Crônica diária
Gostar ou não de Kafka
Alguns dias atrás meu querido e velho amigo e leitor Walter De Queiroz Guerreiro fez o seguinte comentário: "ser
chato como Kafka para mim é uma referência positiva, questão de opinião
e de interpretação de mundo, recomendo "Arte e imaginação" de Roger
Scruton, sua tese de doutorado em filosofia da arte e estética ( aviso: é
pesada, e para a grande maioria chata, mas elucidativa)." Na mesma publicação a leitora Isabel Fomm de Vasconcellos comentou: "Tem
intelectual que acha que ler livro chato é exemplo de superação da
chatice e de consequente superioridade intelectual. Tô fora!
hahahaha...". Quem provocou esses dois comentários foi meu texto onde
concluo dizendo achar o Kafka muito chato. A Isabel esta cheia de razão.
E ao amigo Walter quero dizer que leitura nesta fase da minha vida é só
por prazer. Não tenho mais nenhuma pretensão, desejo ou vontade de
quebrar a cabeça para interpretar o mundo. Tudo que fui obrigado a ler
porque todo mundo lia, só cristalizou-me a certeza de que não teria
perdido grande coisa não lendo. Estou portanto entre a grande maioria
que acha chata leitura pesada, livros grossos, autores muito eruditos,
teses filosofias, ou filosofias baratas. Hoje só leio o que me dá
prazer. E você tem razão Walter, é simplesmente uma questão de gosto e
opinião.

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