Crônica diária
Coisas do passado
Dia desses comentei com minha prima e leitora assídua, que usar relógio
no pulso direito, no caso de mulher, era uma demonstração de que ela era
lésbica. Minha prima nunca soube disso, e usava para não ser roubada
quando dirija. Mas tudo isso, acredito, faz parte do passado.
Antigamente homem não usava brinquinho. Depois começaram a usar e os
homossexuais usavam numa determinada orelha. O escritor Caio F. usava na
esquerda. Mas hoje em dia tem homem usando nas duas. É como tatuagem.
Antigamente só marinheiro e puta. Hoje virou o que virou. O mesmo se
pode dizer de calças rasgadas. Com remendo só em festa junina, e agora
quanto mais estraçalhada estiver, mais cara, e mais cobiçada. E até
gente do sexo, originalmente masculino, anda de jeans furado. Mas meu
comentário sobre o relógio no pulso direito, foi a propósito de uma
constatação que fiz, numa fila de teatro de um show da Betânia. Isso há
mais de trinta anos. Da bilheteria até o fim da fila tinha meio
quarteirão de gente. E perdi a conta de "mulheres" com relógio de
pulseiras de couro, largas como munhequeira, no punho direito. E claro, o
relógio era apenas um pequeno detalhe de tudo que usavam. E as
diferenciavam, inequivocamente, das outras mulheres. E demonstravam suas
preferências sexuais. Mas isso tudo é coisa do passado.

2 comentários:
Estou espantado, Eduardo !
Não sabia nada disso...
Bom dia Eduardo.
Certo dia, afazeres profissionais, fizeram com que fosse fotografar um Bar Gay aqui no Porto. Reparamos (eu e a minha colega de trabalho) que todos usavam lenços de várias cores no bolso da camisa, das calças, de um lado, do outro lado, enfim algo que nunca tinha-mos visto. Disseram-nos depois que, tudo aquilo tinha a ver com a situação ou a carência de cada um, se era livre ou comprometido, se estava carente de uma coisa ou de outra, enfim algo muito estranho para quem como nós não pertencia aquele "mundo".
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