Crônica diária
Vitrines
Ontem comentei sobre os três ramos de lojas que gosto de visitar. Mas
minha mulher lembrou-me das vitrines que mais me atraem. E ela tem
razão. Dos três ramos citados as vitrines não me dizem nada. Mas adoro
as vitrines das relojoarias.Nunca entro para comprar. Relógio, hoje em
dia, é uma inutilidade completa. Concordo. Tem relógio nos celulares, no
carro, e em toda parte, mas no meu pulso esquerdo habituei a usar um, e
sem ele me sinto nu. Nada de marca desde que fui assaltado e levaram o
meu querido Rolex. No ultimo assalto, em Setembro de 2012, sempre sob a
mira de um 38, me levaram um Tissot com fundo do mostrador preto, que
herdara do meu pai, e que parecia um Rolex. Disse na época que não
usaria mais relógio. Não resisti. Tenho Swatch de plástico e de poucos
dólares e um que ganhei do meu filho, já mais sofisticado.Tenho outros,
Suíços finos como uma moeda, quadrados, retangulares, e algum até com
cronômetro. Adoro relógios. Meu pai também gostava, e dele herdei um de
bolso, retangular, que dava corda ao abrir e fechar uma capa metálica.
Tem o tamanho e aparência de um isqueiro Zippo. Coisa que também todos
tivemos um dia, e não se usa mais. Não se usa mais fumar, nem camisa com
abotoadura. O que não quer dizer que não tenha quem não fume, use
abotoadura e relógio no pulso.

Um comentário:
E é o meu caso, Eduardo.
Depois de alguns períodos (até longos sem fumar ), continuo a fumar.
Nos meses de estio, se uso frequentemente um pólo, não deixo de vestir uma camisa com botões.Não visto uma camisa florida, mas posso servir-me de uma camisa lisa com cor menos convencional.
E relógio de pulso não dispenso, se bem que o monitor do Mac me diga num relance as horas, os minutos e os segundos com enorme rigor.
Jeans quase não uso e nem pensar um dia enfiar uns esburacados e todos esfarrapados.
Na cabeça, nunca enfiei um chapéu ou um boné !
Postar um comentário