Crônica diária
Ruy e o obituário
Ruy Castro escreveu que a primeira coisa que faz ao abrir um jornal é
ler o obituário. Quer ter certeza de que seu nome não esta no box das
quatro linhas grossas. Eu nunca leio. Conheço muito pouca gente que
frequenta aquelas colunas do jornal. Lá só aparecem em destaque ricos ou
famosos. Meus amigos fico sabendo da morte por e-mail ou telefone. E
como teria dito, nunca sei se é verdade, o Tancredo Neves: "As pessoas
morrem para você ingrato, para mim, continuam vivas aqui no coração".
Outra a ele atribuída é quando um indivíduo o aborda na porta do
elevador e diz: "Dr. Tancredo, minha mulher foi para a maternidade e me
pegou meio desprevenido, o senhor não poderia me emprestar "algum"?" Ele
responde: "Ora meu filho, você esta esperando essa criança há nove
meses, e esta desprevenido, imagine eu que estou sabendo agora."

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