Crônica diária
Uma visita inesperada
Eu estava com a mão, agora de luvas,
literalmente na massa de cimento, argila e vermiculita, esculpindo a
minha vigésima quarta montanha, quando a Claudinha chegou acompanhada de
um casal. Ela é velha e boa amiga. O casal, a quem fui apresentado,
levou uns poucos minutos andando pelo atelier, comentando sobre as obras
que viam, e a Claudinha chamando atenção para esta ou aquela peça. Ela é
super amiga, e portanto, gosta de quase tudo que faço. Convidei-os
para sentar, e agora percebo, não ofereci nada para beberem. Acho que
pelo horário. Eram dez da manhã. Muito cedo para cerveja, mas uma água
ou refrigerante eu deveria ter oferecido. A verdade é que começamos a
falar sobre as esculturas, e fomos nos entusiasmando com a conversa, e o
tempo passou. Quando a conversa é boa, o resto não importa. É muito bom
conhecer gente informada e inteligente. Três horas e meia depois saíram
com a promessa de retornarem. Ficamos amigos. E para aqueles que
reclamaram sobre minha crônica sobre os gaúchos, os três são de Porto
Alegre.

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