Crônica diária
"A filha dos rios"
Foto de Luciana de Francesco
Outra curiosidade da minha viagem ao Rio Negro, foi
tomar banho em suas águas, de mãos dadas com mais de três dezena de passageiros
fazendo um círculo em torno de uma árvore. Cantamos a canção "Navegar é
preciso", nome que também é do evento, e na sua sexta edição. Foi nessa
circunstância que conheci o escritor Ilko Minev. Conversamos sobre
trivialidades, literatura e não me lembro de o que mais. A noite, no
restaurante do barco em que estávamos hospedados, gentilmente autografou seu
livro "A filha dos rios", se desculpando por não ter mais o outro
"Onde estão as flores?". Agradeci e solicitei o seu endereço para,
chegando em São Paulo, poder retribuir, enviando os meus. Tive a sorte, e ele
não sabe, de um dos agraciados, com seu primeiro romance, ter esquecido no
momento do check-out, e uma das coordenadoras da excursão entrou no ônibus
perguntando se alguém havia esquecido. Como ninguém se habilitou, falei se não
aparecesse o dono, eu gostaria de ler. Na chegada ao Aeroporto a mesma
coordenadora veio me entregar o livro, solicitando que eu o devolvesse se o
dono aparecesse. Não apareceu, e será minha próxima leitura. Mas hoje vou falar
do "A filha dos rios". É preciso que se diga algumas palavras sobre o
autor. Ilko saiu de Sôfia para viver na Bélgica, depois São Paulo, e finalmente
Manaus, onde foi cônsul, e empresário. O livro é "em bom e leve
português" como escreveu o crítico da Folha de São Paulo". O romance
composto de oito capítulos, bem estruturados, prende o leitor com uma história
repleta de ações e personagens bem construídos. Um nono capítulo é uma síntese
que recapitula os oito anteriores, narrados na primeira pessoa, pela personagem
principal, Maria Bonita. Não sei se teria gostado tanto da leitura se não estivesse
recém voltando da Amazônia, de Manaus, e do Rio Negro. Porém é certo que
aqueles que quiserem conhecer um pouco da história do apogeu do garimpo, logo
após o fim da Batalha da Borracha, encontrarão material fértil, humano e
econômico muito interessante. Como, inadvertidamente, li o segundo romance
antes do primeiro, vou reencontrar Licco, Oleg e David, no "Onde estão as
flores".


2 comentários:
Sorte não haver piranhas :))
Se fosse uma piranha fêmea...
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