Crônica diária
Crônica do conto
Da amiga artista
plástica e escritora Maria Tomaselli recebi uma foto da convocatória para um
concurso de crônica e poesia. Ela como boa austríaca é direta, objetiva e
econômica. Nenhuma palavra ou consideração. Só o recorte. Li e respondi que
andava sem ânimo em escrever contos especialmente para concursos. Este, por
exemplo pede um conto com quatro páginas de papel A4, com espaços de 1,5 e
tipos Time New Roman tamanho 12. Todos os meus contos
inéditos tem mais de vinte páginas. Sobre essas exigências um dia ainda vou
escrever me rebelando. Já fui desclassificado em concurso que pedia contos com
mil palavras, e eu imaginando que com oitocentas iria agradar os jurados, me
dei mal. Mas voltando ao concurso da Tomaselli, na madrugada seguinte acordei
com um conto na cabeça. Pronto. Com começo, meio e fim. Só não sabia quantas
páginas ele iria demandar. Fui ao computador e coloquei no Word. Obedeci os
espaçamentos das entre linhas e margens exigidas pelo regulamento. Deu uma
página e meia. Muito longe das quatro. Fica assim mais um conto no arquivo, a
espera de uma oportunidade. E pensando no porque não tenho conseguido me
alongar, acredito que seja o hábito de escrever crônicas. Textos curtos,
diretos, objetivos.

2 comentários:
É uma praga quando esses concursos impõem regras rígidas !
É a ditadura da imposição que limita a criação do autor.
Lamentável a todos os títulos.
Acho preferível que imponham um mínimo e um máximo.
Mas porquê concorrer?!
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