Crônica diária
Barata, laranja e canivete
Jo Nesbo em seu livro " Barata", onde o detetive Harry Hole luta contra
seu próprio alcoolismo e desvenda como poucos crimes intrincados. Desta
vez na Tailândia, onde o embaixador norueguês foi assassinado, num
motel, com uma faca cravada nas costas. Essas premissas dão uma ideia de
quantas aventuras, enigmas, baratas, e mistérios envolveram esse
romance. Lá pelas tantas dois personagens provisoriamente insuspeitos,
mesmo porque nas narrativas do Jo Nesbo, nada é definitivo até a ultima
linha da ultima página, se enfrentam e o menos violento decepa a mão do
outro. Aí travasse um diálogo onde o agressor elenca uma série de coisas
que o agredido não poderá mais fazer. Entre elas descascar uma laranja.
Daí me ocorreu uma pergunta: como pode se sustentar a famosa e
conceituada indústria de canivetes suíços? Ninguém mais usa no cotidiano
um canivete multiuso. Antigamente todo homem de respeito portava entre
seus pertences de bolso um canivete. Picava fumo, descascava laranja,
palitava os dentes, sacava rolhas, cortava unha, perfurava o cinto com o
estilete, enfim, não saia sem seu canivete. Isso é passado. Hoje
canivete só serve para colecionador. Mesmo porque laranja hoje é vendida
em caixinhas com o canudo acoplado. Para que então um canivete? Um
inconveniente a menos para quem perde u´a mão.

Um comentário:
É bem observado.
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