Crônica diária
A Europa, o terror, e as nossa Cracolândia
O terrorismo
islâmico através de atentados e de imigrações assombram a Europa. Os Estados
Unidos elegeram o Trump basicamente por conta desses dois fatores. Imigrantes e
terrorismo. Nós aqui no Brasil sofremos com outros tipos de terror. Quatorze
milhões de desempregados e a economia à deriva são nossos maiores problemas. A
descoberta de que todos os nossos políticos, uns mais outros menos, mas todos
estão envolvidos em crimes eleitorais, e uso de dinheiro contaminado por
corrupção, nos deixa estarrecidos. Por outro lado pequenos desafios mostram
nossa fragilidade. A Cracolândia, no centro velho da cidade de São Paulo é um
bom exemplo. A nossa incapacidade de lidar com o problema é emblemática. O Rio
de Janeiro já viveu esse drama há mais de trinta anos. Acabaram
eufemisticamente trocando o nome de favela por comunidade. Mas o controle
continua na mão do tráfico. Uma praça com 1500 viciados e traficantes parecia
mais simples do que subir o morro e colocar ordem na casa. Ledo engano. Os
últimos três prefeitos juntos com o governo do estado tem tentado acabar com a
Cracolândia. Aliás declaram publicamente que puseram fim ao velho drama. Nada
mais enganoso. O máximo que conseguem com grande aparato policial é diminuir
pontualmente o número de viciados a 500. Conseguem também evitar a instalação
de barracas de lona. Fazem a limpeza duas vezes ao dia. Instalaram câmaras de
vigilância. E tudo continua na mesma. Estamos longe de resolver esse grave
problema de saúde pública. Esse problemão coloca em cheque o jovem prefeito
João Dória, que sem a solução da Cracolândia não pode pretender se candidatar à
presidência em 2018.

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