Crônica diária
Humor da esquerda
Adoro o humor do brasileiro. Uma pena a
esquerda ser totalmente desprovida dele. Quando me refiro ao humor estou
pensando nas tiradas usadas pelo povo. TCHAU QUERIDA, numa alusão à maneira que
o chefe da Organização Criminosa se despede dela, Dilma. Ou ainda TEMER, O
BREVE numa referência ao eventual mandato do vice. Brincadeiras inteiramente
inocentes e bem humoradas. Mas não para a esquerda. Tenho um amigo escritor
socialista que publicou em sua página do Facebook: "Tchau, querida”
é vulgar, machista. Vai demorar para que consiga apagar da memória o desfile de
horrores assistido ontem ( Se referia ao domingo em que a Câmara aprovou o impeachment).
Gente escrota, não há outra palavra para descrever o circo exibido, miúda.
Papagaios de pirata loucos para pegarem uma carona nas luzes da câmara. Talvez
por serem pessoas apagadas, medíocres, sem a menor condição de conquistarem
algum respeito não comprado. Não me representam, apesar de terem sido
escolhidos pelo voto." Como assim? Vulgar, machista?" É carinhoso,
irônico, inteligente e sobretudo bem humorado. Quanto ao resto do seu desabafo
estamos todos de pleno acordo. E representam sim, nosso povo. Isso é o que a
esquerda não consegue entender. O baixíssimo nível dos deputados dessa
legislatura representam o povo que os elegeu. Todos tem mulher, filhos,
sogra, mãe e tias, para justificar e dedicar seus votos. E se esses
Chacrinhas não representam o indignado amigo, mal humorado, é porque
intelectual se acha acima dos mortais. Gostam de Cuba e Venezuela, mas compram
apartamentos em Paris. Falam em nome do povo, mas são os maiores críticos dele.

3 comentários:
O perfeito levantamento do perfil dessa gentinha.
Não vejo grande diferença entre esquerda e direita quando toca a encher os bolsos. Uns já têm, outros querem ter. Todos invocam o nome do povo em vão e todos gostam de apartamentos em duplex ou triplex, de preferência em Lisboa que Paris está muito perigosa. Uns são mais hipócritas, outros mais cínicos e assim vamos tendo de os aturar. Uma coisa é certa: a figura que o Congresso fez é a única coisa que releva em termos mediáticos. O Brasil vai demorar muitos anos a libertar-se dessa imagem.
Na mosca Jorge!
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