Crônica diária
Juízes, beliches
e armários
Não tenho muita
simpatia pelo Ministro Gilmar Mendes. Acho que deve ser pelas caretas que faz,
gestos com a boca, ou simplesmente implicância minha. Mas sou obrigado a
concordar que tem uma independência ideológica que o difere dos outros
ministros do STF. E tem coragem. Leio o que publicou no Twitter sobre a
repercussão da portaria que alterou a definição do que pode ser enquadrado como
trabalho escrevo no Brasil. Diz ele que: “Combater o trabalho escravo é
fundamental. Mas nem toda irregularidade trabalhista merece o tratamento de
escravidão. A interpretação das expressões ‘jornada exaustiva’ e ‘condições
degradantes de trabalho’ não pode ser ideologizada. Só no Brasil, altura de
beliche e tamanho de armário geram discussão sobre trabalho escravo.” Ele tem
razão. Aliás é preciso dar um basta nessa justiça do trabalho que é por
princípio uma injustiça contra o empregador. Não se pode voltar a empregar 14
milhões de desempregados, na velocidade que se deseja, sem que o empregador
tenha uma justiça trabalhista isenta. Não se advoga nada contra direitos,
mas apenas bom senso e harmonia entre quem contrata e quem presta serviços. E
juízes não ideologizados. Nem juízes, nem beliches nem armários.

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