Crônica diária
Papel carbono
Todo cronista,
de todos os tempos, valeram-se como inspiração do que ouviam e viam pelas
calçadas e ruas de suas cidades. Os jornais também sempre foram uma boa fonte.
Continuo valendo-me de todas. As ruas frias deste inverno não trazem nenhum
novo fato a não ser o crescente número de miseráveis dormindo nas calçadas, e
de escadas, encostadas nos postes, e funcionários sabe-se lá de quem,
colocando mais cabos. Nos jornais noticias do Trump dando a mão para o Putin, e
a imprensa comentando que a forma como elas aparecem na foto, representam o
total domínio do Trump sobre o Russo. Isso se um aperto de mão falasse. Mas o
que chamou minha atenção foi a crônica do Rui Castro, na Folha. O papel carbono
foi o mote. Lembrou que pessoas com menos de trinta anos nem sabem o que era
isso. Traduziu como "uma folha de papel pintada num dos lados, e que
servia para fazer o backup". Adorei a comparação. A palavra cópia foi para
o espaço. Ninguém usa mais.

Um comentário:
Essa eu tinha que ler!
"Papel carbono" ; esse título remeteu-me a "cópia" e lembrei de um episódio tragicômico.
No fim da sua crônica vc escreve que a palavra cópia foi para o espaço, rsrsrs...
Pensa numa pessoa moralmente correta e íntegra. Que gosta de escrever cartas (ainda hoje!!!!). E que escreve cartas com cópias. Inclusive as cartas para a amante; recheadas de "pornografia e palavroes imundas" (nas palavras da filha).
Pois esse foi o princípio da decadência de um homem acima de qualquer suspeita.
Alguém ainda usa a cópia.
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