Crônica diária
Ufa! Uma semana com os netos acabou
Contrariando todas as opiniões com exceção do leitor Paulo Penteado, que
me deu a maior força, meus leitores e leitoras acham uma delícia ficar
uma semana com os netos. Eu os adoro, mas avô não tem idade para ser
pai. Foi uma canseira dos diabos. Oito anos é uma idade intermediária.
Não são mais criancinhas, mas não são adolescentes. Eu prefiro a idade
em que a obediência é completa. E a energia? Não param um segundo.
Acordam as sete da manhã, e as oito da noite, eu completamente moído,
eles estão à toda. Nadam no mar e lagoa de água geladas. Remam o barco,
viram a canoa, tudo na maior algazarra. Depois fazem escaladas nas
pedras, e descem as dunas de ski-bunda, dezena de vezes. E tem o balanço
que imita as ondas do mar, no movimento do surfe. E estão o tempo todo
querendo água, suco, e comendo. Comem como gente grande. E quando acabam
de jantar ainda querem pipoca! Não tem fim a energia dessas crianças,
nessa idade. Sempre falando mais alto do que o necessário, implicando um
com o outro, e de vez em quando a brincadeira de mão descamba, e um
chora. Meu filho Guilherme, pai da Glória, uma das netas desse trio,
criou um sistema, de perde e ganha pontos, para domar as ferinhas. Fazem
antes de dormir uma reunião chamada de "Pato". Nela é anotado num
caderno os pontos ganhos e perdidos durante o dia. No final da semana o
melhor pontuado pode pedir um presente. O segundo e terceiro lugar
recebem chicletes como incentivo e consolação. Mas cheguei à conclusão
que na verdade quem paga o "Pato" nessa história de uma semana de férias
com o vovô, sou eu.

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