Crônica diária
Ruy e a mochila
Meu cronista favorito Ruy Castro escreveu na Folha uma deliciosa
descrição de um indivíduo com boné ao contrário, uma enorme mochila nas
costas e todo desconforto que produziu ao entrar no corredor do avião e
sentar na poltrona da janela, passando por outras duas, sem tirar a
dita. E faz umas brincadeiras com a física, onde há leis que rezam que
dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço. A mochila e o indivíduo
contrariaram essa regra. Mas o fato que quero ressaltar, e me alegrou
muito, foi de que não só eu quem tem implicância com essas enormes
mochilas. Seus portadores não se dão conta de que elas vão batendo no
que encontram pela frente, a cada movimento que seus portadores fazem. E
muitas das vezes é na minha cabeça, no meu nariz, e no meu ombro. E não
adianta olhar feio. O cara esta de costas e é muito maior do que a
gente. E como supõe o Ruy devem levar bigornas nessas enormes mochilas.

Um comentário:
Egoístas, malcriados e insuportáveis à vista.
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