Crônica diária
Helio de Almeida de novo 2º
Ontem contei minha dificuldade em contatar um dos melhores capistas
brasileiros. Hoje vou voltar a contar outra que se passou em outubro de
2010. Depois de muita procura e algumas tentativas frustradas consegui
ser recebido pelo meu velho e recluso amigo Frederico Nasser. Faz da sua
reclusão uma verdadeira lenda. Pois bem, apesar de ao me receber ele
ter alertado que estava com pouco tempo, a conversa durou uma hora e
meia, e só não foi mais longa porque a Paula minha mulher me cobrou pelo
celular. Ganhei um livro autografado e respeitando o pedido do amigo
não registrei o encontro com fotos. Contei dias depois para o Paulo, meu
irmão, essa história do encontro com o Frederico. E da minha estranheza
em não querer contato, não atender chamadas telefônicas ou responder
e-mails. O Paulo foi categórico: "Ele estava achando que você ia pedir
dinheiro emprestado". Rimos. Essa história correu entre muitos amigos
comuns. Todos riram. Todos sabem como o Nasser preserva e cultua a sua
reclusão. Será que é o mesmo caso com o Hélio de Almeida? Fico na
dúvida. Ou será que o Hélio é petista? Eu sou conhecido como
anticomunista, e tenho muitos conhecidos, principalmente na área
cultural, artística, teatral, e literária que me evitam por serem
socialistas. E tenho velhos amigos que estão fazendo campanha para o
Bolsonaro. Imagine alguém votar nesse capitão. E tenho amigos que vão.

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