Crônica diária
Egon-Schiele - Morte e Donzela
Fazia um tempão que eu não ia ao cinema. Muito menos na seção das 15:50.
Como a Paula minha mulher tinha um outro compromisso fui só. Tudo muito
estranho para um cinéfilo como já fui um dia. Não comprei pipoca, de
vergonha. Mas o cheiro dela nos corredores do cinema me deram água na
boca. Primeiro dia, do lançamento do filme sobre o artista que tanto
admiro Egon-Schiele. Ao morrer aos 28 anos de idade deixou 300 telas e
milhares de desenhos e esboços. Foi preso, acusado de pedofilia e
imoralidade em 1912. Como a maioria dos grandes artistas não viu sua
obra sendo reconhecida. Hoje vale milhões de dólares. Todos os atores
estão muito bem no papel. O diretor captou perfeitamente a época em que
viveu o artista. As duas únicas e rápidas aparições do ator que
representa Gustav Klimt enriquecessem o filme. As modelos do artista são
lindas. A paisagem e cor do filme remete à obra de Egon. Tudo perfeito.
"A arte não pode ser moderna, a arte é eterna". Na saída do cinema
comi um misto em pão francês, com chocolate quente, no inverno
paulistano. Era uma tarde/noite de quinta-feira.

Um comentário:
Espero que o filme chegue ao Porto !
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