Crônica diária
Sondas urinárias
Apesar de São Paulo estar fazendo aniversário, mão é sobre os 462 anos
que escrevo hoje. É sobre o uso de sondas urinárias, que nunca foram
assunto de alcovas, mas desde que o Temer foi obrigado a usa-las, e
depois tratar de uma infecção, o tema virou corriqueiro. Articulistas
usaram seus espaços para denunciar as falhas dos setores da saúde em
todo o país. Uma simples infecção na uretra do Presidente pode ser
revertida com certa facilidade por conta dos cuidados médicos,
hospitalares e dos antibióticos específicos. Já essa mesma sonda e
infecção na uretra do cidadão comum que dependa da rede de saúde
pública, pode e tem levado a óbito com frequência. Medicamentos
essenciais, e agora não estamos falando de infecção urinária, mas de
doenças do coração, da medula e outras que pela falta de remédio são
mortais, estão em falta constante nos posto de saúde. Desde novembro
passado faltam medicamentos de alto custo no SUS. E não adianta as
autoridades negarem. Eu estive lá em novembro, dezembro e janeiro e
constatei. Faltam dinheiro e gestão na saúde, mas não faltam verbas para
os fundos partidários fazerem campanha política. Saúde, educação e
segurança deveriam ser absolutamente prioritários e sem
contingenciamento em tempo algum.

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