30.6.18
Crônica diária
Reputação de juiz
No Brasil, porque não sei fora daqui, juiz nunca teve boa reputação.
Refiro-me aos juízes de futebol. Suas mães são lembradas em quase todas
as partidas em que atuam. Correm tanto quanto qualquer jogador em campo,
suam a camisa, são agredidos fisicamente por alguns jogadores, e
vilipendiados por milhares de torcedores em todas as partidas. FDP dito
com todas as letras: FILHO DA PUTA em uníssono coro é uma constante.
JUIZ LADRÃO é outro mimo que os torcedores não deixam de relembrar. Uma
constante nos estádios. Só comparável às vaias que a Dilma andou levando
no fim de seu desgoverno. A fama dos juízes foi ficando tão absoluta e
negativa que nesta copa na Rússia estrearam a arbitragem de vídeo. Nem
assim livraram a cara dos que apitam. Só aumentaram o número de filhos
das prostitutas. E para rematar o tema, não posso de deixar de comentar
que os onze do STF a cada dia tem mais semelhanças com os juízes de
futebol. Pelo menos no desprezo e desrespeito que estão angariando na
sociedade. O Ministro Gilmar Mendes, por exemplo, é chamado de
"marginal" com todas as letras, por Modesto Carvalhosa, segundo O
Antagonista. Essa é a sina dos juízes, que fazem por merecer a
rePUTAção.
Crônica do Alvaro Abreu
Futebol e eleições
A Copa do Mundo não deveria apresentar muitas surpresas. Muito embora grande parte das seleções esteja apresentando desempenho acima da média, até a eliminação da Alemanha, estava fácil prever as que chegariam às semifinais. É que além de bom futebol, o preparo psicológico e a experiência de participar de jogos decisivos são requisitos altamente relevantes na busca por vitórias. A genialidade, a sorte e a ajudazinha de juízes, em que pese a inovação que possibilita a análise posterior dos lances, também são fatores determinantes de resultados a favor dos melhores, dos mais espertos, dos mais fortes. O fato é que as equipes da Itália e dos USA foram eliminadas ainda nas eliminatórias e o pessoal do Panamá foi jogar nos gramados da Rússia.
Muitos desses fatores e acontecimentos próprios das disputas nos gramados também deverão estar presentes nas próximas eleições. Por enquanto, o que se vê é muito barulho, jogo de cena e muita movimentação nos bastidores. É de se esperar que encerrada a participação da seleção canarinho no certame, a eleição para escolha do futuro presidente passe a ser a bola da vez. Embora totalmente improvável, seria muito bom que se instaurasse um ambiente propício ao debate entre candidatos sobre o que deve ser feito para tirar o país do atoleiro em que se encontra. Já foi o tempo em que eu era otimista com o poder das eleições, talvez porque acreditava que candidatos e partidos pudessem estar realmente comprometidos com mudanças e melhorias.
Agora, olhando em volta, não consigo acreditar que algum dos candidatos venha a receber das urnas um expressivo credenciamento para implementar suas propostas de campanha, condição indispensável para que possa enfrentar, com algum sucesso, as bancadas da bala, da bíblia, do boi e, também, do banco, da boleia, da bandidagem, da bola..., todas elas agindo despudoradamente em causa própria, em todas as instâncias do poder público. Dói só de pensar no que vem por aí. Torço para que, tendo sofrido mais um futuro inglório, aprendamos a escolher os nossos mandatários.
Vitória, 27 de junho de 2018
Alvaro Abreu
Escrita para A GAZETA
29.6.18
Crônica diaria
Eduardo Krause – “A vaca nua”
Conheci o jovem escritor em seu romance “ Brava Serena”, recém lançado.
Gostei tanto que fui procurar saber mais do autor gaúcho. Acabo de ler
trinta crônicas publicadas em 1999, versando sobre suas lembranças da
infância e juventude passadas no bairro de Ipanema, em Porto Alegre. O
autor amadureceu e seu texto livrou-se de palavras e expressões só
usadas e compreendidas no Rio Grande do Sul. Com isso ganhou um publico
muito maior para seus romances que se seguiram. Foi bom conhecer o autor
de “Pasta senza vino”, seu primeiro romance que ainda não li.
28.6.18
Crônica diária
Lugar bonito não é para pintor
Domingo caminhei na minha praia. Após o jogo das nove horas, Inglaterra 6
X Panamá 1, que apesar da goleada, o único gol do Panamá foi comemorado
pela sua torcida como se tivessem vencido a Copa. Estava fazendo
dezesseis graus em Santa Catarina e assisti a partida ao lado da
lareira. As onze horas fui caminhar. O vento frio que vinha do sul,
entrava pelo mar gelado fazendo com que a sensação térmica fosse ainda
menor. Cruzei com um único agasalhado caminhante. Foi quando lembrei de
um querido amigo que não chegou a me visitar, apesar das promessas.
Wesley Duke Lee, um dos maiores artistas plásticos brasileiro, numa das
ultimas conversas telefônicas comentou que lugar bonito, como eu
descrevia, era para escritor, não para quem pintava. Na época eu ainda
não escrevia. Alguns anos depois fui aconselhado pelo meu médico a
largar a pintura. Foi quando comecei a escrever todos os dias. Wesley
ficou doente e morreu sem conhecer onde moro. Mas acertou em sua
observação.
Comentários que valem um post
João Menéres disse...
A cada Varal de Idéias, LARA, a menina de quatro anos, nos diz que se quiser vai ser um nome maior da Fotografia !
quarta-feira, 27 de junho de 2018 04:40:00 BRT
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27.6.18
Crônica diária
As peripécias do Leonardo
Dado
o sucesso que as histórias do Leonardo tem feito, conto outra de quando
tínhamos vinte anos. Ele foi para a Europa numa viagem de férias. Em
Veneza, já nos últimos dias antes do retorno, na praça San Marco,
sentado num dos cafés notou uma linda morena, acompanhada de dois
rapazes, algumas mesas longe da sua. Esperou que os três levantassem e
resolveu segui-los. Ela também percebeu que estava sendo seguida,
conversou com os rapazes que tomaram uma outra direção, e ela veio ao
encontro do Leonardo. Ele certo que era uma linda italiana, e ela certa
de tratar-se de um rapaz da terra. De pronto seus sotaques desfizeram
qualquer expectativa. Ele um brasileiro e ela uma norte americana.
Andaram por Veneza conversando e se conhecendo. Ele ficou sabendo que os
dois rapazes eram gays e amigos dela. Ela desquitada, e prestigiada
criadora de moda nos Estados Unidos. A noite foram os quatro jantar
juntos. Com o aval dos amigos, o Leonardo foi dormir no hotel da designer.
Ao tomar conhecimento de que estava voltando para o Brasil no dia
seguinte, ela inconformada, convidou-o para passarem mais uma semana em
Roma. Ele havia estado lá dias antes. Seu dinheiro de viagem estava
perto de zero. Ela perguntou se ele não tinha cartão de crédito. Naquele
tempo era impensável para uma americana viajar sem ele. Mas no Brasil
ainda era raro, e muito menos o internacional. O Leonardo nem sabia o
que era isso. Ela achou graça. Mas ele disse que iria telegrafar para
São Paulo e seu pai enviaria uma quantia em dólares para algum banco em
Roma. Adiou sua passagem de volta, e passaram uma semana em Roma. A
design queria sexo, no mínimo, três vezes ao dia. Ele deixava o hotel
pela manhã, assim que abriam os bancos, atrás da esperada remessa do
pai. E nada dela chegar. Ele aflito e sem graça de ver a design pagando
almoços, jantares, taxi e etc... E exausto sexualmente. Mas ela tinha
além de tudo humor. Percebendo o mal estar causado pela falta de
dinheiro do Leonardo, certa noite saiu do banheiro com um rolo de papel
higiênico, e fez ele anotar quanto estava devendo, e assinar. Tudo isso
durante boas champanhes. Deram muita risada, abraços e beijos. Chegou a
data do embarque e nada da remessa. Foi quando ela disse: "Não se
preocupe, você foi meu convidado. Agora serei sua, no Carnaval do Rio
de Janeiro. Combinado?" O Leonardo não teve escolha. Três meses depois
recebeu um telegrama da designer informando dia e hora em que chegava ao
Rio. Ele estava namorando uma antiga paixão, e a ultima coisa que
desejava era passar o carnaval com a americana. Mas dívida é para ser
paga. Alugou, em cima da hora, um apartamento em Copacabana, pois os
hotéis estavam lotados e caríssimos. Convidou um primo solteiro, e boa
pinta, para irem para o Rio, e foram recebe-la no Aeroporto. No trajeto
para o apartamento o Leonardo foi direto: "Estou namorando e não vou
poder ficar com você, mas sua estadia esta toda paga. Meu primo é muito
simpático e vai proporcionar o melhor carnaval que o Rio pode oferecer. E
o Leonardo voltou para São Paulo. O primo teve, de graça, um
maravilhoso carnaval carioca. Ela nunca mais deu notícias.
PS-
Quanto à remessa, o City Bank não tinha agência em Roma. Ela nunca foi
feita. Mas em 1962 nem telefone internacional , nem cartão de crédito
eram comuns. Contando hoje, parece impossível. Viajava-se com
traveller-cheques, ou dólares em espécie.
26.6.18
Crônica diária
Conversa de moradores de praia
Dois aposentados se encontram e pergunta um para o outro:
"Que domingo da semana é hoje?"
(Henri Sclovsky)
Dois aposentados se encontram e pergunta um para o outro:
"Que domingo da semana é hoje?"
(Henri Sclovsky)
25.6.18
Crônica diária
O cheiro que lhe apetece
Tenho vivido experiências fantásticas com as postagens no Facebook.
Respostas imediatas. Contundentes. Reveladoras. Surpreendentes. Meu
texto recente intitulado "Cheiro de mulher rica" é um bom exemplo. Esta
entre as crônicas mais visitadas, logo posso deduzir: mais lidas, e
certamente uma das mais comentadas. Era um tema em que eu, previamente,
apostava. Não me enganei. A média das pessoas que comentaram foi
favorável ao texto. Mas outras o criticaram por não concordarem que
"mulher rica e bem cheirosa" seja de alguma valia. O importante é o
espírito, o caráter, a alma, etc...Nada disso estava em julgamento.
Muito menos ideologia. Um intelectual, meu amigo, elogiou o texto, mas
não deixou de destilar suas amargas e angustiadas convicções. Disse que
essa mesma mulher, com cheiro de rica, evacuava como todas as outras.
Mais uma vez fica evidenciado que intelectual gosta de pobreza. Pobre é
quem gosta de luxo. Haja visto nosso carnaval. E por fim uma leitora
escreveu preferir o cheiro de suor que "denota trabalho". Fui saber com
que ela trabalhava e constatei: "Revendedora da AVON Cosméticos, e da NATURA". Tem
gosto para tudo. E alguns felizardos confirmaram as palavras da
namorada do Leonardo: "Cheiro de mulher rica não se esquece". E outros
ainda se colocaram entre os sortudos, provavelmente sem nunca terem
passado perto de uma dessas mulheres que tratamos na crônica.
Comentários que valem um post
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Acabo de ler sua crônica dos tempos atuais.
Bem faço eu que, tendo duas amigas chamadas Elaine, não tenho celular, nem conta no Itaú.
Grande abraço.
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24.6.18
Crônica diária
A Elaine não paga o Itaú
Elaine deve para o Itaú.
Elaine deve para o Itaú.
E eu com isso?
O Itaú cobra a Elaine faz mais de dois anos.
No inicio avisando-a de que uma prestação estava em atraso.
Depois, duas ou três.
Tudo
isso pelo meu telefone celular. Telefone celular cujo número foi o
velho amigo Luiz Briquet quem me deu. Deu não, pediu que eu escolhesse
entre dois ou três. Escolhi esse porque os últimos três números são 666,
e diziam ser do diabo. Ninguém queria. Eu não acreditava nisso.
Nas primeiras chamadas e mensagens comuniquei o Procon, a Anatel, e pararam as cobranças.
Nos
últimos dois dias voltaram a cobrar. Primeiro com mensagem escrita
solicitando que a Elaine entrasse imediatamente em contato para evitar que o
processo administrativo virasse judicial. Em seguida, fora do horário
bancário, ligações com gravação mecânica procurando a Elaine. Uma ligação a
cada duas horas. Não há como bloquear ligações cujo número é sigiloso.
Acredito
que a Elaine não vá pagar essa dívida. Mas fiquem tranquilos os
correntistas do Itaú, que esse calote não coloca em risco a instituição.
Pode fazer mal para minha saúde mental, mas não ao Itaú.
A Elaine deve ter parte com o diabo, e deu para o banco o meu número.
Mas quando telefone foi garantia bancária? Será que eles não tem outro meio de cobra-la a não ser através do meu celular?
Enquanto isso eu pago o pato.
23.6.18
Crônica diária
Cheiro de mulher rica
Fazia tempo que o Leonardo e eu não tomávamos um café. E a conversa
rolou solta sobre um caso amoroso que ele teve há trinta anos. Foi com
uma mulher linda e muito rica. E foi dela que ouviu uma frase que nunca
mais se esqueceu: "Quem sente o cheiro de mulher rica, não esquece
mais". E ela tinha razão, confirmou o Leonardo. Na minha santa inocência
indaguei qual era o perfume que ela usava. O Leonardo sorriu, e com um
ar de superioridade me explicou que não se tratava de um só determinado
perfume. O cheiro de mulher rica é muito mais complexo, e por isso
único. Começa pelo tamanho da sala de banhos do seu apartamento. Não se
pode chamar de um prosaico banheiro. Tem além de uma grande e espaçosa
bancada com duas bacias, e muito espaço para bandejas de prata com
centena de frascos de cremes, loções, perfumes, águas de colônia,
cotonetes, e farto material de maquiagem. Um chuveiro com quarenta
centímetros de circunferência, duas saunas, uma seca outra úmida, além
de um ofurô, e duas confortáveis "chaise longue". Tem bidê, ducha
higiênica e vaso sanitário. Mais parece um vestiário de clube do que um
banheiro de apartamento. Essa sala de banhos se comunica com outra bem
menor, mas muito aconchegante, onde há uma cama alta para massagens.
Grande parte do seu dia é despendido nesses dois ambientes. Mas o cheiro
de mulher rica não é determinado só pela higiene e cuidados com a pele.
A alimentação é toda balanceada por uma nutricionista. E os tecidos que
a cercam também fazem parte. Desde os lençóis e roupas de cama de
qualidade superior, de origem egípcia, que são trocados e lavados
diariamente com produtos especiais. Tem um aroma indescritível de
jardins em manhãs primaveris. As roupas usadas por mulher rica também
tem tecidos e qualidade ímpar. Recebem os mesmos tratamentos das roupas
de cama e banho. E depois de muitas horas, todos os dias, passando por
esses rituais, dormindo e vestindo-se com esses cuidados a mulher tem um
cheiro inesquecível. Brincando, o Leonardo chegou a dizer que até o
suor da transpiração de mulher rica parece orvalho em pétalas de rosa. O
Leonardo é incorrigível.
22.6.18
Crônica diária
Tatuagem
Sobre minha crônica de jogadores de futebol com barbas de lenhadores meu amigo, fotógrafo e leitor João Menéres, da cidade do Porto, em Portugal, me escreveu: "Esqueceu referir as tatuagens ???
Simples mau gosto. Mas há jogadores lusos no Mundial perfeitamente lavados." Respondo aqui ao meu amigo luso: sim há jogadores em todos os times do certame com a cara limpa. E quanto às tatuagens não foi esquecimento, apenas não me referi a elas porque ficaram tão comuns e vulgares que nem vale a pena comentar. Temos que ir nos habituando com essas modernidades à exemplo da Rainha Elizabeth 2ª da Inglaterra. Veja só, apesar dos rígidos e antigos protocolos reais, ela vem aceitando os novos tempos com grande sabedoria. Sei que não é fácil, para gente da nossa idade, mas a vida nos impõe. E confesso que tenho dois filhos, e os dois tem pequenas e discretas tatuagens. Há mais de vinte anos, quando fizeram, esconderam de mim. Quando descobri disseram tratar-se de tinta de caneta bic. Fingi que acreditei, e nunca mais tocamos no assunto. Estou tentando seguir o exemplo da rainha.
Sobre minha crônica de jogadores de futebol com barbas de lenhadores meu amigo, fotógrafo e leitor João Menéres, da cidade do Porto, em Portugal, me escreveu: "Esqueceu referir as tatuagens ???
Simples mau gosto. Mas há jogadores lusos no Mundial perfeitamente lavados." Respondo aqui ao meu amigo luso: sim há jogadores em todos os times do certame com a cara limpa. E quanto às tatuagens não foi esquecimento, apenas não me referi a elas porque ficaram tão comuns e vulgares que nem vale a pena comentar. Temos que ir nos habituando com essas modernidades à exemplo da Rainha Elizabeth 2ª da Inglaterra. Veja só, apesar dos rígidos e antigos protocolos reais, ela vem aceitando os novos tempos com grande sabedoria. Sei que não é fácil, para gente da nossa idade, mas a vida nos impõe. E confesso que tenho dois filhos, e os dois tem pequenas e discretas tatuagens. Há mais de vinte anos, quando fizeram, esconderam de mim. Quando descobri disseram tratar-se de tinta de caneta bic. Fingi que acreditei, e nunca mais tocamos no assunto. Estou tentando seguir o exemplo da rainha.
21.6.18
Crônica diária
Explorador de menores
Tenho recebido constantes comentários elogiosos às fotos que a Lara,
neta da minha mulher vem fazendo. Tenho um blog chamado Varal de Ideias,
que completará doze anos em novembro próximo, com postagens diárias.
Nas ultimas semanas tenho postado ensaios fotográficos de uma
garotinha que não completou quatro anos. As fotos são tiradas com minha
câmera Canon, 16.0 mega pixel, com foco automático. Já fez mais de 250
imagens que tenho selecionado, sem cortes, e publicado no blog. O
enquadramento, os assuntos, e a maneira com que fixa as imagens me
pareceu extraordinários. Em que pese eu ser um vovô coruja, tenho tido
os depoimentos de um fotógrafo premiadíssimo em Portugal, João Menéres. E
não é só ele que esta encantado com as fotografias da Lara. O cronista e
colhereiro Alvaro Abreu também já se manifestou fã dessa pequena
fotógrafa. E eu começo a me sentir um verdadeiro explorador de talentos
infantis. Publico aqui seis imagens para a apreciação dos meus leitores.
Comentários que valem um post
João Menéres disse...
Essa menina é um prodígio, puxa !
quarta-feira, 20 de junho de 2018 04:00:00 BRT
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20.6.18
Crônica diária
A copa da barba
Já tivemos copas do mundo onde os jogadores tinham rostos de atletas.
Cabelos curtos, penteados e barba feita. Alguns bigodes aparecem nas
fotos antigas. Depois vieram os Beatles e os jogadores deixaram os
cabelos crescer. Virou moda. E como toda moda muda constantemente,
vieram a dos carecas. Rasparam máquina zero, e em alguns casos começaram
as brincadeiras como as que o Ronaldo Fenômeno fez imitando o Cascão.
Um ridículo acúmulo de cabelo em forma de meia lua depois da testa, com o
resto careca. Outros feitios de cabelo se seguiram. De trancinhas aos
mais exóticos cortes e tingimentos. Nesta copa a barba prevalece. É
enorme o número de barbudos e barbados em campo. Até parece personagens
da idade média. Barba de lenhadores. Não chega a atrapalhar os
jogadores, mas esta longe da imagem asseada dos velhos atletas que
criaram o football.
19.6.18
Crônica diária
Imagens da Rússia
Finalmente nesta tarde de domingo gelado no centro sul brasileiro as
imagens do verão russo nos chegam com o primeiro jogo do Brasil. Depois
da goleada russa no jogo de abertura, dos três gols do Cristiano
Ronaldo no jogo de Portugal e da medíocre atuação argentina, a
organização da copa é que se destaca. Desde a importante inovação dos
juízes eletrônicos e árbitros de vídeo, os jogos transcorrem com uma
perfeição nunca vista. Quanto ao jogo dos brasileiros serviu para que
daqui pra frente fiquemos mais interessados no torneio, uma vez que
somos realmente favoritos. Em que pese nosso maior jogador, Neymar ainda
não se encontrar em sua melhor forma, depois da cirurgia no pé. Messi
me pareceu velho e cansado no jogo da Argentina, e o assombroso Ronaldo,
que não andava bem na ultima Copa, fez numa única partida, tantos gols
quantos tinha feito em todas as copas. Vamos acompanhar os palpites do
gato branco, e as impecáveis transmissões russas, mesmo ouvindo as
bobagens do Galvão Bueno.Quanto aos árbitros, erram no campo e erram
diante do vídeo.
Comentários que valem um post
João Menéres disse...
E a nova ESTRELA já nasceu !
Dei~lhe o nome de LARA !
segunda-feira, 18 de junho de 2018 02:55:00 BRT
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Meu prezado Eduardo,
Meu prezado Eduardo,
Saiba que já virei fã da sua neta fotógrafa.
Você já está quase um velho rabugento, que implica com tudo.
Abração.
Alvaro Abreu
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18.6.18
Crônica diária
Profecias
Uma brincadeira (séria) entre os bancos é usar as ferramentas de
cálculos econômicos e aplica-las nos jogos da Copa do Mundo. E em quase
todas elas o Brasil é favorito. A final será, segundo a maioria, entre
Alemanha e Brasil, e nosso país será o vitorioso. Há quem aposte em
Brasil e Espanha, também, com vitória para o Brasil. Resta saber se
combinaram com os Russos e avisaram o gato branco que tem escolhido os
vencedores. Caso essa vitória se concretize poderá haver menos rejeição
dos eleitores para com os candidatos nas próximas eleições. Havendo até a
possibilidade do Tite vir ser o outsider que desejam.
Comentários que valem um post
João Menéres disse...Até o crop dos elementos à esquerda é sábio !
domingo, 17 de junho de 2018 05:05:00 BRT
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17.6.18
Crônica diária
Intolerância
Minhas duas crônicas falando de Intolerância Alimentar propiciaram
diversos comentários sobre intolerância. E com a idade todos nós vamos
ficando menos tolerantes. Deveria ser o contrário. Mais sabedoria, mais
tolerância. Mas na prática não é isso que acontece. E me refiro a
intolerância de toda ordem, não só alimentar. Esta até que se pode
domesticar, evitar, e conviver razoavelmente. Pior são as outras. A
barulho, ou com gente que fala muito alto. Tenho perdido alguns graus de
audição. É isso pelo menos que minha mulher diz. Mas me recuso a ir a
médico, e sair com aparelho no ouvido. Já me incomoda barulho e gente
barulhenta, pra que aumentar essa irritação. Pessoas deseducadas,
grossas, com maus hábitos, tem me irritado mais do que quando eu era
jovem. Por exemplo, para ficar só num detalhe, mas muito comum: moças e
mulheres que ficam passando a mão nos cabelos o tempo todo durante uma
refeição. É sabido que uma das partes menos higiênicas do corpo é o
cabelo. Também é recomendável, sempre, antes de sentar-se à mesa, lavar
as mãos. Logo, a ultima coisa que se deve fazer ao se estar comendo é
ficar pondo a mão nos cabelos. Arrumando o elástico do rabo de cavalo,
ou fazendo um coque. Passando os longos cabelos para o ombro direito, e
minutos depois, voltando-os para trás ou para o ombro esquerdo. E
tirando a franja dos olhos. Eu tenho absoluta intolerância com esse
ritual. Tão comum, que ninguém mais percebe. E isso me irrita também.
Comentários que valem um post
João Menéres disse...
Já não me deveria surpreender com as revelações dessa menina Lara...mas ela realmente continua a a surpreender-me positivamente a cada dia !
A revista VEJA pergunta na capa O FUTURO DA PETROBAS ( fotografada pela sua neta com menos de 4 anos de idade ).
Eu pergunto : Qual o futuro da Lara ?
Terá limites ?
- Não acredito, Eduardo.
sábado, 16 de junho de 2018 04:05:00 BRT
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16.6.18
Crônica diária
Temer, a sobremesa que nos impôs a Dilma
Se eu não me gabar de meus acertos, quem vai faze-lo? Sempre tem alguém
que nos lembra de nossos erros, mas dos acertos quase nunca. Quando
defendi neste espaço que o Temer deveria ser impinchado quando do
escândalo do Joesley, muita gente me criticou e apostou na permanência
do corrupto até o fim de 2018. Deu no que esta dando. É o pior
presidente da nossa história na avaliação de 80% dos eleitores
pesquisados. Recorde absoluto de impopularidade. De rejeição. Segundo
minha velha e querida amiga Guaracy Mirgalowiska ele é a sobremesa que
nos impôs a Dilma. E para desgraça dos brasileiros a continuidade do
caos que foi o governo petista, o MDB e Temer só fizeram alargar o
desastre. O povo anda descrente e triste. Duas péssimas características.
A prova disso é a apatia, nunca vista, com que estão se comportando
numa Copa do Mundo.
Crônica do Alvaro Abreu
Viagens no tempo
Gosto
muito de ir ao cinema, mas evito os que funcionam nos shoppings,
especializados em filmes campeões de bilheteria, cheios de explosões
ensurdecedoras, muita pancadaria, tiroteios de grosso calibre, homens e
mulheres potentes e truques sensacionais. Tudo para garantir fortes
emoções do começo ao fim da sessão. Nesses dias assisti dois filmes
relevantes: o clássico Easy Rider e o recente Ellen e John. O primeiro
deles tem tudo a ver com emoções sentidas nos anos 60 e que fizeram de
mim um barbudo de cabelos compridos. O outro me trouxe saudades de uma
grande aventura em família, que começou com a ideia de percorrer os 2800
km entre Brasília e João Pessoa a bordo de um ônibus usado que
transformamos num simpático trailer mambembe. Naquele 1986, nossa caçula
nem tinha três anos de idade. Ambos narram longas viagens em busca de
lugares idealizados por seus protagonistas: uma festa de carnaval de rua
em Nova Orleans, onde a diversão é liberada, e uma casa no sul da
Flórida, onde Hemingway viveu, agora transformada em museu.
Numa
história impactante sobre a intolerância e o conservadorismo da
sociedade americana, estradas vazias e paisagens sem fim, vistas em
plano aberto de cima de motocicletas novinhas e reluzentes, expressam a
inquietude e os sonhos de dois rapazes californianos dos tempos do
movimento da contracultura, expostos aos preconceitos e à violência de
prováveis futuros eleitores de Trump.
O outro filme conta a viagem improvável
de um casal de idosos no velho trailer da família, totalmente livres
das limitações impostas pelo controle dos filhos. Ellen,
uma determinada senhora portadora de doença grave, resolve aproveitar
seus últimos dias ao lado do homem que escolheu, pondo em prática a melhor alternativa que encontrou. O marido John, um risonho ex-professor de literatura, magistralmente encarnado por Donald
Sutherland, vive distraidamente os momentos presentes. Carinhoso e bem
disposto, segue as instruções da mulher munido das poucas e boas
lembranças que lhe restam. Uma inspiradora história de amor maduro.
Vitória, 13 de junho de 2018
Alvaro Abreu
Escrita para A GAZETA15.6.18
Crônica diária
Três Rodrigues
Dia
desses falei com saudade do jornalista e autor de teatro Nelson Rodrigues, na
semana seguinte inaugurou-se uma grande mostra das cadeiras do seu primo Sergio
Rodrigues, design que criou cadeiras com madeira e couro brasileiros,
tornando-as objeto de desejo de colecionadores e museus no mundo todo. A mais
famosa é a poltrona "Mole", com banqueta. Um terceiro Rodrigues, mas
esse não da mesma família carioca, é o ex-ministro da Agricultura Roberto
Rodrigues. Agricultor e líder do agro negócio, hoje se dedicando a coordenar na
Fundação Getúlio Vargas um projeto de médio e longo prazo para o setor
agrícola brasileiro. Projeto pronto será oferecido aos candidatos nas próximas
eleições presidenciais, e o setor do agro negócio apoiará aqueles que
encamparem a proposta, em seus programas de governo. Roberto Rodrigues é sem
dúvida o mais esclarecido representante da agricultura e pecuária nacional.
14.6.18
Crônica diária
Incompatibilidade alimentar
Como ontem citei o teste com os 222 alimentos a que me submeti, e meus leitores, na verdade a maioria leitoras, me cobraram mais detalhes, faço isso hoje. O objetivo não era perder peso, mas já perdi perto de 20 quilos. E vejam que dos 222 só 14 passaram a ser proibidos em minha alimentação. Ovo, Ervilha, Levedura (cerveja) Trigo, Castanha de Caju, Cevada, Noz de cola, Leite de vaca, Pistache, Ginkgo biloba*, Fermento, Batata, Gliadina, e Leite de Ovelha, nessa ordem de intolerância. Estes 14 são absolutamente proibidos. Depois vem uma relação de 5 outros que devo evitar: Figo, Arroz, Grão-de-bico, Aloe Vera, e Leite de Cabra. Restaram, no entanto, 203 que estou liberado ou moderadamente liberado. Mas não é fácil tirar da dieta diária pão, ovo, cerveja, trigo e leite. E seus derivados. Estou quase um vegano sem trigo. Um vegetariano com todas as carnes. Peixes, camarões também estão liberados. Mas tenho sonhado com pão de farinha de trigo. Com massas de toda ordem. E durante a Copa vou sentir falta da cervejinha-nossa-de-cada-jogo.
Como ontem citei o teste com os 222 alimentos a que me submeti, e meus leitores, na verdade a maioria leitoras, me cobraram mais detalhes, faço isso hoje. O objetivo não era perder peso, mas já perdi perto de 20 quilos. E vejam que dos 222 só 14 passaram a ser proibidos em minha alimentação. Ovo, Ervilha, Levedura (cerveja) Trigo, Castanha de Caju, Cevada, Noz de cola, Leite de vaca, Pistache, Ginkgo biloba*, Fermento, Batata, Gliadina, e Leite de Ovelha, nessa ordem de intolerância. Estes 14 são absolutamente proibidos. Depois vem uma relação de 5 outros que devo evitar: Figo, Arroz, Grão-de-bico, Aloe Vera, e Leite de Cabra. Restaram, no entanto, 203 que estou liberado ou moderadamente liberado. Mas não é fácil tirar da dieta diária pão, ovo, cerveja, trigo e leite. E seus derivados. Estou quase um vegano sem trigo. Um vegetariano com todas as carnes. Peixes, camarões também estão liberados. Mas tenho sonhado com pão de farinha de trigo. Com massas de toda ordem. E durante a Copa vou sentir falta da cervejinha-nossa-de-cada-jogo.
PS *Ginkgo biloba, de origem chinesa, é uma árvore considerada um
fóssil vivo, pois existia já no tempo dos dinossauros, há mais de 150
milhões de anos. É símbolo de paz e longevidade por ter sobrevivido às
explosões atômicas no Japão. Produz um fruto. Nunca comi, e não me fará falta nenhuma, mas a batata...!
13.6.18
Ensaio fotográfico da Lara
De posse de 280 imagens criadas pela criança de menos de quatro anos, pela Lara, resolvi nos próximos dias postar uma série que se revela como ensaio fotográfico de gente grande e com boa formação visual. Notem o interesse, os temas, os enquadramentos, a maneira dela olhar e escolher os ângulos.Nenhuma imagem das por mim selecionadas foi acaso.
Crônica diária
Futebol sem cerveja
Impossível não é, mas não falar de futebol
na véspera de uma Copa do Mundo, pode parecer promessa ou soberba.
Não é nenhum dos dois, só desinteresse. Não acompanho os campeonatos
regionais, nem o Brasileiro, nem o Europeu, onde as maiores estrelas
brasileiras brilham. Também não é "tipo", para parecer diferente ou
excêntrico. É só completo desinteresse. Ainda mais este ano em que meu
médico solicitou me um exame que pouca gente faz: "Teste de intolerância
alimentar". Antes não tivesse feito. Fiquei sabendo que entre os 222
alimentos pesquisados sou alérgico (em algum grau) a ovo, e em índice
decrescente: ervilha. levedura, isto é CERVEJA. Mas logo agora que temos
a Copa? Como posso assistir a um jogo de futebol sem tomar umas
cervejas? É como café sem cigarro, ou cinema sem pipoca. Café e cigarro
parei há muito tempo. Pipoca ainda quando assisto filme na TV eu cometo.
Mas futebol sem cerveja vai ser duro.
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Falaram do Varal:
"...o Varal de Ideias é uma referência de como um blog deve ser ." Agnnes
(Caminhos e Atalhos, no mundo dos blogs)..."parabéns pelo teu exemplo de como realmente se faz um blog...ou melhor tantos e sempre outstandings...".
(Vi Leardi )




