Crônica diária
Idas e vindas do Temer, e a oposição
Impossível resistir a tentação de falar (escrever) sobre as idas e vindas do Temer em menos de uma semana de governo. Primeiro quero voltar a abordar a questão ridícula de gênero. Quem melhor escreveu sobre o assunto foi Sheila Leirner, de Paris, em sua página do Facebook.* Em dois textos resumidamente criticou a posição das mulheres, antes do Temer ter capitulado. Ao capitular disse que o novo governo não sabe o que é a mulher. E elas ao reclamarem a quota no governo, se apequenaram. Mulheres e negros não precisam lutar por quotas, como os deficientes. Suas inclusões devem ser por mérito e capacidade. O resto é um protecionismo caipira, atrasado e impróprio. Quanto a volta do Ministério da Cultura, mais uma vez Sheila acerta na mosca. Insuspeita, intelectual ligada às artes, disse que nem o governo sabe o que é cultura. A imprensa e as redes sociais se posicionaram sobre esses temas considerando que o Temer demonstrou esperteza, humildade, e outros ainda, fraqueza. Acredito que foi um pouco de tudo isso. Fraqueza no caso dos artistas que o fizeram rever a transformação do Ministério da Cultura em secretaria subordinada à Educação. A meu ver errou. Mas demonstrou humildade e esperteza. Digo que errou porque em menos de sete dias de governo já voltou a trás na politica de redução (drástica) de Ministérios e despesas públicas. Na mesma linha, os pescadores poderão reclamar a volta do Ministério da Pesca. Os apicultores, floricultores, ou os criadores de borboleta poderiam revindicar um ministério próprio ao invés de ficarem subordinados ao da Agricultura. Educação, cultura e esporte, num país pobre e carente como o nosso, deveria sim estar sob o mesmo ministério, com uma visão de curto e longo prazo, priorizando verbas para educação, e privatizando as produções culturais como são as esportivas. A arte e cultura não podem ser programas de partidos, de governos, com viés ideológico. Devem ser livres, autônomos e regulados pelos consumidores.
*" Sheila Leirner: Representatividade de classes é normal. "Princípio da representatividade feminina" é sexista SIM, e como! Em qualquer lugar no mundo. É recibo passado da inferioridade das mulheres. Na França, no Canadá, seja onde for. SEXO NÃO É CLASSE. Se um homem for mais competente do que uma mulher para um certo cargo, é ele que deve escolhido. E se houver mais homens do que mulheres, qual o problema? Isso sim, é realismo."
"Sheila Leirner: Quando uma mulher é vitoriosa em ministério, como Simone Veil o foi na França em época em que não existia essa obrigação idiota, ela tem infinitamente mais valor do que as mulheres que estão lá só para cumprir "representatividade"

2 comentários:
Aqui, também confundiram CLASSE com GÉNERO !
E quem é a Ministra da Cultura?
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