Crônica diária
Velhos e novos cronistas
Sinto muita saudade das cronicas singelas, e simples que marcaram Rubem
Braga, Fernando Sabino, Luis Martins e outros de sua geração. Acho que
encontro um pouco desse lirismo doméstico, dessa abordagem direta com as
coisas simples e comuns, do dia a dia, nas crônicas do Ruy Castro.
Rubem Braga deixou um herdeiro que escreve no mesmo estilo, seu sobrinho
Alvaro Abreu. Eles não complicam, não ideologizam, não inventam. Os
antigos falaram com poesia sem pedantismo. Eles criaram imagens
modernas, que se tornaram eternas. Eles inventaram a cordialidade na
prosa. Eles são inimitáveis. Seus assuntos eram passarinhos, pedras e
caminhos. Adoraria poder continuar escrevendo com o sabor, com a leveza,
e com o dom dos velhos cronistas. Ou dos novos, como o Alvaro e o Ruy,
que os puxaram.

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