Crônica diária
Perguntas que não calam
Nelson Motta escreveu, no O
Globo, um artigo com esse título. Começa perguntando: "Por que o
governo federal e o estadual, em época de penúria da Saúde, não tem vergonha de
seus orçamentos milionários de (auto) publicidade, que não sofreram
cortes?". Eu respondo caro
Nelson, todos os governos são imediatistas. Saúde, apesar de
absolutamente prioritária, custa caro, tem que haver planejamento e políticas
de longo prazo. Campanhas publicitárias, ainda que enganosas (vide as eleições
de 2014), surtem efeito imediato. Antigamente eram os coretos e chafarizes em
praças públicas, ao invés de investimento em saneamento básico, esgoto, etc...
que elegiam os prefeitos das cidades. Os militares proibiram. Restabelecida a
democracia, estamos voltando aos velhos hábitos. Não estou com isso defendendo
a volta dos militares, muito pelo contrário, eles têm grande parte da
culpa por terem acabado com os partidos políticos, entre outros tantos
equívocos. Os marqueteiros dos atuais governantes são seus quadros mais
importantes. Mandam mais do que os ministros da saúde, e do planejamento. Fazem
milagres.

Um comentário:
Há profissões que são difíceis de explicar.
Postar um comentário