31.8.18

Blogo ditos


Crônica diária

Maçaneta das portas

Já escrevi que uma boa maneira de se conhecer as pessoas é pelo sapato que calçam. Dia desses notei, ao sair no hall de elevadores, que as maçanetas das portas também dizem muito de seus habitantes ou proprietários. Em alguns edifícios a maçaneta é padronizada. Menos mal. Em geral são os arquitetos ou decoradores da construtora quem escolhem as ferragens. Mas quando as maçanetas das portas ficam ao livre arbítrio dos inquilinos ou proprietários, é fácil defini-los. Embora gosto não se discuta, ele revela muito de quem o exibe. 

30.8.18

Singela homenagem ao amigo João Vogt

Hoje soube da morte do velho amigo João Vogt através do seu genro e grande amigo Dudi Maia Rosa. Muito antes de conhecer o João eu era amigo do artista plástico Dudi e conheci sua esposa Gilda aquarelista e pintora, grávida e com filho pequeno. O João fui encontrar no Jockey onde fazíamos ginástica e praticávamos cooper na mesma turma. Carioca, falante, muito carismático, conversava enquanto corríamos. E desenvolveu uma tese de que falando obrigava a disciplinar a respiração e com isso a corrida era mais agradável. Ao ser perguntado como fazia quando corria sem ter com quem conversar, respondeu: CANTAROLE. Passou a ser chamado carinhosamente de João Cantarole. Rendo aqui minhas homenagens póstumas ao amigo que deixa muita saudade.

Blogo ditos


Crônica diária

 Helio de Almeida de novo 2º

Ontem contei minha dificuldade em contatar um dos melhores capistas brasileiros. Hoje vou voltar a contar outra que se passou em outubro de 2010. Depois de muita procura e algumas tentativas frustradas consegui ser recebido pelo meu velho e recluso amigo Frederico Nasser. Faz da sua reclusão uma verdadeira lenda. Pois bem, apesar de ao me receber ele ter alertado que estava com pouco tempo, a conversa durou uma hora e meia, e só não foi mais longa porque a Paula minha mulher me cobrou pelo celular. Ganhei um livro autografado e respeitando o pedido do amigo não registrei o encontro com fotos. Contei dias depois para o Paulo, meu irmão, essa história do encontro com o Frederico. E da minha estranheza em não querer contato, não atender chamadas telefônicas ou responder e-mails. O Paulo foi categórico: "Ele estava achando que você ia pedir dinheiro emprestado". Rimos. Essa história correu entre muitos amigos comuns. Todos riram. Todos sabem como o Nasser preserva e cultua a sua reclusão. Será que é o mesmo caso com o Hélio de Almeida? Fico na dúvida. Ou será que o Hélio é petista? Eu sou conhecido como anticomunista, e tenho muitos conhecidos, principalmente na área cultural, artística, teatral, e literária que me evitam por serem socialistas. E tenho velhos amigos que estão fazendo campanha para o Bolsonaro. Imagine alguém votar nesse capitão. E tenho amigos que vão.

29.8.18

Blogoditos

Crônica diária

Helio de Almeida de novo

Foi no ano de 2016 no mês de outubro, dia 22 que publiquei uma crônica contando minha busca por um contato com o melhor, ou um dos melhores capistas brasileiro. Para facilitar transcrevo a crônica que se auto explica:


Alegre descoberta
"Conto o que se segue com o objetivo de dividir esta experiência pessoal com meus leitores. No ano de 2012, portanto, quatro anos atrás, ao lançar meu livro "O último blog e outras blogagens" fiquei às voltas com a capa do livro. Estava completamente inseguro de como proceder. Havia desenhado, pintado, criado marcas, e logotipos, durante cinquenta anos. E diante do desafio de criar uma capa para meu próprio livro, me via perdido. Resolvi procurar um dos quatro maiores capistas brasileiros Helio de Almeida com quem tinha convivido na  juventude. Tenho dele até hoje um lindo desenho. Não foi fácil conseguir seu e-mail e telefone. Tomei coragem e escrevi. Nunca obtive resposta. Chateado, tomei a decisão de que se não fosse para dar ao melhor designer da área, eu mesmo criaria a capa. Arrisquei respaldado por uma linda caricatura minha, feita pelo renomado Sponholz, que muito gentilmente autorizou-me usa-la. Fundo preto, letras em amarelo e a caricatura em traço preto e fundo branco. Ficou linda. Depois o temor foi passando aos poucos, e hoje imagino as capas dos novos livros, e o meu filho Guilherme as materializa. O resultado tem sido cada dia melhor. Passou a insegurança, e a necessidade do Helio hoje é passado remoto. Sou grato por ele nunca ter respondido. Muitas vezes as facilidades inibem nosso desenvolvimento. É preciso acreditar, e ir à luta. O resultado sempre é muito positivo."
Em novembro de 2017 conheci a livraria Zaccaro e seu simpático proprietário Lucio. Fiquei freguês. Voltei algumas vezes. Comprei alguns livros indicados pelo livreiro. Mas na Zaccaro tem muitos trabalhos do Helio de Almeida e certo dia contei ao Lucio a minha história em busca do bom capista. Fiquei até de um dia mostrar em foto o desenho que tenho dele. Ainda não consegui fazer essa foto. O desenho esta em Campinas, numa fazenda, e não fui mais lá. Mas não esqueci da promessa. Quase um ano depois, em agosto de 2018, navegando pela internet dei de cara com a página do Helio no Facebook. Deixei uma mensagem. Agora não mais querendo uma capa, mas oferecendo meus 12 livros, com capas minhas, quase que agradecendo ele nunca ter respondido meus contatos. Também não respondeu. Escrevi um e-mail transcrevendo a mensagem do FB. Nada de resposta. O Helinho, como alguns amigos comuns o chamam, é difícil de ser encontrado, ou de responder um e-mail. A propósito amanhã conto outra história parecida.

28.8.18

Blogoditos


Crônica diária

Seis sanduíches

Para escrever sobre comida o ideal é estar com fome. Estamos aguardando uma pessoa para o almoço e estou com um apetite absurdo. E isso me faz lembrar os melhores sanduíches que comi na vida. Adoro sanduíche. Detesto que os chamem de lanche. O primeiro e o segundo não existem mais. Os restaurantes que os serviam fecharam. Pão francês com bife à milanesa do Pandóro, e sanduíches maravilhosos no Blue da rua  Haddock Lobo. Os outros são absolutamente notáveis: o de mortadela do Mercado Central em São Paulo, o de lula no Town Sandwich Co, o de pernil do Bar Estadão  e finalmente o Beirute do Frevinho, recentemente lembrado pelo Osny Silveira.

27.8.18

Ensaio fotográfico

Lara fotografa o vovô trabalhando...srsrs Agosto 2018

Crônica diária

Só acontece comigo

Sei que vão dizer que aconteceu com muitos dos meus leitores, mas duvido que tenha acontecido num espaço de tempo tão curto. Eu ia escrever sobre a escritura, aí veio o caso do crime ambiental, e não deu tempo, aconteceu o telefonema do entregador do Magazine Luiza. Vamos começar pela escritura. Vendi um terreno e tinha prazo para passar a escritura. Terreno comprado há muitos anos, achei melhor contratar um despachante para cuidar da burocracia. Vocês não podem acreditar como ela aumentou. São dezena de taxas, documentos, certidões para se lavrar e registrar uma escritura. Todos com data de validade. Se durante o período em que estiver percorrendo as dezena de repartições, órgãos e cartórios houver alguma pendência, corresse o risco de ter a validade de alguma certidão vencida. E será necessário voltar a tirar outra. Mas aí pode acontecer que o dono do cartório mate a namorada. Vai preso. O cartório circunstancialmente fica impedido de funcionar. Sua escritura atrasa mais uma semana. Isso aconteceu comigo. Mas na mesma época contrato uma engenheira florestal para fazer um Projeto de Recuperação Ambiental. Com prazos para entregar o Projeto, a mãe da engenheira morre e seu escritório fica fechado duas semanas. Na pequena cidade é a única engenheira cadastrada no órgão onde fui intimado, com prazos, a apresentar o tal Projeto. E para finalizar na mesma semana recebo uma ligação:
--Boa tarde.
--Boa tarde.
--É seu Eduardo?
--Eu mesmo.
--Sou o entregador do Magazine Luiza  e preciso confirmar um endereço. 
--Magazine Luiza? Perguntei.
--Sim Magazine Luiza.
--Mas eu não comprei nada nessa loja.
--O senhor não é o Eduardo Penteado Lunardelli?
--Sou, mas não fiz compra nenhuma nessa loja.
--Seu CPF não é 045 --- --- 00?
--É  esse mesmo.
--Eu preciso confirmar o endereço da entrega.
--Eu não forneço endereço por telefone.
--Então vou ter que devolver a mercadoria para os depósitos do Magazine Luiza.
--Que mercadoria  o senhor quer entregar?
--É uma máquina de lavar roupa, marca tal...modelo tal...
--Pode devolver para o depósito. Não fui eu quem comprou máquina nenhuma.
--Obrigado, vou fazer isso.

Continuo aguardando o despachante enviar-me a cópia da escritura. 
Continuo aguardando a engenheira curtir o luto materno.
Continuo sem saber como alguém compra uma lavadora em meu nome e CPF, e da como endereço um lugar onde nem sei onde fica. Nem eu, nem o entregador do Magazine Luiza. 
Só acontece comigo.
 Ah, tem a história do encanador, mas aí a crônica vai ficar muito longa.

26.8.18

Ensaio fotográfico

Meus personagens preferidos da TV. Foto de LARA. Agosto 2018

Crônica diária

Ainda sobre "os meios boçais"

Três domingos atrás acordei cedo sem internet no meu bairro. A informação é que estava em reparo e só voltaria as 17 horas. Como não posso deixar meus leitores sem a crônica diária não fiz barba, nem tomei meu café, e com o moletom que dormi, coloquei um par de tênis e sai a procura de um wifi. Fazia frio e chuviscava. A crônica, escrita dois dias antes, tinha um título provocativo. Estava ansioso para saber a repercussão. Isso não me acontece comumente. Postei o texto, e como era cedo, domingo, e chuvoso, na primeira hora foram poucas as visitas e só um comentário favorável. Resolvi voltar para casa, e esperar as reações quando a internet voltasse. E retornei para cama. Quebrar rotinas, e principalmente num domingo chuvoso, é uma delícia. Acordei perto das onze horas depois de um sonho. Ou teria sido um pesadelo? O cenário é de filmes do Visconti. Mesa para uma dúzia de cadeiras e nelas só senhoras vestidas de longo, numa tarde primaveril. Deveria ser um fim de almoço no campo. Ao ar livre, à sombra de uma árvore. E comecei a defender a tese de que tratava minha crônica. Aos poucos as senhoras foram levantando-se e deixando a mesa. Eu continuei meu discurso até não ter mais nenhuma ouvinte. Acordei com fome e tristeza. A noite fui conferir a audiência e constatei mais ou menos a mesma cena do Visconti no meu sonho. Falar de política no Brasil  ficou um monólogo, aborrecido e desanimador. E depois pensando por que não tinha homens na mesa do almoço deduzi que as mulheres eleitoras são muito menos "boçais" do que os que compõe o  eleitorado masculino. A crônica de três domingos atrás nominava os defensores do Bolsonaro de "meio boçais". Os que desejam contratar um miliciano para garantir a segurança de suas casas e propriedades, não se dão conta que serão as próximas vítimas desse bandido. A nossa sorte é que "meio boçais", numericamente, não elegem um presidente.

PS- Este texto foi escrito há trinta dias. Hoje já não tenho tanta certeza do que afirmo acima. A primeira cidade que o Bolsonaro visitou em campanha no interior de São Paulo foi Presidente Prudente.E não deverá ter sido por acaso.

25.8.18

Ensaio fotográfico

A capa da máquina que a LARA capta tudo que esta a sua volta, com um olhar espontâneo, enquadramento original, e interesse fotográfico ímpar.

Crônica do Alvaro Abreu



Compras na Leitão

Posso apostar que o pessoal mais novo não faz ideia do que vem a ser a loja (ou seria uma venda?) onde sempre vou quando preciso de alguma coisa fora do usual, aí incluindo cabo de enxada, preguinhos de aço ou canivete Corneta. Mesmo que não encontre o que esteja querendo, jamais perco a viagem naquela espécie de paraíso do consumo improvável e preventivo. Sou freguês do estabelecimento desde tempos bem remotos, quando o trecho norte da Leitão da Silva era calçado com paralelepípedos, tinha brejo por todo lado, algumas lojas de tinta, de material hidráulico e elétrico, além de galpões e pequenas casas. A nova loja de seu Emídio Paes deu outra vida ao lugar, atraindo compradores de material de construção. Não encontrando ali o que precisava, a gente ia na venda de seu Manoel Araújo, do outro lado da rua, um pouco mais adiante.

De lá pra cá, a loja daquele simpático português virou um shopping da construção e a outra, hoje a minha preferida, mudou-se para um galpão vizinho, bem maior, dispensou o velho balcão alto e adotou o modelo self service. Agora, o freguês encontra os mais variados e curiosos produtos, novos e usados, em bancadas e prateleiras nos corredores, fixados nas paredes, pendurados na estrutura do telhado e até mesmo no chão. Percebe-se uma boa dose de racionalidade na disposição dos estoques de pregos, parafusos, buchas, selas de cavalo, ganchos, louças de banheiro, holofotes, churrasqueiras, vassouras, marretas, tampas de bueiro e muito, muito mais.

Dia desses voltei lá para buscar um pau de enxada que o herdeiro de seu Manoel, meu colega no Irmã Maria Horta e no Salesiano, tinha me prometido. Ele, que sabe de cor o nome completo dos alunos da nossa turma e dos professores, me deu de presente seis varas bem retinhas de camará que mandou cortar no sítio onde ele cria umas poucas vacas e faz manteiga, queijo e requeijão. Com uma delas e a ajuda do simpático arco de serra já bem velho que acabei comprando por lá, fiz um grande balanço pra minha arara que, desconfiada, ainda não se acostumou com o brinquedo.  


Vitória, 22 de agosto de 2018
Alvaro Abreu
Escrita para A GAZETA

Crônica diária

Organização criminosa

Se alguém tinha dúvida de que o PT era uma organização criminosa, agora comandada de dentro da prisão, não resta mais dúvida. 

24.8.18

Uma bebida de que gosto muito, apesar de bebe-la pouco

Gim tônica. Isso para confirmar o que escrevi dia desses. Só bebo socialmente. Adoro Gim tônica, Campari tônica, cerveja e vinhos, todos, inclusive o Prosecco. Whisky não gosto.

Crônica diária

Um suspense no final

Minhas crônicas diárias que são postadas em três lugares digitais diferentes, dois blogs e na minha página do Facebook, a cada 300 são reunidas e publicadas em livro de papel por duas razões: porque gosto de livros, e outra porque desconfio que, o que esta nas nuvens, um dia pode desaparecer. Já são seis livros concluídos dos quais quatro publicados. Os outros virão em seguida, dois por ano. Acontece que estamos num ano eleitoral e o livro com as crônicas que tratam da disputa das urnas, e portanto do futuro do país, termina 49 dias antes do segundo turno dia 18 de outubro de 2018. "Cronicante" é seu título. Nele faço minhas apostas para o resultado do pleito. Com 83 dias de antecedência aposto na derrota do primeiro colocado nas pesquisas (Bolsonaro) e a vitória no segundo turno do quarto candidato nas pesquisas. Vaticino que mais uma vez a disputa será entre PT e PMDB. Só os leitores do "Oitavo", título do livro seguinte, com mais 300 crônicas, saberão o resultado. "Cronicante" termina com um suspense. O "Oitavo" com a esperança de que as urnas consagrem um presidente que corresponda minimamente com os anseios da população. 

23.8.18

Pedra na Praia do Gaia, Portugal

Minha amiga Li Ferreira Nhan fotografou e me enviou com o seguinte texto: " Vi essa pedra (na praia do Gaia, Portugal) e claro lembrei das suas montanhas." Não pode ser mais parecida. Obrigado Li. 
 Uma pedra
Uma tela

Crônica diária

Crônica sem título, por enquanto

Aos poucos as afinidades vão juntando pessoas que apesar de não se conhecerem pessoalmente passam a se interagir como amigos de longa data. O fato é que afinidades juntam as pessoas. E por elas passamos a ter admiração, respeito, e prazer em trocar informações, ideias, e conhecimentos que para os comuns dos mortais é completamente inútil.  Por circunstâncias da vida o escritor lisboeta com quem travava essas conversas se separou, passou por um longo período deprimido, e voltou a namorar uma rapariga, que não conheço. Mas nossos papos literários foram interrompidos, temporariamente, espero eu.  Neste ínterim um novo assumiu o posto e temos dado boas e gostosas risadas. E olhe que os tempos não estão para rir. Muito pelo contrário. Ele escreve, e muito bem. Cria histórias deliciosas. Às vezes, seus textos são tão elaborados literariamente, que escapa, de boa parte dos leitores, a compreensão exata. Ele, então, explica. Pacientemente. O humor é seu pano de fundo, usando da ironia, da crítica social, política e institucional, para criar situações cômicas e divertidas. Desde o título de seus textos, como por exemplo: " SUTIÃ PENDURADO NA ORELHA DO MINISTRO DA JUSTIÇA", até toda a trama desenvolvida, são usados para provocar interesse, suspense,  sorrisos e prazer literário. Não preciso dizer que estou falando do Roberto Klotz. Recentemente andamos falando da sonoridade das palavras, como esbórnia, por exemplo. E no mesmo dia recebo um e-mail de um amigo de Veneza, me saudando com um vinho local denominado Raboso. Não pude deixar de lembrar da água mineral portuguesa chamada Penacova. Há palavras absurdamente envolventes, sedutoras e amáveis. Outras desastrosas. 

22.8.18

Primeiro dia de aula em Miami

País novo, cidade nova, escola nova, primeiro dia de aula. 20 de Agosto de 2018 - Minha neta Glória.
Foto Guilherme

Crônica diária

Mais um tiro no pé

Fernando Henrique Cardoso diante do crescimento eleitoral do Bolsonaro tem dado entrevistas dizendo que se o capitão for para o segundo turno, uma aliança entre o PSDB e PT não esta descartada. Essa declaração é absurda tontice. E pior, um atestado de que esses dois partidos, que se revezam no poder há décadas, "fingindo" fazer oposição um ao outro, são farinha do mesmo saco. Dá com essa declaração arma e munição aos seus adversários. O eleitor do Bolsonaro nunca foi do PT, e muitos deles eram do PSDB. Com uma união PT - PSDB só quem ganha é o Bolsonaro, que irá abocanhar grande número de eleitores do PSDB que não admitem essa parceria, e votarão no Bolsonaro, como antídoto ao PT. Logo, FHC, mais uma vez foi infeliz, e esta dando um tiro no pé. Quanto às minhas apostas de que o Bolsonaro não chega ao segundo turno, e que lá estarão o Haddad e o Geraldo, apesar de cinquenta dias antes do pleito, as pesquisas demonstrarem o contrário.

21.8.18

Ensaio fotográfico

Lara fotografa o que mais gosta de ver na TV - Agosto 2018

Crônica diária

Japoneses criativos ou o out door no sovaco

Dizia-se que os japoneses não eram criativos. Uma empresa de publicidade japonesa Waki Ad Company esta selecionando modelos femininos por 10 mil ienes por hora (R$355,00) para se exporem nos meios de transporte público segurando a argola de apoio, acima da cabeça, e exibindo um adesivo nas axilas. O produto que anunciam é do fabricante de cosméticos Himecoto, que entre outros produz um clareador para axilas. É uma estratégia de marketing no mínimo inovadora.

20.8.18

Bolo de aniversário

 Bolo feito em família, para um triplo aniversário.
 Quatro anos da Lara, 36 da Marininha e 60 da Telma
Parabéns para as três

Crônica diária

Absurdo de engraçado

Abusando do direito de plagiar o Ruy, uso aqui, como título, a palavra absurdo para adjetivar engraçado. Nos tempos atuais nem palhaço consegue fazer graça. No máximo um humor negro. Minha querida amiga e leitora Ana Maria, disse num comentário, que "adorava minha veia cômica apurada". Eu cômico? No máximo, e exagerando, sou bem humorado, ou me esforço em parecer. O mundo mudou, e no Brasil as coisas degringolaram. Há um absurdo mau humor reinante. Implantou-se um estado belígero entre gêneros. Entre classes sociais. Entre religiões. Entre ideologias. E tudo regido pelo famigerado: "politicamente correto". Uma bobajada absurda.

19.8.18

Blogo Ditos


Crônica diária

Moral e cívica

Mario Pucci escreve no FB lembrando-me que há 60 anos fomos colegas no Dante. Nas minhas contas faz mais de sessenta, mas não importa. Lembro perfeitamente do Mario e de muitos outros que nunca mais vi. E foi por conta desse lembrete que me veio à memória uma fala da Dona Rosa, minha  professora do primeiro ano primário. Todos nós de calça curta, meia branca e sapato da Casa Toddy, gravata azul e camisa branca, ouvimos, incrédulos, que poderia estar ali, naquela classe, um futuro presidente da república. Ainda não aconteceu. Nem daquela longínqua sala de aula, nem de nenhuma outra em que estive presente. Mas foram contemporâneos meus, no Dante, gente que esta no poder, como o Aloisio Nunes Ferreira, Ministro das Relações Exteriores, e outros que são cogitados para comporem chapa de vice presidentes da república, como o jurista  Miguel Reali Jr. Mas chegar à presidência ainda não chegaram. Pudera, nos últimos anos, escolaridade e boa formação moral e cívica não tem sido o principal requisito para o ocupante do mais alto cargo da nossa República.  

18.8.18

MYRA LANDAU no SESC Pinheiros- SP

 Ritmo triangular - MYRA LANDAU - 1974

Sesc Pinheiros - SP -Brasil - Exposição O OUTRO TRANSATLANTICO - Tela de Myra Landau
Foto de Paula Canto. Na foto o autor do blog . 16/08/2018

Crônica diária

O som, o tom, e o peso das palavras

Tem palavras na nossa língua que tem peso, som e tom independentes do seu significado. Ou as vezes até diverso do seu sentido. Como por exemplo "galhardear". Foi a minha leitora Vera Albernaz quem usou-a num recente comentário: "Maravilhoso o seu poder de galhardear!". Fico honrado com o elogio e sugiro aos meus leitores procurarem saber o significado. Outras são  "jatobá", "tamarindo", e "ramalhete". Minha paixão sobre essa ultima vem de longe. Achei-a nas colunas sociais do Tavares de Miranda. Era o nome de um sítio do Carlinhos Salem. Tomei o nome "emprestado" e batizei uma área de terra que comprei junto a uma propriedade que tive em Itapura. Ramalhete é por tudo uma palavra completa. Som tom peso e significado. Ita, do guarani, que significa pedra, também deu em nossa língua centena de boas combinações. Flamboaiã (do Francês),  torniquete, maçaranduba, goiabada, forquilha são outros bons exemplos. E quem fez bom uso disso foi Gilberto Gil.

17.8.18

Campanha do photoshop

Ciro Gomes e Pablo Vittar
A VERDADEIRA KATIA ABREU

Crônica diária

Falta de sorte

Com exatos dez dias entre um voo e outro, ambos pela Avianca, com destinos trocados, voei na mesma aeronave, e por coincidência no mesmo acento. 3D. Na frente e corredor. E não fui eu quem escolheu, uma vez que na compra pela internet, muitas vezes as companhias não nos dão essa opção. Foi o atendente dos aeroportos de Guarulhos e de Florianópolis que escolheram respectivamente meus acentos. Na ida o comissário solicitou-me trocar de lugar para não separar uma família com crianças. Aceitei e a única poltrona vaga era a 3D. Ao tentar reclinar a poltrona, assim que isso foi permitido, notei a falta do botão para fazê-lo. Não reclamei. Usei minha quota de resignação e gentileza por uma boa causa. A união de uma família. E não é que na volta me coube exatamente o mesmo assento? Distraidamente aperto o lugar do suposto botão e meu polegar entra pelo braço da poltrona. Achei graça, e mais uma vez, resignado, não tentei mudar de lugar. Poderia ofender uma crente sentada ao meu lado, no banco do meio, com uma velha e grossa bíblia no colo. Recitava os salmos em voz baixa, mas audível. E na janela, outro passageiro, esse funcionário da companhia, com um pequeno livrinho do Novo Testamento. Em tão boa companhia, não seria justo abandona-los só pela falta de um botão. E o voo era curto.

16.8.18

Uma campanha de photoshop


Adivinhe qual é a verdadeira.

Crônica diária

"As cartas para um Ladrão de Livros"

Vi pela TV um curta sobre o nosso "Ladrão de livros" brasileiro. Peguei no meio o documentário dos diretores Carlos Juliano Barros e Caio Cavechini sobre Laércio Rodrigues de Oliveira. O curta  cinematograficamente é muito bom. O que mais me chamou atenção foi a forma precisa e correta como o criminoso se expressa. Falando ou escrevendo, tem um português muito acima da média. Aliás, ele mesmo critica o analfabetismo das populações carcerárias por onde andou. O que me chocou foram suas constantes referências ao seu marido. Ele, um homossexual assumido, sem os detestáveis trejeitos femininos, fala do seu marido com a maior naturalidade. E conta que ele também cumpre pena no complexo prisional. E confessa que tem coração fraco e se apaixona por qualquer "bofe". Esses detalhes, ditos com a maior crueza e honestidade, me chocaram mais do que o fato do bandido roubar livros, bibliotecas, e gravuras raras. O documentário, no meu caso, cumpriu o seu papel. Mostrou com realismo o submundo da rapinagem em sebos, bibliotecas e museus. No dia seguinte estou a bordo de um avião no aeroporto de Florianópolis e minha poltrona que é umas das primeiras, no corredor pude testemunhar  a entrada de uma comissária de bordo de folga, loira, linda, bem vestida, e que apresenta aos tripulantes, seus colegas, o filho de oito anos, e o seu "ESPOSO". Meu deus. Até o "Ladrão de livros" se refere corretamente ao seu marido. Ela, apesar da beleza, e da profissão, ainda não aprendeu que tem um MARIDO e não um "esposo". Falta leitura. A porta da aeronave fechou no horário previsto.

15.8.18

Blogo Ditos


Crônica diária

Caindo na real

As eleições de outubro se aproximam e temos que nos contentar com a realidade. Nenhum dos candidatos com chances de ir para o segundo turno é um verdadeiro líder, um estadista, um político capaz de empolgar as massas e de se eleger com cacife suficiente para promover as reformas que o país demanda. Esse é o fato concreto com que temos que lidar. Não será ainda desta vez que o Brasil retornará sua rota de desenvolvimento. Não será com os políticos que aí estão que faremos as reformas, sem as quais não haverá saída. Diante desse quadro nos resta optar por quem menos prejudique a nação. Devemos estar preparados para enfrentar o mesmo de sempre por mais quatro anos. Depois disso, só Deus sabe. 

14.8.18

Blogo Ditos


Crônica diária

Terra e mulher

Leio pela segunda vez o Ruy Castro falar mal da honorabilidade do jornalista David Nasser que segundo ele próprio diz " era o mais famoso do país". Mas acrescenta: "não o mais honesto". O que terá feito o Nasser que eu não sei? O que sei e posso contar é que trabalhou para os Diários Associados  e escrevia um artigo de página dupla no "O Cruzeiro", revista semanal mais importante da época. Ser empregado do Assis Chateaubriand não deveria ser fácil, mas daí chama-lo de desonesto...
Certa vez procurei-o e me recebeu em seu apartamento no Rio. Levei um susto ao perceber que o jornalista de tão belas letras era gago.  A conversa com ele foi sobre pecuária. Quando soube que eu havia comprado e pago uma fazenda e o vendedor só iria entrega-la alguns meses depois me censurou: "mulher e terra é de quem esta em cima."

13.8.18

Myra Landau em São Paulo

O OUTRO TRANS-ATLÂNTICO - Exposição e atividades integradas. saiba mais

Exposição
Com curadoria de Marta Dziewanska, Dieter Roelstraete e Abigail Winograd, a mostra foi organizada pelo Museu de Arte Moderna de Varsóvia em 2017, tendo passado pelo Garage Museum of Contemporary Art em Moscou em 2018.
A exposição examina um breve momento, embora historicamente significativo, na era pós-guerra, quando artistas da Europa Oriental e América Latina compartilharam um entusiasmo por Arte Cinética e Op Art. Essa tendência representou uma alternativa e um desafio para o consenso crítico da arte dominante no Atlântico Norte. Enquanto o Expressionismo abstrato, a Arte Informal e a Abstração lírica reinavam supremos nos centros de arte estabelecidos de Paris, Londres e Nova York, um capítulo distinto da história da arte estava sendo escrito, ligando os pólos de Varsóvia, Budapeste, Zagreb, Bucareste e Moscou com Buenos Aires, Caracas, Rio de Janeiro e São Paulo.
Uma rede de práticas artísticas foi forjada, seus artistas se comprometeram com um conjunto inteiramente diferente de questões estéticas surgidas no contexto de realidades políticas e econômicas análogas. O florescimento da Arte Cinética e da Op Art nessas regiões foi, em grande parte, uma manifestação de fascínio pelo movimento, seus efeitos estéticos e as oportunidades dinâmicas que gerou, criando novas possibilidades para o engajamento do público.
Desde modo, a mostra apresenta obras de mais de 40 artistas e coletivos vindos de ambos os lados do Atlântico, apresentados em uma narrativa que reflete fatos comuns entre seus interesses e intuição criativa.  Através de um foco em arte que ultrapassou objetos estáticos e definições claras do papel do artista, o caráter de uma obra de arte e o papel do espectador, a exposição tenta reescrever um capítulo marginalizado da história da arte após a Segunda Guerra Mundial através da uma perspectiva geopolítica diferente.
Em São Paulo, a mostra organizada pelo Sesc SP, em colaboração com o Museu de Arte Moderna da Varsóvia, com o Museu de Arte Contemporânea GarageInstituto Adam Mickiewicz e com a Casa Sanguszko de Cultura Polonesa, seleciona além das obras originalmente apresentadas em Varsóvia e Moscou, um maior número de obras de arte da América Latina, tendo contado com a colaboração da pesquisadora Ana Avelar.
 
Local: Espaço Expositivo (2º andar).
Livre. Grátis.

Imagem: Vladimir Akulinin Black Spiral, 19672017
metal, thread, 61 x 26 x 22 cm
Cortesia do artista
Foto: Franciszek Buchner

Esta exposição é uma realização do Sesc em São Paulo em parceira com o Museu de Arte Moderna da Varsóvia, o Instituto Adam Mickiewicz e com a Casa Sanguszko de Cultura Polonesa.

Crônica diária

Os dois bares da minha vida

Não vou dizer todos, porque certamente um ou dois cronistas, neste mundo, também não beberam. Eu sou um deles. Nunca bebi e não tenho histórias de bar para contar. Não foi por virtude. Foi por incompetência, mesmo. Ruy Castro parou de beber aos 40 anos, em 1988. Ernest Hemingway bebia em dois bares de NY, Madri e Paris. E quase todos escritores tem histórias relacionadas aos seus bares. Na minha vida frequentei, sem beber, dois bares. O Silvio´s na avenida Angélica, onde ia jantar depois das aulas. O Fernando Azzi era frequentador assíduo. No Plano´s ia por duas boas razões: era o melhor bar da época, e era da minha sogra Sylvia Kowarick. 

12.8.18

Blogo DITOS


Crônica diária

O ciclo completo

Hoje ao colocar uma página de revista, dessas que oferecem a bordo dos aviões, para atiçar o fogo da minha lareira, constatei que estava prestes a completar um ciclo perfeito. Da semente de uma planta nasce uma árvore, de sua polpa se fabrica o papel, e dele uma página colorida de revista. Ao queima-la, suas cinzas, com as da madeira queimada, voltam para a terra do jardim, onde novas sementes se tornarão árvores. Se tiverem sorte, páginas coloridas de revista. 


11.8.18

BLOGO DITO


Crônica diária

 Financiamento público de campanha

O André, filho de um primo, economista,  com viés visivelmente socialista, não concorda com o partido NOVO 30 no item financiamento publico de campanha. O partido é contra. André argumenta que sendo assim nenhum pobre se elegeria. Quero ponderar com o André que nosso congresso esta repleto de gente que se elegeu pobre para se enriquecer.  E estão milionários. E estão na Lava Jato. Ser pobre não é a melhor condição para um indivíduo seguir a carreira de político. É preciso ser idealista, preparado, competente, experiente e se possível muito rico. Assim eram os políticos de antigamente. Entravam ricos na política e dela saiam pobres. Assim são em muitas democracias mundo a fora. Concordo com o André que o Novo 30 peca por ser muito elitista. Faltam mulheres, negros e japoneses em seus quadros. Mas não necessariamente pobres.

10.8.18

Revendo os Blogo Ditos


Crônica diária

 Eu conheci
 
Eu conheci algumas figuras públicas que viraram nome de rua e avenida. Vi Getúlio Vargas uma vez na vida, numa aparição no Parque da Água Branca, em São Paulo, quando com meu pai e meu irmão Paulo, visitávamos uma feira pecuária. Lá estava ele com seu charuto e o guarda costa Gregório. Conheci Vinicius de Moraes, Prestes Maia, Carlos Lacerda, Antonio Carlos Magalhães, Adhemar de Barros, Laudo Natel, para ficar só nos falecidos. Mas tenho um especial orgulho de ter conhecido um escritor que é nome de rua no Rio. Eu era Presidente do Grêmio Literário Machado de Assis, e fui ao Rio convidar Marques Rebelo para fazer uma conferência no Colégio de Cataguases. Convite aceito recepcionei-o no evento. E dessa rua tenho orgulho de ter conhecido o homenageado.

9.8.18

Luiz Vita - A viagem imóvel

[latifúndio digital]

[começou a nos acompanhar o artista plástico Eduardo P. L., de Imbituba, Santa Catarina, que é também frequentador do blog da Lina Faria, Não Lugar. Comecei a escarafunchar em seu perfil e descobri que ele é um latifundiário digital: tem 18 blogs! Até onde eu contei e pode ser que eu tenha contado errado, porque jornalista não é bom de matemática. Vai demorar um tempinho para eu visitar todos os blogs e fazer comentários, mas até onde pude ver, fotografia e artes plásticas são os temas mais frequentes. De todos, naveguei mais pelo Varal de Ideias (agora sem acento) e O Último Blog. Agora somos 14 viajantes e eu nos remos.]

Meu caro EX-CRITOR, faço parte com muito prazer destes 14 viajantes e tenho certeza seu blog, logo mais, terá centenas ajudando a remar!
Acho que são mais de 18, mas nem eu sei bem!!!!Quantidade não é diretamente proporcional à qualidade, muito pelo contrário. Mas tenho mania por "PALAVRAS", e quando gosto de uma, logo imagino um blog com ela no trítulo. Depois é que penso no assunto ou tema para o blog! E assim vamos...
Mas para facilitar sua pesquisa no "blogfundio", recomendo especialmente o Varal ( o primeiro, e pai dos outros), O Último blog, que já conhece, o DROPS AZUL ANISS para desopilar, e a VÍTIMA DA QUINTA, onde uma vez por semana uma FOTO DO PERFIL vira caricatura! Cuidado, você pode ser uma delas!
Não posso deixar de recomendar o QUEM CONTA UM CONTO AUMENTA UM PONTO, por ser um blog de literatura, e que desde já espera pela sua colaboração!
Paro por aqui, e desejo muito sucesso ao seu blog! Agradeço a postagem, que tomarei a liberdade de repercuti-la no Varal, o que certamente trará mais uns poucos remadores...srsrs

Forte abraço, E.P.L.


Eduardo,
Você foi uma ótima aquisição pro nosso barco. Parece ser um homem forte, o que será bom para poupar dos remos as mulheres que aqui estão e são maioria.

É incrível como vamos conhecendo gente nova a cada dia com um clik do mouse e elas nos trazem tantos presentes sem ao menos nos conhecerem. Mas parece que são amizades antigas, de infância. Os encontros aqui parecem reencontros. É como se desde sempre nos conhecêssemos.

Vou entrar em todos os seus blogs, principalmente o Varal e o literário, para descobrir as novidades do seu mundo.

Obrigado pelo texto carinhoso.
Abração, Luiz Vita

Crônica diária

"Trisal" deixa o Brasil

Passava pouco das sete da manhã quando o telefone tocou.
Quem será tão cedo?
Era o Leonardo, e foi logo perguntando;
--Você viu a Folha de hoje?
--Não, o que conta?
--Mais de um quarto da primeira página com foto de um "trisal".
--Tri...o que? Perguntei, sem entender.
--Trisal. Não sabe o que é?
--Entendi trigal, mas trisal não tenho ideia.
--Pois então veja e leia a Folha. Depois escreva sobre. E bateu o telefone. O Leonardo tem dessas coisas. Já estou habituado. Somos amigos há mais de cinquenta anos.
As dez da manhã já estava com o jornal e a matéria de primeira página sobre o "trisal".
Trisal, fiquei sabendo é a união de três pessoas que vivem em família. No caso presente Rafael, Luiz Carlos e Kelly tem uma filha de seis anos chamada Maria Luiza.
Por que viraram notícia?
Porque estão se mudando para o Uruguai. Inconformados com as leis e governo brasileiro que não aceitam o trisal como união legal. Em que pese toda a estranhice em se registrar uma criança com dois pais e seis avós, a inusitada família quer ter todos os direitos legais no caso de herança e aposentadoria. O caso em tela, e não é o único, segundo o jornal, difere da velha e decantada ménage à trois, tão explorada na literatura, cinema e na vida real. Não é um relacionamento esporádico e experimental. Não é um relacionamento entre dois casais, conhecido como suruba. O trisal da matéria esta junto há onze anos. 
Pronto, atendi ao desejo do Leonardo, sem emitir minha opinião sobre o jornal ter dado o destaque que deu, nem ao estilo de vida do trisal.

8.8.18

Ensaio fotográfico

Lara em Agosto voltou a fotografar para manter este blog atualizado. Cada dia mais criativa, mais segura e mais rápida.

Crônica diária

Egon-Schiele - Morte e Donzela

Fazia um tempão que eu não ia ao cinema. Muito menos na seção das 15:50. Como a Paula minha mulher tinha um outro compromisso fui só. Tudo muito estranho para um cinéfilo como já fui um dia. Não comprei pipoca, de vergonha. Mas o cheiro dela nos corredores do cinema me deram água na boca. Primeiro dia, do lançamento do filme sobre o artista que tanto admiro Egon-Schiele. Ao morrer aos 28 anos de idade deixou 300 telas e milhares de desenhos e esboços. Foi preso, acusado de pedofilia e imoralidade em 1912. Como a maioria dos grandes artistas não viu sua obra sendo reconhecida. Hoje vale milhões de dólares. Todos os atores estão muito bem no papel. O diretor captou perfeitamente a época em que viveu o artista. As duas únicas e rápidas aparições do ator que representa Gustav Klimt enriquecessem o filme. As modelos do artista são lindas. A paisagem e cor do filme remete à obra de Egon. Tudo perfeito. "A arte não pode ser moderna, a arte é eterna".  Na saída do cinema comi um misto em pão francês, com chocolate quente, no inverno paulistano. Era uma tarde/noite de quinta-feira.

7.8.18

Gloria na piscina pública de Miami

Foto do pai Guilherme. Agosto, Miami, 2018

Crônica diária

Coisas do passado

Dia desses comentei com minha prima e leitora assídua, que usar relógio no pulso direito, no caso de mulher, era uma demonstração de que ela era lésbica. Minha prima nunca soube disso, e usava para não ser roubada quando dirija. Mas tudo isso, acredito, faz parte do passado. Antigamente homem não usava brinquinho. Depois começaram a usar e os homossexuais usavam numa determinada orelha. O escritor Caio F. usava na esquerda. Mas hoje em dia tem homem usando nas duas. É como tatuagem. Antigamente só marinheiro e puta. Hoje virou o que virou. O mesmo se pode dizer de calças rasgadas. Com remendo só em festa junina, e agora quanto mais estraçalhada estiver, mais cara, e mais cobiçada. E até gente do sexo, originalmente masculino, anda de jeans furado. Mas meu comentário sobre o relógio no pulso direito, foi a propósito de uma constatação que fiz, numa fila de teatro de um show da Betânia. Isso há mais de trinta anos. Da bilheteria até o fim da fila tinha meio quarteirão de gente. E perdi a conta de "mulheres" com relógio de pulseiras de couro, largas como munhequeira, no punho direito. E claro, o relógio era apenas um pequeno detalhe de tudo que usavam. E as diferenciavam, inequivocamente, das outras mulheres. E demonstravam suas preferências sexuais. Mas isso tudo é coisa do passado.

6.8.18

Ensaio fotográfico

Rabiscos poreto e amarelos, em foto da Lara. Julho 2018

Crônica diária

 Viver e aprender


Tudo começou um dia antes. Paula minha mulher que faz joias como hobby informou-me que no dia seguinte teria que almoçar mais cedo porque iria com a Odete, que pratica o mesmo hobby, comprar marcassita no centro da cidade. Suspeitei tratar-se de alguma coisa relacionada às joias que faz com grande afinco. E mostrou-me um anel de prata com centena de minúsculos pontos brilhantes. e que eram as marcassitas. Como são minerais colados, com o uso alguns se perderam. Iria no centro da cidade comprar a reposição. Agora imaginem vocês uma cabeça de alfinete. Cabeça pequena de alfinete, e divida-a por três. Talvez as marcassitas ainda sejam menores. Coisa para trabalhar com lentes, pinças, e mão firme. No dia seguinte almoçou correndo para encontrar a Odete e foram às compras. Pelo tamanho minúsculo do mineral imaginei que no máximo levariam uma hora. Levaram quatro. Cada minúsculo mineral é medido e contado um a um. E claro, já que estavam na rua que congrega as melhores lojas do ramo, as duas fizeram umas comprinhas extras. Eu com isso fiquei sabendo que marcassita é um mineral de sulfato de ferro (FeS2). É polimorfo ortorrômbico da pitita. Com dureza 6-6,5 e com peso específico 4,8 - 4,9.Ccristaliza no sistema ortorrômbico e possui brilho metálico e opaco. Perceberam?

5.8.18

Nosso candidato a DEPUTADO FEDERAL

O ex ministro da Agricultura Roberto Rodrigues e nosso candidato a DEPUTADO FEDERAL pelo partido NOVO 30 Eduardo Novaes

Crônica diária

Não vai haver "meio boçais" suficientes

Oitenta e três dias do segundo turno das eleições o quadro começa a se definir. Arrisco aqui, e por escrito, para não dizerem que eu não disse, o que vai acontecer nesse pleito. Sem nenhuma cartomancia. Desculpe-me os distraídos e desavisados. Os outsider da política já evaporaram e os velhos profissionais vão se pondo em ponto de largada para a corrida eleitoral. Uma campanha para presidente não é coisa para amadores. Nunca foi. E não será. Dito isso temos que nos contentar com a realidade. Parar de sonhar. Não sou eu quem digo, mas é o jornalista Reinaldo Azevedo, citando o general Hamilton Mourão, insuspeitos, portanto, que considera os eleitores do Bolsonaro "meio boçais". Mas ele que aparecia, até aqui, bem nas pesquisas, enquanto seu opositor hipotético seria o Lula, preso e condenado, despenca e não chegará, em hipótese nenhuma, no segundo turno, por uma simples razão: não há "meio boçais" suficientes para elege-lo. Não haverá a desejada renovação no congresso. Irão para o segundo turno o candidato que o PT indicar, seja ele quem for, por absurdo que pareça, e o Geraldo Alckmin com a Ana Amélia como vice. O Geraldo vencerá por folgada margem.  

4.8.18

Gloria cheia de cores

Com foto do Guilherme, pai, a Gloria, minha neta, em Miami. Agosto 2018

Crônica diária


A tela da Clotilde


Quando eu era jovem. e pintava, adorava ver revistas de arquitetura e decoração internacional e o que as pessoas, ao redor do mundo, andavam pendurando nas paredes. E invejava os autores das obras. Imaginava um dia ter uma das minhas telas numa foto de revista. Um dia desses encontrei uma tela minha na parede, ao fundo da foto do perfil da Clotilde, minha prima. Foto em preto e branco, mas onde a tela era perfeitamente reconhecível. E a lembrança desse meu desejo veio de imediato. Não era uma revista, muito menos a cores, mas o prazer foi o mesmo. E foi preciso ter passado vinte anos de quando a tela foi pintada (1998) para acontecer. Na verdade não aconteceu nada, a não ser eu ter reconhecido uma tela minha na casa de uma parenta. Mesmo assim, foi muito bom.

Comentários que valem um post

João Menéres disse...
Não é um género de fotografia muito fácil.
Mas a Lara promete e muito !


sexta-feira, 3 de agosto de 2018 05:26:00 BRT
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3.8.18

Ensaio fotográfico

Lara e suas balinhas de goma. Num feliz enquadramento. Julho 2018

Crônica diária

Manias

Minha ex-vizinha de bairro, que conheci no Rio Negro, navegando entre flora e fauna amazônica, Cassia Rocha, mudou-se para Toronto. Como já dizia o sábio Carlito Maia, "as cidades grandes afastam os amigos e unem os bandidos". Enquanto a Cassia morava aqui do lado nunca tivemos tempo e oportunidade de tomarmos um café. Cobrávamos mutuamente essa hipótese, que nunca passou de hipótese. Hoje, ela morando em Toronto, esses encontros parecem até mais possíveis. E quanta coisa tínhamos, em comum, para conversar. Por exemplo, ela disse não poder viver sem buchas e parafusos, e já tem seus cupinchas fornecedores na capital canadense. Minha mulher e eu também temos caixas de ferramentas, e outras tantas caixinhas e potinhos com parafusos, porcas e arruelas de todas as espécies. Não é possível viver sem uma boa ferramenta e alguns parafusos. 

2.8.18

Ensaio fotográfico

Lara e o pé do primo Nicolas. Julho 2018

Crônica diária

Para fugir do estresse

Maria Angela, amiga do Ruy Castro, é produtora de teatro e se viu numa situação nada incomum na sua profissão. A menos de duas horas da estreia é informada que o ator levou um tombo no banheiro, esta todo inchado, e cheio de pontos no rosto. Um detalhe, a peça era um monólogo e o ator era tudo. Espetáculo cancelado. Maria Angela adotou um antídoto contra estresse. Nesses casos e antes que seus nervos estourem, ela vai ao cinema. Eu conheci um ex-governador do Paraná que fazia a mesma coisa. Quando os "pepinos" em suas empresas, ou no governo eram preocupantes, independente do horário, ia ao cinema. Muitas vezes nas matinês.  

1.8.18

A fotógrafa de batom

Lara, Julho 2018

Crônica diária

Abordo com Callado

O Ruy tem dessas. Foi na crônica saborosa como goiabada com queijo, abacate com mel, ou papaia com açúcar que li: "Antonio Callado era um absurdo de agradável." Pode ter expressão mais apropriada para expressar o quanto uma pessoa é agradável? Mas se usa pouco, ou não existem tantos que a mereçam. Usamos a palavra absurdo para qualificar desgraças, preços e tamanhos. Nunca a respeito de quanto a pessoa é  afável, ou simpática. Absurdo de caro. Absurdo de fundo. Nunca absurdo de agradável. Mas o Ruy Castro tem dessas.

Comentários que valem um post

João Menéres disse...
O normal seria fotografar a bicharada do lençol virados para a camera, mas a Lara não hesitou e fotografou ao invés e com isso conseguiu um efeito que nos surpreende e desperta ainda mais a nossa atenção !
segunda-feira, 30 de julho de 2018 04:52:00 BRT
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AS POSTAGENS ANTERIORES ESTÃO NO ARQUIVO AÍ NO LADINHO >>>>>

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Falaram do Varal:

"...o Varal de Ideias é uma referência de como um blog deve ser ." Agnnes

(Caminhos e Atalhos, no mundo dos blogs)

..."parabéns pelo teu exemplo de como realmente se faz um blog...ou melhor tantos e sempre outstandings...".
(Vi Leardi )

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