Crônica diária
Volto a me lembrar do Paraguai
Eu morei quando jovem no Paraguai. Isto é, trabalhava no Paraguai e
dormia do lado brasileiro de Ponta Porã. Para quem não sabe essa cidade,
na divisa de Mato Grosso com o país vizinho, tem duas avenidas
separadas por uma praça. Um lado é Brasil, o outro Paraguai. Toda vez
que voltava para São Paulo, pelo aeroporto de Congonhas tinha uma grata
sensação de estar chegando num país desenvolvido, a mesma que tinha
quando, saindo do Brasil, desembarcava em NY. Passados cinquenta anos, a
impressão que o país após treze anos de PT, voltou a se parecer com o
pobre e atrasado Paraguai. Por Congonhas embarcam 26 000 pessoas por
dia, e para fazerem a revista estão lotados 45 funcionários. Um novo
protocolo, muito mais rigoroso, dizem padrão internacional, nos
procedimentos de revista para embarque tem causado filas gigantescas,
perda de voos, e muita reclamação dos usuários de todos os aeroportos do
país. No primeiro dia as autoridades responsáveis recomendaram que os
passageiros chegassem uma hora e meia com antecedência. No dia seguinte
as filas continuavam imensas e dilataram o prazo para duas horas, como
nos embarques internacionais. Mais uma vez o distinto publico, o sofrido
consumidor, para o pato. Aos responsáveis não ocorreu o fato de ser
humanamente impossível vistoriar, segundo o novo padrão, 26 000
passageiros com os mesmos 45 funcionários. Elementar, caro Watson. Mas
esse é o Brasil, infelizmente, cada dia mais distante dos países
desenvolvidos, e mais parecido com Paraguai, Venezuela, Bolívia e que
tais.

Um comentário:
A cada dia a situação se agravará.
Qualquer dia é preciso ir de véspera...
Estão incentivando os jatinhos pessoais.
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