Toscana
Villa Bramasole- Foto enviada por José Luiz Fernandes
(Allan Robert P.J. fevereiro 2016)
A Villa Bramasole, do filme Sob o Sol da Toscana, acabou virando uma atração à parte.
Baseado no best seller homônimo
autobiográfico da escritora Frances Mayes, no qual ela conta como o
divórcio acabou trazendo-a à Itália, onde comprou uma casa na Toscana,
reformou e onde passa diversos dias por ano, o filme se liberta da
versão original para alcançar um dos objetivos da Walt Disney, atrair
público.
Cheio de estereótipos que tanto agradam o público americano, foi recheado de situações que o turista espera encontrar: o latin lover que tem um affair com
a escritora, mas que acaba escolhendo a selvagem local; a velha louca
que aumenta o preço da casa para quem ela não gosta e acaba vendendo –
por uma série de coincidências – à escritora, que não tinha o dinheiro
suficiente; o velho que todos os dias passa silencioso com as flores em
memória de alguém (interpretado por Mario Monicelli!); o empreiteiro
italiano que explora estrangeiros; uma versão leve e atual de Romeo e
Giulietta; Pores do Sol de cores quentes; as paisagens rurais da
Toscana; praias semi desertas; e reencontro do amor com um outro
americano...
A casa que aparece no filme, na realidade não é a Villa Bramasole, casa da escritora, mas uma
outra, usada como cenário. Sim, a Villa Bramasole existe e muita gente
vai visitar Cortona para poder conhecê-la. Na maioria, turistas
americanos.
A villa (tradução
italiana para casa independente) fica a três quilômetros do centro de
Cortona, foras dos muros da cidade, em uma daquelas estradinhas
estreitas típicas da Itália, circundada por ciprestes plantados em
memória aos mortos da Segunda Guerra. Cada árvore tem uma placa velha
com o nome do homenageado, que a escritora tem planos de mandar refazer.
Cortona é muito agradecida à escritora por projetar a cidadezinha no
mundo.


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