Crônica diária
Não vai haver "meio boçais" suficientes
Oitenta e três dias do segundo turno das eleições o quadro começa a se
definir. Arrisco aqui, e por escrito, para não dizerem que eu não disse,
o que vai acontecer nesse pleito. Sem nenhuma cartomancia. Desculpe-me
os distraídos e desavisados. Os outsider da política já evaporaram e os
velhos profissionais vão se pondo em ponto de largada para a corrida
eleitoral. Uma campanha para presidente não é coisa para amadores. Nunca
foi. E não será. Dito isso temos que nos contentar com a realidade.
Parar de sonhar. Não sou eu quem digo, mas é o jornalista Reinaldo
Azevedo, citando o general Hamilton Mourão, insuspeitos, portanto, que
considera os eleitores do Bolsonaro "meio boçais". Mas ele que aparecia,
até aqui, bem nas pesquisas, enquanto seu opositor hipotético seria o
Lula, preso e condenado, despenca e não chegará, em hipótese nenhuma, no
segundo turno, por uma simples razão: não há "meio boçais" suficientes
para elege-lo. Não haverá a desejada renovação no congresso. Irão para o
segundo turno o candidato que o PT indicar, seja ele quem for, por
absurdo que pareça, e o Geraldo Alckmin com a Ana Amélia como vice. O
Geraldo vencerá por folgada margem.

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