos. Nomes duplos, mais os sobrenomes da mãe e para finalizar os do
pai. Nada parecido com o exagero do nome do Picasso que publiquei dia desses.
Basta um único nome duplo, como gostam os cariocas, o sobrenome da mãe e do pai
para que eu considere muito longo. Como é o meu, não por acaso. Invejo nomes
minimalistas como da minha leitora assídua Ira Foz. Que delícia de nome. Sob
todos os aspectos. Foi com esse sentimento que registrei meus dois filhos só
com o meu sobrenome. E tive a sorte deles serem filhos de mãe inteligente e
compreensiva, apesar de ter nome duplo, Ana Elisa. Mas como não se escolhe para
casar as pessoas pelo tamanho ou número de nomes, os filhos arcam com o peso
que as famílias lhes impõe. Felizes os Ruy Sá, Lia Huy, Kay Lam, Eme Rei, Mac
Noe, Ney Paes, Kon Fé. Infelizes os filhos de pais brincalhões, gozadores, que
lhes criaram problema para o resto da vida, como foi o caso do Rudá
Poronominare Galvão de Andrade, cujos pais Oswald de Andrade e Patrícia Galvão
(mais conhecida como Pagu) batizaram-no com o nome do deus do amor Rudá,
e Poronominare que é o nome indígena para um ser malicioso, humorístico,
tirados da mitologia Tupiniquim. Dois outros filhos do Oswald tiveram ainda
menos sorte: Lançaperfume Rodometálico de Andrade e Rolando Pela Escada Abaixo
de Andrade. Ninguém merece.
22.11.18
Crônica diária
Banksy voltou atacar
Banksy, pseudônimo do artista e
grafiteiro de Bristol, no sudoeste da Inglaterra, continua escandalizando o
mundo das artes. Foram inúmeras as suas
intervenções, sempre com o intuito de questionar o valor das artes, e
desmoralizar os valores que o mercado atribui a elas. Mesmo depois de passar a
ter suas obras supervalorizadas, pelo mesmo mercado que ele combate, sua
atuação em desafiar a ordem imposta continua. E nessa linha, numa ação inédita
e ousada, como são de seu feitio, logo após uma tela por ele assinada ter sido
leiloada na Sotheby´s House, em Londres por cerca de R$ 5 milhões, a obra se autodestruiu.
Um mecanismo picotador embutido na moldura, fez com que a tela fosse destruída,
para espanto e admiração de todos. A
reprodução de uma das imagens mais conhecidas do artista, “Balloon Girl”, logo
que o martelo do leiloeiro bateu, a tela começou a deslizar e o triturador de
papel destruiu parte da obra. O gerente da casa de leilões exclamou: “
...acabam de nos “banksear”. O jornal
britânico The Gardian comentou que pode ter sido a maior pegadinha já feita
pelo artista.
21.11.18
Crônica diária
Ninguém mais assobia
Na crônica "O som carinhoso", Carlos Heitor Cony, em 2005, nos conta que
contratou o Adhemar, um envernizador confiável, para dar um trato numa
porta de seu apartamento. Lá pelas tantas e pensando estar sozinho na
casa o Adhemar começou a assobiar "Carinhoso" à perfeição. Nem alto, nem
baixo, no tom melodioso que sentia falta o Nelson Rodriguês, lamentando
que ninguém mais assobiava. O finado Sergio Porto, continua Cony,
contava que morou ao lado de um prédio em construção e durante doze
meses centena de operários, em diferentes turnos, assobiavam
"Carinhoso". E ele sentia o mesmo encantamento que o Nelson e o Cony. Eu
nunca consegui tirar do sopro, língua e dentes um som que prestasse,
mas lembro do, hoje nome de rua, William
Furneau, que se apresentava assobiando nos programas musicais da TV
Tupi, quando ainda era em preto e branco. Inimaginável nos dias de hoje.
20.11.18
Crônica diária
Receita de calcinha
Como as coisas mudaram. E não faz muito tempo. Isto é, dependendo do se
entende por muito tempo. Minha avó, mãe da minha mãe escreveu com
caneta tinteiro, com a caligrafia da sua geração uma receita de tricô
para fazer calcinha. Isso mesmo. E esta é uma daquelas histórias que só
pode ser contar com imagens para provar. Sem a ilustração, o texto fica
inverossímil. E como seria essa calcinha? Confortável? E se era de
tricô deveria ser de lã. Impensável nos dias atuais. E deveria ir até o
meio da coxa. Nada parecido com as calcinhas de hoje em dia. Só de
curiosidade pretendo um dia mostrar essa receita para alguém que saiba
tricotar (será que ainda existe) e pedir para fazer uma. Já imaginaram a
peça de museu? Ou para decoração de vitrine de loja de langerie?
Crônica diária
Mais um goleiro
E esse vem lá de Vitória do Espírito Santo, é escritor e cronista, dos
bons, e foi goleiro. Alvaro Abreu me escreve, ao ler minha crônica
"Goleiros vocacionais", que também tem o dedo médio da mão esquerda com a
junta fraturada. Troféu dos tempos que jogava futebol de salão, e no
gol. A posição desse jogador, único que tem o privilégio de tocar a bola
com os pés e as mãos, vai além das habilidades dos outros dez
companheiros de time. Corre muito menos, no entanto é exigido
desproporcionalmente quando atacado pelo time adversário. É um
observador privilegiado da partida. Participa dela em momentos decisivos
para o adversário. Muitas vezes é vítima de fogo amigo. Quem primeiro
escreveu sobre os goleiros que fizeram cinema foi o poeta Ronaldo
Werneck, escritor mineiro de Cataguases. Depois Ruy Castro publicou uma
crônica sobre os altos salários pagos hoje em dia para esses atletas, no
futebol europeu. Em seguida fui eu quem escrevi dizendo que fiz cinema,
fui goleiro e abri o pulso direito nessa atividade. Hoje somos só
escritores que aproveitamos as memórias, e fraturas do passado, como
tema da crônica diária.
Valter Ferraz e INTIMIDADES CRÔNICAS
Meu velho amigo blogueiro (hoje aposentado) Valter Ferraz esta lendo
INTIMIDADES CRÔNICAS. Para os nossos amigos comuns, ele enviou fotos,
para matarem a saudade que sentimos com sua ausência e auto-exílio. #voltavalter
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Falaram do Varal:
"...o Varal de Ideias é uma referência de como um blog deve ser ." Agnnes
(Caminhos e Atalhos, no mundo dos blogs)..."parabéns pelo teu exemplo de como realmente se faz um blog...ou melhor tantos e sempre outstandings...".
(Vi Leardi )























