Crônica diária
Um pouco de
umbigo
Nunca estive tão isolado politicamente, como estou,
defendendo intransigentemente a saída imediata do Temer. Não me importo. Antes
só do que acompanhado de imorais, ou com eles compactuando. Não importam os
meios.
Por outro lado, fazia tempo que não empolgava-me,
como estou empolgado, fazendo minhas "montanhas". Para aqueles que
não sabem, muito antes de escrever, fiz desenho, pintura e esculturas. Agora
trabalho uma nova Série, chamada "Montanhas". São de argila
esmaltada, outras de cimento, e estou em contato com o artista e fundidor
Israel Kislansky, para tratarmos de uma em bronze.
E para finalizar esta "umbigada", e
provocar a Maria Tomaselli, em Porto Alegre, que recentemente chamou meu
texto de: " Baita texto desesperado, amoroso e exibicionista."O que
não dirá deste?
Domingo passado encontrei quatro velhos amigos.
Todos, mais ou menos da minha idade. Alice C, Vera S, Bebel A.L, e Renato F M.
Almoçavam juntos, e eu no mesmo local. Todos, mais ou menos, meus leitores. E o
retorno que obtive deles foi muito encorajador. Amigos servem para isso.
Não por acaso, no mesmo domingo, o leitor Gabriel Pupo Nogueira Neto, amigo do meu amigo
Aloísio de Almeida Prado, publicou sem aspas essa frase: "Se soubesse
que ter netos era tão bom tinha pulado os filhos". Ela é minha, Gabriel.
Mas use-a como se fosse sua. Estou ficando tão metido com o número cada dia
maior de leitores e amigos seguidores, que vou ficar insuportável. A Tomaselli
já identificou sinais explícitos de "desesperado exibicionismo".
Mas é só o que resta a um cronista, contista ou escritor no Brasil, segundo o
amigo novo Roberto Klotz. Ele disse que mesmo sendo um contista de "mão
cheia" (e fui eu quem o chamou disso), os bolsos continuam vazios. É
verdade. Ninguém compra livro nesta terra. Nem a preço de custo. Não diria "preço
de banana", porque seria um clichê, e o Roberto detesta isso. Essa é a
razão pela qual poucos escritores vivem da profissão.

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