Crônica diária
Privacidade
Quando será que tivemos alguma? Ou as ultimas? Nos anos 50, 60 do século passado? Nos tempos em que George Orwell escreveu, num ato de premonição, seu 1984? Eu lembro perfeitamente desse tempo. Meus filhos já nasceram em outras épocas, e meus netos não saberão o significado dessa palavra "privacidade". Estamos expostos 24 horas por dia. Filmados em cada esquina, cada loja, o tempo todo. Acabo de ter meu cartão de crédito recusado pelo emissor, causando os inconvenientes respectivos. Segundo a operadora, "para minha segurança". No exato momento que a caixa da loja recebia a recusa, o meu celular recebe uma mensagem confirmando que o pagamento foi negado. Cinco minutos depois recebo uma chamada da operadora do cartão questionando se eu o havia perdido, ou sido roubado. Digo que não, e quem fez as duas tentativas de pagamento fui eu mesmo. Lamentei o bloqueio. Alegaram minha segurança. Um programa para bloquear valores discrepantes. Esse, realmente, não era corriqueiro. As máquinas não falham. E hoje somos absolutamente controlados e subjugados a elas. Eu quero minha privacidade de volta.
Nota: Eu estava na Quitanda, e não num Motel.
Quando será que tivemos alguma? Ou as ultimas? Nos anos 50, 60 do século passado? Nos tempos em que George Orwell escreveu, num ato de premonição, seu 1984? Eu lembro perfeitamente desse tempo. Meus filhos já nasceram em outras épocas, e meus netos não saberão o significado dessa palavra "privacidade". Estamos expostos 24 horas por dia. Filmados em cada esquina, cada loja, o tempo todo. Acabo de ter meu cartão de crédito recusado pelo emissor, causando os inconvenientes respectivos. Segundo a operadora, "para minha segurança". No exato momento que a caixa da loja recebia a recusa, o meu celular recebe uma mensagem confirmando que o pagamento foi negado. Cinco minutos depois recebo uma chamada da operadora do cartão questionando se eu o havia perdido, ou sido roubado. Digo que não, e quem fez as duas tentativas de pagamento fui eu mesmo. Lamentei o bloqueio. Alegaram minha segurança. Um programa para bloquear valores discrepantes. Esse, realmente, não era corriqueiro. As máquinas não falham. E hoje somos absolutamente controlados e subjugados a elas. Eu quero minha privacidade de volta.
Nota: Eu estava na Quitanda, e não num Motel.

Um comentário:
É verdade!
Também quero minha privacidade de volta!
Li há tempos "História da Vida Privada". São cinco livrões, onde pesquisei sobre o tema velhice, quando redigia a tese.
Incrível, tanto pelo conteúdo como pelas belíssimas fotos e ilustrações!
Da Companhia das Letras.
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