Crônica diária
Rabo de olho
Estou tentando continuar lendo o chatíssimo "O espírito da ficção
científica", do Roberto Bolaño, de quem gosto muito. Este seu romance,
inédito, é tido como o primeiro que escreveu, e morreu sem publica-lo.
Logo, sabia que não merecia ser publicado. E a bem de sua memória os
herdeiros não deveriam ter publicado. Mas foi lá que encontrei essa
expressão: "viu com o rabo do olho". Olho não tem rabo. No máximo tem
canto. Mas se usa não só no Chile, como aqui, essa expressão.No outro
livro que li em seguida Ultima Noite em Tremore Beach, do Mikel
Santiago, de quem falarei oportunamente, usa mais de uma vez a expressão
"pregar os olhos", no sentido de não conseguir dormir.

Um comentário:
Nós utilizamos pelo rabo do olho.
E também não pregar olho.
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