Crônica diária
Alô, alô Chacrinha,
Sylvio Santos vem aí!
É com esse clima
de chanchada e programa de auditório que nosso pobre país vem vivendo. Com esse
clima de terra arrasada que a Dilma e o PT deixaram, não poderíamos estar
passando por uma crise política tão grave. Completamente sem opções
partidárias, e quadros políticos confiáveis, surgem candidatos a
candidatarem-se em 2018 absolutamente ridículos. Neófitos em política acreditam
que o sucesso na mídia, em programas de auditório lhes credenciam para gerir uma
nação. Podem até obter votos, como obtém jogadores de futebol ou cantores do
rádio. Mas nunca passarão de vereadores ou deputados do baixo clero. Leio
estarrecido que Luciano Huck pensa em poder se candidatar a Presidente do
Brasil. Se já não posso admitir o deputado federal Bolsonaro, o que dizer desse
Huck. Depois da eleição do Dória como prefeito, e da falência completa da
classe política tradicional, qualquer cidadão acredita ser capaz de
substituí-los. Não é bem assim. Muito pelo contrário. Liderar um país com a
dimensão territorial, e com as diferenças regionais, e os graves problemas que
tem, não é tarefa para amadores ou bem intencionados. O exercício político
parlamentar é uma tarefa para muitos anos de experiência. Não se faz um líder
medindo audiência televisiva. E por fim não se pode querer preencher esse vácuo
com os militares. Eles também não foram, e não são preparados para a tarefa de
governar.

Um comentário:
Qualquer dia até um defunto se candidata...
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