Crônica diária
Os bastidores de uma grande história - Segunda parte
Como anunciei ontem, hoje lhes conto a história do The Cat do livro da
Sophia Loren. É preciso que se diga que é tudo absoluta verdade, nada é
ficcional. Em 1960 Sophia estava filmando na Inglaterra "Com milhões e
sem carinho" com Peter Sellers. Depois de uma noite no Hotel Ritz, onde
deixava o porta-joias no cofre, foi hospedar-se com seu stafe, num
cottage dentro do Conecty Club de Hertfordshire. Basílio e Inês, Lívia a
cozinheira, e a cabeleireira ficaram no andar térreo. Os aposentos de
Sophia no primeiro andar num amplo quarto e closet. Basílio chegou a
solicitar um guarda noturno, mas o secretário do club respondeu:
"Estamos na Inglaterra, e não em Nápoles. Não há com que se preocupar".
Seus assistentes ficaram vendo TV e Sophia foi apanhar o marido Carlo
Ponti no aeroporto. Quando voltaram ela se deparou com a porta do closet
e do terraço abertas. Descobriram que todas as suas joias haviam sido
roubadas. O fato foi fartamente noticiado pela imprensa mundial. A Scott
Yard chamada imediatamente nunca conseguiu prender o ladrão. Passados
muitos anos, e o crime prescrito, Sophia recebe uma carta assinada "The
Cat", identificando-se como o ladrão. Esses são os fatos que a própria
Sophia narra em sua autobiografia "Ontem, hoje e amanhã" que li. Por que
fui me interessar por esse crime quarenta e oito anos depois? Em
Março, depois de um almoço em casa, minha sogra, que esta com mais de
oitenta anos, e gosta de contar histórias do passado, e da cidade onde
moravam, no interior de São Paulo, me contou o que lhes contarei amanhã.

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