31.5.18
Crônica diária
Houve de tudo
Qualquer outro tema fica irrelevante diante do caos de abastecimento, da
paralisação das montadoras e outras indústrias, de diferentes setores,
dos prejuízos incalculáveis no agro negócio, e no comercio em geral.
Todas as benesses oferecidas pelos governos nas três esferas, federal,
estadual e municipal, que atenderam todas as reivindicações dos
grevistas e não foram suficientes para levantar a greve,
instantaneamente, causou e continuará causando prejuízos incalculáveis
ao país e à sua população. O Brasil que não sofre com a neve nos
invernos, com calamidades sísmicas de monta, com vulcões ou tornados que
fustigam grande parte de países pelo mundo, tem caminhoneiros e uma
politica de distribuição de toda sua produção, agrícola e industrial,
além dos insumos, por rodovias. Com a greve que assolou o país ficou
demonstrada a importância e capacidade dessa categoria. Num primeiro
momento a população, que esta no limite de sua tolerância, até apoio o
movimento, que depois transgrediu qualquer limite tolerável, e até
compreensível, de suas reivindicações iniciais. No meio desse
desabastecimento nacional nunca visto, houve de tudo. Ciumeira entre o
governo federal e o governador de São Paulo. Governadores de outros
estados que tentaram se fazer de "mortos" para não ter que ceder em
impostos estaduais. Tentativa de culpar o Presidente da Petrobras, Pedro
Parente, por tudo que ocorreu. Houve de tudo. Até caminhoneiro sendo
espancado na cabine de seu caminhão, apesar de ter sido liberado para
trafegar. Houve de tudo. Botijão de gás de cozinha vendido por R$
150,00, mais do dobro do preço normal, que já é um absurdo. Houve de
tudo. E ainda muita coisa esta por haver.
30.5.18
Crônica diária
A força do WhatsApp
A razão da absurda falta de informação do governo sobre a grave dos
caminhoneiros foi causada pelo fato de que toda a comunicação entre os
grevistas foi feita pelo WhatsApp. Esse instrumento de comunicação
social é uma rede fechada onde ninguém tem acesso. Nem os órgãos de
inteligência dos governos. Essa tática, porém não é nova e tão pouco uma
jabuticaba. Foi usada nas rebeliões da Primavera árabe, e em vários
movimentos de massa, exitosas, na Europa. Outra característica do
movimento dos caminhoneiros é que não havia uma liderança vertical,
clara, nacional, com quem negociar. Ela era horizontal e dispersa. Onde
só os grevistas ditaram as condições do acordo. Não houve negociação. O
governo cedeu em todas as exigências. Foi uma capitulação.
29.5.18
Crônica diária
Tente explicar para um cafona o que ele é
Ao encontrar um indivíduo com dente de ouro aparente, palito no canto da
boca, usando chapéus de aba de dois centímetros, que podem ser de
feltro ou de palha. Camisa florida aberta no peito até próximo do
umbigo. No pulso correntes de ouro, relógios enormes e no pescoço, um ou
mais cordão dourado. Algumas tatuagens. Essa figura é um cafona. Mas
tente convence-lo disso.
28.5.18
Crônica diária
Aviso aos navegantes
Sete dias de greve e o Brasil parou. Deixei de comer verduras e frutas por absoluta falta de abastecimento. Senti no estômago o efeito nefasto da greve. Mas isso é nada comparado com a falta d´água, sangue, medicamentos, transporte funerário, aéreo, coleta de lixo, limpeza das cidades, e escolas fechadas. Para aqueles que não acreditavam que um dia poderíamos chegar à absurda situação da pobre e desgraçada Venezuela ficou demonstrado que bastam sete dias de greve. Não sou dos que acreditam nas teorias da conspiração, creditando a organização e sucesso da greve ao movimento de esquerda brasileiro. Essas lideranças CUT, MST, e Partido Comunista continuam sempre pegando carona em movimentos e protestos legítimos. A greve das transportadoras, chamada de paralisação dos caminhoneiros que tem suas raízes na crise industrial brasileira, no baixo valor dos fretes, nas prestações das frotas renovadas, que culminou com o absurdo reajuste dos combustíveis quase diariamente. Com isso não estou condenando a política de preços da Petrobras, a forma como foi repassada para a população. Um reajuste, para cima ou para baixo, levando em conta o preço internacional, e o valor do dólar, pode ser perfeitamente repassado mensalmente. Previsibilidade é fundamental para o bom desempenho da economia. Posto isso, a responsabilidade acaba totalmente no colo do governo. Só ele foi o responsável pelo caos em que vivemos. Falta de inteligência, de informação a governantes despreparados e só preocupados em salvar as próprias peles, e concorrer nas eleições que garantirão fórum especial para corruptos e quadrilheiros. Como junho de 2013, os sete dias da paralisação dos caminhoneiros ficará na história, e deverá servir de aviso aos navegantes.
27.5.18
Crônica diária
A greve, a falta d´água e o preço da batata
Quem poderia imaginar que uma paralisação nos transportes rodoviários
afetasse o fornecimento de água como afetou no Rio e na Bahia. Não me
refiro aos caminhões pipa. É da água na torneira que estamos falando.
Acontece que a água antes de chegar no consumidor passa por um
tratamento, e a falta de produtos químicos, que são transportados via
terrestre, impede o fornecimento normal da água. Por outro lado quem
tinha um saco de batata que custava R$ 70,00 vendeu por R$ 500,00. É a
tal lei da oferta e da procura. E sempre tem um espertalhão.
26.5.18
Crônica diária
Mais alguns comentários sobrte a greve das transportadoras
Ontem me alonguei porque a greve das transportadoras (cuja lei veta
fazer greve, e usou seus empregados e motoristas autômatos para fazerem a
paralisação que se denominou "de caminhoneiros") foi muito grave. As
consequenciais serão sentidas ao longo dos próximos meses. E claro, vai
refletir na campanha e eleições de outubro. As causas desse movimento
foram, enganosamente, só o preço do diesel. Elas começam anos atrás quando
a economia dava sinais de recuperação, e o governo incentivou os
caminhoneiros e transportadoras a renovarem suas frotas. Houve
financiamento e aumento de produção industrial nas montadoras de
caminhões. Depois a crise econômica se agravou, os fretes escassearam, e
os donos de caminhões passaram a ter dificuldade em pagar as
prestações. A política de preços adotada corretamente pela Petrobras, se
viu na contingência de fazer aumentos sucessivos, diante do súbito
aumento do barril de petróleo (de $20 para $80 dólares) além da alta do
dólar. Esse foi o estopim para deflagrarem a greve. Concordo que é
impossível variação de preço dos combustíveis como vinham ocorrendo. Não
há como poder cobrar um frete sem saber quanto vai custar o transporte.
Um caminhão que sai de Belém para Porto Alegre, numa viagem que pode
levar uma semana, sofre só durante esse período três a quatro reajustes.
Na grande maioria para cima. Os reajustes para baixo quase nunca chegam
às bombas dos postos. Impossível trabalhar com essas variações. Mas há
maneiras da Petrobras reajustar o preço, para baixo ou para cima no
máximo uma vez por mês. Outra providência é a retirada da carga
tributária sobre combustíveis. E para compensar a falta desses recursos é
modernizar o gerenciamento dos serviços públicos. Menos corrupção,
Estado menor, mais eficiência e menos impostos. E como ultimo comentário
é inadmissível um governo tão mal informado como o nosso. O que estão
fazendo os serviços de informação? Ou não temos?
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Crônica diária
A força
das transportadoras (a greve é delas e não dos caminhoneiros)
Aquilo que o MST e a CUT sempre prometeram e nunca
conseguiram os caminhoneiros em nome das transportadoras, grandes e pequenas o
fizeram. Parar o país durante 4 dias, e sem previsão de levantar a greve. Uma
paralisação de proporções inéditas. Pegou o governo (governo??) desprevenido e
despreparado para enfrentar o gravíssimo problema. Pedro Parente, Presidente da
Petrobras aparece para propor uma redução de 10% durante 15 dias, mas avisa que
é só para desanuviar o ambiente. No dia seguinte o governo (sempre ele) dobra
esse prazo. Isso se chama interferência na estatal. A bolsa de valores cai. O
dólar sobe. A dúvida agora é se a política de preços da empresa continuará o
mesmo. Quanto à crise quem deve resolver o problema é o governo (que governo??)
e os líderes do movimento. O governo fez uma proposta para reduzir alguns
impostos, e as lideranças estão divididas e até este momento não haviam dado a
resposta. O país e sua população sofrem com falta de abastecimento de
combustíveis (todos: diesel, álcool, gasolina e combustível para a aviação). As
companhias aéreas estão cancelando voos. Já há desabastecimento nos
supermercados. Os ônibus das grandes cidades já circularam com 40% da frota por
falta de diesel. A coleta de lixo esta prejudicada pela mesma razão. O atraso
das cargas e descargas nos portos causam prejuízos enormes. As montadoras de
veículos só têm peças para linha de montagem por mais algumas horas. Isso sem
falar nos produtores rurais. Calculem os prejuízos com essas paralisações. O
movimento tem caráter nacional. Os meios de comunicação só mostram os grandes
centros. Mas de norte ao sul milhares de pequenas cidades na quarta feira já
não tinham mais nenhum combustível nos postos. E os que ainda tinham álcool ou
gasolina atendiam filas quilométricas. Mas ambulâncias e ônibus escolares
corriam o risco de não poderem circular. Esse é o Brasil que o Lula preconizava
em seus últimos comícios. Para aqueles que preconizam quanto pior melhor, a
semana foi um sucesso. Concluindo: 50% de imposto num produto que grande parte
é produzida no país, não justifica aumentos diários baseados nos preço
internacional (de $20 para $80 dólares o barril), tão pouco a alta do dólar. Só
reduzindo drasticamente os impostos, para mais uma vez não penalizarem,
criminosamente, a Petrobras, e permitindo aumento de frete das transportadoras ( que
deveria acompanhar os preços dos combustíveis) para que o mercado se ajustasse
livremente. Menos imposto e mais eficiências nos gastos públicos. Menos
corrupção para compensar a diminuição dos impostos. A população com mais
recursos injetando esse dinheiro na economia faria a máquina voltar a rodar.
Quanto menor for o Estado, maior e melhor serão os serviços. Videm telefonia, para
ficarmos, só num recente exemplo. Não adianta a Petrobras, como estatal, ser
usada como instrumento de governo. "O petróleo é nosso", mas muito
caro. E caro porque muito taxado. Transporte caro gera aumento de preços.
Consequentemente inflação. E essa história todos estamos cansados de conhecer.
24.5.18
Guilherme e Pedro Lenci em Cuba
Pousada onde se hospedaram. As bicicletas serão o transporte durante a viagem.
As bicicletas na mala e sendo montadas
Pedro Lenci, meu afilhado, e um cubano
Victor amigo ciclista russo e Pedro montando a roda da bicicleta
Crônica diária
A ditadura das minorias
O caso recente da reeleição fraudulenta do motorista de ônibus que se
tornou ditador da Venezuela demonstra cabalmente que um terço dos
eleitores podem ser maioria. Basta excluir do pleito os alfabetizados,
os esclarecidos, em suma, a oposição. Aqueles que ou por estarem presos
por fazer oposição ao regime, ou os que não comparecendo às urnas
quiseram demonstrar o descontentamento com Maduro, que desta concluindo a
obra iniciada pelo coronel Chaves. Destruir a Venezuela. Aqui no Brasil
um líder de uma quadrilha criminosa, preso cumprindo pena de mais de
doze anos, ainda detém trinta por cento dos eleitores. São em sua larga
maioria analfabetos e completamente desinformados. Mais uma vez uma
minoria lidera as intenções de voto de um sentenciado por formação de
quadrilha, corrupção e lavagem de dinheiro. Claro que não será
homologada a candidatura, mas demonstra como minorias desprovidas de
qualquer competência podem formar maiorias. Basta alimentar o
analfabetismo, a desinformação, corrompe-los com bolsas de todo tipo, e
continuar no poder por tempo indefinido. Como ultimo dado inacreditável o
PT e seu dedo mindinho, Partido Comunista, foram os únicos a se
manifestarem apoiando a reeleição do Maduro, além de Cuba , Rússia e
China que são clientes do petróleo venezuelano.
23.5.18
Crônica diária
Para os descrentes como eu
Hoje escrevo para os descrentes com a política brasileira. Ao contrário
dos historiadores que vasculham o passado, esta crônica visa registrar,
um fato atual, para os leitores do futuro. O presente texto é o de
número 190 do livro de crônicas que vai se chamar "Cronicante" quando
for publicado no ano de 2020. Me explico: estas crônicas diárias são
reunidas em trezentas e publicadas em livro de papel dois anos depois.
Qual será o humor dos meus leitores em 2020? O que terá acontecido nas
eleições de outubro de 2018? E como estará o país dois anos depois? Para
esses leitores de 2020 quero relembrar que o Brasil em 2018 colocou na
cadeia os três homens mais importantes desta triste república. Lula,
Dirceu e Palocci estão presos. É quase um sonho, se as razões de suas
prisões não fossem um grave pesadelo. Mas é um fato tão auspicioso, tão
pouco crível, que nos deixa esperançosos de que o Brasil pode mudar. E
não são só os três. Maluf foi para a cadeia. Cabral pelo tamanho da
pena, deve morrer nela. Eduardo Cunha, a quem devemos o impeachment da
Dilma, esta atrás das grades. Ainda faltam centena deles. Infelizmente
políticos de todos os partidos. Aécio, Renam, Jucá, Gleise atual
presidente do PT, e certamente o Temer (atual presidente do país) e seus
principais ministros encontrarão a hora para fazer companhia ao Lula,
Dirceu e Palocci. A justiça esta cuidando disso.
22.5.18
Crônica diária
Casamento real
A Inglaterra acaba de dar mais uma magnífica demonstração de
organização, civilidade e pontualidade. O casamento real sempre é uma
boa oportunidade para os ingleses mostrarem ao mundo como se organiza
uma festa. Como se cuida de um castelo. O maior e mais antigo castelo
habitado da Europa. Os jardins de proporções gigantescas sem uma folha
fora do lugar. A segurança ostensiva, mas ao modo britânico de ser.
Gentil, sorridente, mas atenta. Da carruagem ao carro esporte mostrando
que pode haver tradição ao lado de modernidade. Uma festa ao ar livre
para mais de mil convidados onde puderam fazer pic-nic como nos contos
de fadas. Milhares de pessoas nas ruas festejando o matrimônio, portando
orgulhosamente as bandeiras do Reino Unido. Na cerimônia religiosa
nenhum deslize. Todos se comportando como manda o protocolo. E o show
dado pela TV inglesa que distribuiu, em tempo real, para o planeta, as
imagens de civilidade e pontualidade de que tanto se orgulham.
Crônica diária
Para os descrentes como eu
Hoje escrevo para os descrentes com a política brasileira. Ao contrário
dos historiadores que vasculham o passado, esta crônica visa registrar,
um fato atual, para os leitores do futuro. O presente texto é o de
número 190 do livro de crônicas que vai se chamar "Cronicante" quando
for publicado no ano de 2020. Me explico: estas crônicas diárias são
reunidas em trezentas e publicadas em livro de papel dois anos depois.
Qual será o humor dos meus leitores em 2020? O que terá acontecido nas
eleições de outubro de 2018? E como estará o país dois anos depois? Para
esses leitores de 2020 quero relembrar que o Brasil em 2018 colocou na
cadeia os três homens mais importantes desta triste república. Lula,
Dirceu e Palocci estão presos. É quase um sonho, se as razões de suas
prisões não fossem um grave pesadelo. Mas é um fato tão auspicioso, tão
pouco crível, que nos deixa esperançosos de que o Brasil pode mudar. E
não são só os três. Maluf foi para a cadeia. Cabral pelo tamanho da
pena, deve morrer nela. Eduardo Cunha, a quem devemos o impeachment da
Dilma, esta atrás das grades. Ainda faltam centena deles. Infelizmente
políticos de todos os partidos. Aécio, Renam, Jucá, Gleise atual
presidente do PT, e certamente o Temer (atual presidente do país) e seus
principais ministros encontrarão a hora para fazer companhia ao Lula,
Dirceu e Palocci. A justiça esta cuidando disso.
21.5.18
Crônica diária
Escrito de Assis
Meu amigo e
escritor Roberto Klotz fez o seguinte comentário com relação ao meu
texto onde levanto a possibilidade do roubo das joias da atriz Sophia
Loren ter sido cometido pelo Escrito, um paulista do interior de São
Paulo.
"Roberto Klotz Obrigado.
Acabei de conhecer mais um ilustre famoso da cidade, além do Machado de
Assis. (antes que alguém diga: Machado nasceu no RJ)."
O Roberto, sempre um brincalhão, faz piada com nosso escritor maior e a cidade onde nasceu o Escrito.
Pensando
nisso lembrei dos sobrenomes inconvenientes. O que teriam pensado os
membros da família Pinheiro, quando alguém por casamento, se torna
Pinheiro Machado.
Ou minha amiga Roberta Machado que se casou com Otávio Longo. Tiveram três filhos Machado Longo.
E
para concluir, o casamento que não aconteceu, do arquiteto Botti com a
irmã da minha amiga Vera, que tem como sobre nome: Serra. Dulce Serra
Botti não combinava.
20.5.18
Crônica diária
Não tire conclusões antes de terminar a leitura
Com a história do ladrão das joias da Sophia Loren que li na página 219
da sua autobiografia concluí que o ladrão seria o Escrito, nascido be
criado em Assis, no Estado de São Pulo. Ledo engano. O Escrito não teria
ido a Londres para perpetrar esse crime, esperar prescreve-lo e enviar
uma carta para a atriz, assinando The Cat. Quem nasce em Assis, e lá é
criado não tem essa fleugma inglesa. Continuando a leitura do citado
livro na página 232 encontrei o verdadeiro ladrão, ou o verdadeiro roubo
do nosso ladrão paulista. Sophia para descreve-lo usou a palavra
"carnaval", pois ele estava fantasiado com peruca, bigodes pretos e
óculos escuros. Era a imagem que uma napolitana tem de um carnavalesco.
Ao ter tirado conclusão na página 219, apressadamente, lembrei-me de um
outro fato que me ocorreu muitos anos atrás. Éramos jovens e ganhei do
Fernando, então namorado da Sonia Cardoso de Almeida, minha madrinha de
casamento, um livro sobre hipnose. Com a mesma imprudência, antes de
concluir a leitura do livro resolvi testar meus incipientes
conhecimentos hipnotizando a amiga Lu Rodrigues. Ela, apesar de ter
concordado, resolveu me desmoralizar. Entrou em profundo sono hipnótico,
mas negou-se acordar sob os meus repetidos comandos. Entrei em pânico.
Achei que tinha matado a moça. Corri em busca do livro, e nele de alguma
luz de como agir nessas circunstâncias. Claro que a Lu despertou e riu
muito em me ver naquele estado de aflição. Nunca mais brinquei de
hipnotizar.
19.5.18
Crônica diária
A banalização dos atos solenes
E quando falo de banalização de atos solenes refiro-me a atos que podem
mudar a história da humanidade, e não de fatos corriqueiros. Os
presidentes das maiores potencias do planeta passaram a se comunicar com
a imprensa e com as populações, através de redes sociais. Um Twitter de
três linhas informa que os Estados Unidos, através de seu presidente,
rompeu o acordo nuclear com o Irã, por exemplo. O que até pouco tempo
atrás era informado com pompas e circunstâncias virou um mero comunicado
digital. As reações, da mesma forma, levavam um tempo para serem
divulgadas, com as formalidades de praxe. Púlpitos, microfones,
bandeiras, porta vozes, autoridades, imprensa, fotógrafos. Hoje as
reações vem em poucos minutos pelas mesmas vias digitais. Tudo muito
rápido, e sem cerimônia nenhuma. Twitter pra cá, Twitter pra lá, e as
notícias, como a vida, seguem.
Crônica do Alvaro Abreu
Emoções futebolísticas
Vi
na TV que o Tite havia anunciado a lista dos jogadores convocados para
disputar a Copa do Mundo lá na Rússia. No avião, na falta do que fazer,
li todas as matérias e opiniões de especialistas sobre as escolhas do
treinador, suas filosofias de arrumação do time e suas estratégias para
controlar o jogo, coisa que não faço há muitos e muitos anos. Faz tempo
que parei de ler o jornal de trás pra frente e nem sei explicar as
razões de ter abandonado as páginas sobre esportes em favor das que
trazem notícias sobre política e economia. Nunca fui vidrado em futebol,
mas percebo que meu interesse por jogos, clubes, jogadores e CBD agora
está bem perto do zero. Imagino que algo parecido esteja acontecendo com
muitos brasileiros e não acredito que seja apenas em função do
tragicômico 7x1 contra aqueles alemães profissionais.
Na
infância, torcia a favor do Cachoeiro e, mais do que isso, contra o
Estrela, nosso inimigo dentro de campo. Isso tudo por influência de
papai, um torcedor convicto. Mais tarde, a exemplo do que todo capixaba
fazia, adotei um time carioca, o Fluminense, pra chamar de meu. Na nossa
rua, o tricolor tinha uma torcida expressiva e vibrante, liderada por
Dona Ormandina Benezath. Aqui na ilha, o Rio Branco nunca me entusiasmou
e acabei adotando o Vitória, sem que tenha ido a campo para vê-lo jogar
uma partida sequer.
Me
lembro como se fosse hoje de ter acompanhado pelo rádio o jogo em que
nosso escrete conquistou a Copa do Mundo, em 1958, mas guardo poucas
cenas da conquista em 1962, no Chile. Assisti na televisão colorida da
casa dos vizinhos de frente os jogos do Brasil na Copa de 70 e ajudei a
popularizar os palavrões nas comemorações lá no centro da cidade. Se das
conquistas nos USA e no Japão restam lembranças embaralhadas, guardo
viva a decepção com a desclassificação, imposta por Portugal, em 1966.
Os ônibus que levavam os atletas capixabas para os Jogos Universitários,
em Curitiba, pararam num posto de gasolina para que pudéssemos
acompanhar o final da partida. Melhor se tivessem seguido viagem.
Vitória, 16 de maio de 2018
Alvaro Abreu
Escrita para A GAZETA
18.5.18
Crônica diária
A ideia é tão boa que Hergé já a usou

Capa
do álbum "Les Bijoux de la Castafiore",da série de HQ "Les Aventures de
Tintin", criadapelo cartunista belga Hergé (Editions Casterman)Nela, a
cantora lírica Bianca Castafioreaparece cantando ao lado de um piano, enquanto é filmada e assistida por várias pessoas. Em prime iro plano, o protagonista Tintim fazum gesto pedindo silêncio.
Ontem
contei as histórias dos dois roubos das joias da atriz Sophia Loren nos
anos de 1960, e de 1970". Quando soube das histórias me apaixonei pela
ideia de escrever um romance policial baseado no segundo assalto, que
teria sido perpetrado por um paulista do interior do estado. Em 1963,
três anos depois do primeiro roubo, o famoso belga Hergé, publicou uma
ficção com seu herói dos HQ "Les Aventures de Tintin". O "Les Bijoux de la Castafiore"
(As Joias da
Castafiore), publicado pelas Editions Casterman
(Bélgica). Nele, o protagonista - o jovem repórter Tintin - tenta
solucionar o caso do sumiço das joias de Bianca Castafiore, uma
glamourosa cantora lírica italiana que, volta e meia, aparece em suas
histórias. Com muito suspense - e boas doses de humor -, Hergé mostra
toda a confusão resultante de um "roubo", que, no final, é resolvido. Mas, se o caso das joias de Castafiore foi solucionado pelo jovem
herói. O mesmo não se deu com o fato real que o inspirou -- o roubo das joias de Sophia Loren na Inglaterra.
É meu desejo de voltar ao tema, com mais profundidade. Comentários que valem um post
| Bola cheia |
O
seu Varal de hoje está cheio de peças interessantes, começando por
simpáticas e consistentes palavras portuguesas sobre as suas palavras
paulistas escritas na forma de contos. A história do tal Escrito é de
encasquetar,
*************************************
17.5.18
João Menéres e o CONTOS URBANOS
Fui mudando de página com inusitado interesse
No conto AMIGOS PARA SEMPRE, o Eduardo relata-nos com leveza a vida de
quatro amigos e de três mulheres em diversos momentos.
Aborda preferências de cada personagem e até toca no futebol ao lembrar
que “ Mais do que ter uma religião, no Brasil todos devem torcer por um time. “
Pois, digo-lhe, aqui ainda é famosa expressão QUEM NÃO É PELO BENFICA,
NÃO É BOM CHEFE DE FAMÍLIA…
Eu, desde criança, sou simpatizante de outro clube da capital.
Mas não sou fanático !
Já no outro conto, A VIDA NO PALCO, foi uma surpresa total !
Utilizando muito bem os seus dotes literários, conseguiu sentar-me na
plateia,
Eduardo !
E sabendo que é um amante de boas tramas policiárias, nunca me preparei
para um fim como aquele.
Tive a sensação que era o intervalo de uma peça em dois actos.
Muitos parabéns, meu estimado e apreciado autor !
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Falaram do Varal:
"...o Varal de Ideias é uma referência de como um blog deve ser ." Agnnes
(Caminhos e Atalhos, no mundo dos blogs)..."parabéns pelo teu exemplo de como realmente se faz um blog...ou melhor tantos e sempre outstandings...".
(Vi Leardi )















As bicicletas são o centro da viagem.



