Crônica diária
Volta de viagem
Agora
tenho um monte de coisas pra dizer. Nem sei exatamente por onde começar. Estou
com a cabeça à mil. Muitas ideias novas. Mas vamos começar pelo começo. A
viagem "Navegar é preciso, 6º edição", uma criação da Livraria da
Vila, este ano, como nos cinco anteriores, navega com sete convidados, e cento
e vinte passageiros pelas águas do rio Negro, no Amazonas. Literatura é o foco
principal, mas tivemos teatro e música como pontos altos do programa. Irei
falar ao longo dos próximos dias sobre cada uma dessas atividades, além dos
passeios e banhos de rio. No avião, chegando a Manaus, tentei usar minha
máquina fotográfica, que havia carregado a bateria, e com memória grande, para
uma boa cobertura fotográfica, e não funcionou. Problema de configuração. Vai
saber! Chegando no porto de Manaus, com uma guia gentilmente cedida pelo barco,
na companhia do amigo Aloísio de Almeida Prado corremos o centro velho de
Manaus em nas sete ou oito lojas onde seria previsível haver máquinas
fotográficas à venda, não encontramos nenhuma. Aí vai a primeira notícia: os
tablets e celulares acabaram com o mercado de câmaras fotográficas. Suspeitamos
que a desconfiguração tenha ocorrido no raios-X do aeroporto de Guarulhos.
Será? Nunca aconteceu. Podem imaginar com fiquei desapontado em não poder
registrar o passeio. Mas contra tempos existem, e precisamos nos conformar com
eles. A excursão foi fartamente gravada em vídeo e fotos que aos poucos vamos
compartilhando. Falarei ainda da Polícia Federal nos Aeroportos. Mas hoje vou
descansar de uma semana de férias. Ela é muito cansativa.

4 comentários:
Oba, adoro histórias de viagens!!!
Óptimo que tudo correu bem (menos as fotos!). Aguardamos as crónicas. Pessoalmente interrogo-me sobre o interesse em ouvir conferências literárias no meio do Amazonas. Será?
O fato de sua viagem ter inspiração literária trouxe-me à lembrança um mineiro de Monte Carmelo: MARIO PALMÉRIO. O autor do monumental CHAPADÃO DO BUGRE viajou pelo Rio Amazonas e seus afluentes durante vários anos. Anda um tanto esquecido pelo público, mas este é o ano do centenário de seu nascimento.
A mim é frequente ir para fotografar e esquecer-me do cartão...mas sempre arranjei maneira de ultrapassar a fúria inicial.
Em Milão fui vítima de um assalto ao carro e limparam-me tudo : malas de viagem e todo o material fotográfico. Foi há mais de 30 anos.
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